sexta-feira, 11 de julho de 2025
Fernando Guimarães (1928-2025)
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024
Bibliofilia 210
sexta-feira, 22 de outubro de 2021
Retro (109)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
Apropriações indevidas ou cortes bilingues
A propósito do excerto antológico da Historia de los movimientos y separación de Cataluña... (1645), de Francisco Manuel de Melo (1611-1667), diz-nos o filólogo Ramón Menéndez Pidal (1869-1968), na sua Antología de Prosistas Españoles (1940), a propósito do poeta Melodino: Aunque Melo era natural de Lisboa, su linguage es castizo y elegante castellano, modelo en la expresión feliz y acertada. Multitud de portugueses de los siglos XV y XVI miraban como suya propria a nuestra lengua. (pg. 255)
A fazer fé em Pessoa (a minha pátria é a língua portuguesa) ficaríamos confusos, até porque os espanhóis são useiros e vezeiros em se apropriarem de escritores portugueses, chamando-os seus. Gil Vicente, por exemplo, com os seus autos em castelhano. Ou o mesmo acontece, embora mais raramente, com Sá de Miranda e Camões... No entanto, eu atribuo as culpas a D. Manuel I (1469-1521) que casou nada menos que com 3 princesas castelhanas, tornando assim a corte portuguesa retintamente bilingue...
quarta-feira, 15 de julho de 2020
Catálogo de Livros Raros
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
De Francisco Manuel de Melo, estando no Brasil, degredado
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Piedosos votos, os meus
Foi com alguma emoção pessoal que me dei conta que a Livraria Olisipo, no seu próximo leilão* de 6 e 7 de Fevereiro, vai leiloar (lote 540) duas cartas autógrafas do Poeta Melodino, com uma estimativa prevista de venda entre 800 e 1.600 euros. Únicas, é óbvio que as cartas serão raríssimas e poderão até ser inéditas: não as encontrei, orientando-me pela data (9 de Março de 1650 e 1 de Julho de 1651, cujo ano está errado no catálogo da Olisipo, que regista 1950 e 1951...), na edição primeira das Cartas Familiares (1664), por exemplar na minha posse, que consultei.
Em tempos infaustos, deixámos ir para Harvard (E.U.A.) a riquíssima biblioteca de Fernando Palha, com exemplares únicos e raríssimos que poderiam ter ficado em Portugal. Perdeu o património nacional.
Se eu fosse director da BNP ou da Torre do Tombo não estaria sossegado, mas nervoso. E faria tudo aquilo que me fosse possível para que essas 2 cartas autógrafas de Francisco Manuel de Melo viessem a ficar à guarda, integrando o acervo, de uma das duas instituições portuguesas. Para memória futura e consulta de quem as mereça estudar.
* ver poste, no Arpose, de 16/1/2019.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Leilão de livros e manuscritos
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Leilão de livros e manuscritos
terça-feira, 26 de setembro de 2017
De Francisco Manuel de Melo, sobre os catalães
sábado, 1 de julho de 2017
Bibliotecas
Daí levei Os Três Mosqueteiros, Vinte Anos Depois e O Visconde de Bragelone, do mestiço e grande escritor Alexandre Dumas (pai), pouco a pouco, para, empolgadamente, os ler em casa. E que foram, com mais 4 ou 5 títulos, os livros que li, na adolescência. com maior prazer, seguramente.
A associação recreativa ainda lá está, na rua Gravador Molarinho. E recomenda-se. Noutras roupagens, é certo.
Porque hoje é o Dia Mundial das Bibliotecas...
terça-feira, 19 de julho de 2016
Da leitura (14)
Voltando a Guimarães Rosa, de que releio Grande Sertão: Veredas. É manifesto o uso de adágios, existentes, ou criados para o efeito da função de máximas, que asseguram (numa espécie de suspension of disbelief) ou fortificam o decurso da narração que é um prolongado contar de história, quase monólogo, saborosíssimo, aliás. Por aqui deixo 4 pequenos exemplos das primeiras páginas:
- "...quem mói no asp'ro, não fantasêia. ..." (pg. 11)
- "Sua alta opinião compõe minha valia." (pg. 11)
- "...passarinho que se debruça - o voo já está pronto!" (pg. 13)
- "Sou só um sertanejo, nessas altas ideias navego mal!" (pg. 14).
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Uma louvável iniciativa (47)
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Livros que levaram sumiço
Finalmente, o último e mais recente desaparecimento, deu-se nos primeiros meses de 1986. Eu tinha, autografado e com dedicatória, de Eugénio de Andrade (1923-2005), Os Afluentes do Silêncio (1968). Gostava tanto daquela linfa lírica de água clara que, a algumas visitas particulares que me iam a casa, eu costuma ler-lhes passagens escolhidas da obra. E, uma Senhora, de uma vez que me ausentei, deve ter-se tentado e levou-me o livro... Pagou-se assim do encontro e, como nos desencontrámos, pouco depois, nunca mais recuperei o exemplar autografado.
Comprei, anos passados, um outro exemplar, usado, esse já sem dedicatória de Eugénio de Andrade.
terça-feira, 26 de maio de 2015
Uma reflexão de Francisco Manuel de Melo
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Adagiário CCXVIII
terça-feira, 24 de março de 2015
Das minhas bibliotecas alheias
sábado, 26 de julho de 2014
Citações CLXXXIX
«Saber é dizer o que é.»
Garcia de Orta.