Mostrar mensagens com a etiqueta Francisco Seixas da Costa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Francisco Seixas da Costa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Retratos (32)

 

Ora aqui vai "polo natural" - como se dizia antigamente - o retrato de um diplomata feito pelo seu embaixador, e na altura (1986) seu superior, em Angola, António Pinto da França. Assim segue a páginas 241, do livro em imagem acima:

"O Francisco Seixas da Costa, marcado pela rude frontalidade dos transmontanos, é uma força da natureza, uma explosão de vida. Tem uma mente duma clarividência cirúrgica. Tudo lhe interessa, tudo lhe importa. Vive para aprender e compreender. Estica o tempo num incontrolável desejo de realizar, de ir cada vez mais longe, guiado por uma ambição avassaladora que não se preocupa em esconder. Talvez porém, que, entre tudo, o que mais preze seja rir dos outros e dele próprio. Um dos seus entreténs, nestes dois anos, foi aplicar-se a absorver o meu estilo para que eu não lhe alterasse nem uma vírgula que fosse nos textos dos telegramas cuja redacção lhe confiava. Não era para me agradar, era por desafio, por puro exercício lúdico."

António Pinto da França (1935-2013) in Angola - o dia a dia de um embaixador (2004).

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Osmose 108


Até nos vários graus da diplomacia se podem encontrar diferenças abissais. Na sua prática, pelo menos. Mas é preciso dar por elas e, para isso, é necessário ter algum sentido crítico: pesar o português da escrita, o tipo de humor e motivos abordados, o sentido de mundo que revelam. Até talvez as imagens que utilizam, para estabelecer uma hierarquia de qualidade e de gosto estético.
É com alguma regularidade que frequento 2 blogues da aristocracia diplomática, já aposentada. De ambos colho proveito. Quer do hebdomadário Retrovisor, quer do quotidiano Duas ou três coisas... Têm perspectivas e mundos diferentes. E, naturalmente, não se podem meter no mesmo saco das Necessidades.
Diplomaticamente: até pela diferença de idades...

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Por que razão se visitam os blogues?



Oficialmente, eu frequento 13 blogues. Três dos quais - creio - congelados ou findos, infelizmente, mas que conservo com estima, na minha lista de seguidor. Sabe-se, e é dos livros, que a maior parte dos blogues dura, no máximo, apenas 4 anos. A persistência (se eu fosse jovem, diria: resiliência) só por acaso resiste às contingências da vida. Por outro lado, há quem se inscreva como seguidor por emoção momentânea ou pensando na reciprocidade, num jogo ligeiro e mercantil de interesses. Se ninguém se tivesse "desarriscado" de seguidor do Arpose, eu já teria mais de cem seguidores, assim tenho apenas 99 (aqui, agradeço aos fiéis e estimados seguidores persistentes!). Que é uma boa conta, e capicua. Seis desertores eram interesseiros... Mas eu não lhes fiz a vontade, por variadíssimas razões pessoais, e eles "desarriscaram-se", cerca de uma semana depois de se terem inscrito. Porque, dos blogues que eu sigo, faço-lhes visita, diariamente, desde que haja coisas novas publicadas. Por fidelidade e coerência. Posso é não comentar.
Serei rigoroso: eu visito, com relativa frequência, mais quatro blogues portugueses, que me atraem pela sua qualidade, irreverência inteligente, pela naturalidade humana, riqueza de conteúdos, originalidade e interesses afins. Dito isto, e sem compromisso especial de benignidade, encontrei, num deles, esta frase, ontem (30/5/2017): O resto, isto é, quem aqui vem, fá-lo por "voyeurisme" voluntário. O re-comentário é do embaixador Francisco Seixas da Costa, no seu blogue Duas ou Três Coisas. E, tenho que dizê-lo: o Diplomata foi injusto, do meu ponto de vista. E redutor, na sua classificação totalitária. Eu sei que uma grande parte das visitas, que o seu Blogue tem, é  também de alumbrados e deslumbrados (que devem frequentar as revistas róseas), gente que tem uma grande sede de ser lida, pelos comentários que faz, alguns iliteratos (bastará ver certos comentários), e  uns (poucos) mas contumazes reaccionários cobardes e anónimos, que o Embaixador, numa enorme gentileza democrática, permite.
Mas também se pode ir a um blogue alheio por estima e afinidade, não só por voyeurisme. Por curiosidade intelectual ou, muito simplesmente, por misteriosas razões, entre as quais pode caber gostarmos de ler um português escrito, escorreito e bem esgalhado, que é algo raro nos nossos dias.
As coisas nunca são tão simples como os taxativos e mecânicos algoritmos. Há mais mundos - como disse, humanamente e para sempre, José Régio. Que nem sequer era sociólogo.

sábado, 12 de dezembro de 2015

A Cultura já mexe


A informação, colhi-a no blogue duasoutrêscoisas, que acompanho com gosto e interesse, e que é dinamizado e orientado pelo embaixador Francisco Seixas da Costa.
É possível que Serralves, por sugestão de João Soares, possa vir a expor os Miró da Parpública - que, estupidamente, por decisão dos seus dirigentes, quase foram vendidos, todos e ao mesmo tempo (imagine-se!!!...).
O convite foi feito pelo ministro da Cultura, recentemente, à Fundação nortenha.