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sexta-feira, 13 de março de 2026

Próxima leitura



Com alguma perplexidade, tenho de concluir que há duas figuras da história de França que exercem algum fascínio sobre mim: Charles de Gaulle (1890-1970) e François Mitterrand (1916-1996). Talvez até mais do que qualquer dos nossos presidentes da República Portuguesa.
Sabendo disso, um bom amigo meu, a quem agradeço, emprestou-me este Hors-Série (em imagem), a cuja leitura irei dar prioridade.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Mann em França

 

O jornal Le Monde dá notícia de um aparente interesse inusitado, em França, pela obra do escritor alemão Thomas Mann (1875-1955), prémio Nobel de Literatura, em 1929. Mas que provavelmente se deve à cessação dos direitos de autor. Duas traduções de Buddenbrooks e três de Der Tod in Venedig, uma das quais na "poche", estão aí, para testemunhar este entusiasmo editorial. Será que, em Portugal, assistiremos ao mesmo fenómeno? A grande qualidade do escritor, quanto a mim, justificá-lo-ia.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Bibliofilia 229

 

É um dicionário monumental, este de Jean-Yves Dournon (1928-2011), reputado lexicógrafo francês, que coligiu 10.000 citações de 850 autores de língua francesa, em 910 páginas de um grosso volume, editado em 1982.
Certamente que já houve melhores tempos para dicionários e enciclopédias, antes porém que a internet viesse ocupar o seu lugar, embora com menos credibilidade. Isso explica talvez que esta obra, usada, me tenha custado apenas 7,5 euros. Posso acrescentar que o livro me tem dado imenso jeito...

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Uma perspectiva



Um dos últimos Le Monde, em artigo que titula A gauche, l'héritage de Mitterrand s'efface, para celebrar os 30 anos sobre a morte do grande estadista francês, o deputado do PSF Arthur Delaporte situa de forma singular a memória do político, hoje. E passo a citar, traduzindo:

"É uma questão de geração. Posicionámo-nos menos na reivendicação desta herança do que os nossos predecessores. Resta à volta de François Mitterrand quer uma admiração pela personagem e pela sua trajectória, quer uma forma de desconfiança porque ele tem as suas asperezas, as suas partes de sombra. Ele é controverso para alguns à esquerda."

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Filatelia CXLV



É minhas convicção enraízada que a qualidade estética e beleza da produção de selos dos correios da maior parte dos países tem vindo a piorar substancialmente, nos últimos decénios. Talvez escapem as estampilhas da Alemanha, da Inglaterra e pouco mais.
Em geminação, e talvez para me penitenciar de um comentário desprimoroso que fiz num poste do Prosimetron, da MR, sobre uns selos actuais de França que apareciam em imagem, aqui deixo o testemunho de beleza de alguns selos dos anos 40 a 70 do século passado, em que o cuidado gráfico dos correios gauleses era soberano e digno de admiração, nessa época.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Obviamente, La Palice


 
Se fosse só na França, o descalabro...

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Desabafo (89)

Só nos faltava agora os "vencedores" não se entenderem e o Micron insistir em impor o bogalho gaulês como primeiro-ministro da bananalândia francesa.

domingo, 7 de julho de 2024

Adenda

 


Faltava o tinto. Neste Dia Nacional do Vinho. E embora o jantar se anunciasse modesto, havia que depositar a nossa esperança e expectativa em França.
E isso bastou para que eu apostasse num vinho icónico, para mim. Calhou um teenager do Douro, já testado, Flor das Tecedeiras 2008, com 14º, composto de Touriga Nacional e Franca, Tinta Barroca e Roriz, Amarela e Tinto Cão, quanto a castas, com cepas velhas (cc. 100 anos) e novas. Estava magnífico e com taninos ainda por domar - pode bem guardar-se por mais dez anos, à vontade e confiança.
E a França portou-se bem, felizmente, apesar das cassandras vendidas e mediáticas...

segunda-feira, 17 de junho de 2024

O regresso dos elefantes

 
O título deste poste não é meu, mas da TV 5 francesa, a propósito do regresso de François Hollande (1954) à política activa nas próximas eleições legislativas gaulesas. Estamos num tempo caricato para não dizer dramático. O caso francês fez-me lembrar a situação semelhante do regresso de David Cameron (1966), ex-primeiro ministro britânico, que reingressou no activo, como ministro dos Negócios Estrangeiros.
Por cá, o insólito fia mais fino: os professores reformados parece que vão voltar a dar aulas...

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Curiosidades 102



São porventura estranhas, mas curiosas, as regras culinárias de alguns países que proíbem nas suas gastronomias, por exemplo, o uso de vaca na alimentação indiana ou o consumo de carne de porco por outros povos. Nas tripas bovinas estamos com a França (Caen), como grandes apreciadores. Mas não a acompanhámos no largo consumo de coxas de rã de que a França é o maior consumidor mundial (3.000 toneladas anuais), muito embora a legislação gaulesa, desde 1977, proíba a sua captura em território nacional.
As coxas de rã são assim importadas da Indonésia (80%), Vietname (13%) e Turquia que contribui com 3,4%. E, ao que parece, os animaizinhos nos "matadouros" não são tratados de forma muito pacífica, nem executados com piedade... Ainda assim, a França captura e abate, à má fila e à socapa, mais cerca de 2 milhões de rãs, nas suas zonas húmidas nacionais, para alimentação privada.

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Assim vai a leitura em França



"Desde há cerca de 50 anos, o número de leitores de livros diminuiu bastante em todos os países industrializados. Em França, por exemplo, o número de grandes leitores entre os 15-28 anos (mais de vinte livros por ano, o que corresponde a cerca de meia hora de leitura quotidiana) passou de 35% para 11%. Em 1960, os alunos do terminal precisavam, em média, de quatro minutos para ler (e compreender) um texto curto e bastante simples de mil palavras. Meio século depois, precisam de cinco minutos."  

Lire Magazine nº 523 (pg. 54).

Nota pessoal: creio que, em Portugal, a situação será semelhante. Se não for pior...

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Citações CDLXVII



De todos os países do mundo, a França é talvez aquele onde é mais simples ter uma vida complicada e mais complicado ter uma vida simples.

Pierre Daninos (1913-2005), in Les Carnets du Major Thompson (1954).

domingo, 11 de junho de 2023

Curiosidades 99



Hoje em dia incorporamos, com excessiva facilidade e lassidão mental, novas palavras de outras línguas, sobretudo do inglês, sem sequer, muitas vezes, nos darmos ao trabalho de as adaptarmos ao português, ao contrário do que os criativos e expeditos brasileiros costumam fazer - honra lhes seja! 
Mas nem sempre foi assim: já demos palavras ao mundo.
Ainda há pouco tempo atrás fiquei surpreendido ao saber que as palavras mandarim e fetiche têm origem portuguesa, e que outros países (França, Inglaterra...) as vieram a adaptar. A primeira vem do verbo mandar; e o segundo termo, vem de feitiço.

quarta-feira, 17 de maio de 2023

Citações CDLXIII

 


A exactidão é a cortesia dos reis.

Luís XVIII (1755-1824), in Souvenirs.

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Simenon reeditado



Surpreendente a longevidade do interesse constante dos leitores pela obra de Georges Simenon (1903-1989). Desta vez, e coincidindo com o 120º aniversário do nascimento do escritor francês, a editora Omnibus vai publicar a integral dos seus 117 romans durs, escritos entre 1931 e 1972, em 12 volumes.
Como referem, é um tipo de ficção "bem negra. Um modelo de literatura só osso, sem o mínimo de gordura... nem optimismo." Mas de grande qualidade - acrescento eu.



segunda-feira, 24 de abril de 2023

3 ideias francesas sobre a Juventude



A juventude não ama os vencidos.

Simone de Beauvoir (1908-1986), in Les Mandarins



É a febre da juventude que mantém o mundo à temperatura normal. Quando a juventude arrefece, o resto do mundo começa a bater os dentes.

Georges Bernanos (1888-1948), in Les Grands Cimetières sous la lune.



O signo da juventude é talvez uma vocação magnífica para as felicidades fáceis.

Albert Camus (1913-1960), in Noces.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Ácaros



Sem dúvida que são rastejantes, embora alguns tenham aprendido a voar, com o tempo. Desprezíveis, porém.
Aparecem-me no Arpose por revoadas, intermitentes, a princípio oriundos de zonas eslavas, depois, talvez para disfarçar, de todo o lado. Nunca percebi a sua insistência de visita, sobretudo por um poste que até já apaguei, há muito do blogue. Mas, provavelmente, é pela sua natureza asinina e maquinal algorítmica, que insistem. 
Em tempos mais recentes tem vindo um novo enxame de hackers, da Polónia e da França, sobretudo. Aqui dou as coordenadas, para quem os queira evitar ou spamar:

IP 188. 165. 17. 68   OVH, Warsaw
IP 51. 91. 204. 60  OVH, Mitri-Mory
IP 217. 182. 38. 143 OVH, Roubaix
IP 92. 222. 251. 227 OVH, Paris.

Aqui ficam, assim, alguns dos palermas da blogosfera.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Variações sobre visitas



Ao começo da noite, chegam-me ao Arpose as visitas de Varsóvia, de há uns tempos a esta parte. Antes porém já se tinham multiplicado os visitantes gauleses de Velizy-Villacoublay, de Mitry-Mory e até mesmo de Paris. Estes(as) últimos(as) da plena praça Jean-Paul II, que me enche de respeito cristão, pela catedral de Notre Dame. Pergunto-me se estas vindas (sazonais?) não surgem de descendentes luso-franceses, saudosos das berças natalícias...

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Reincidência



Eu tinha prometido, a mim mesmo, não voltar a comprar a revista francesa Lire, mas reincidi. Porque os últimos números que tinha adquirido me tinham decepcionado.
Mas ontem acabei por comprar no quiosque o último número, de Julho-Agosto de 2022. Do mal, o menos: há 3 artigos referentes a publicações relacionadas com a língua portuguesa. Por ordem de importância e também cronológica de páginas: sobre a revista caboverdiana (1930) Claridade, na página 43, a propósito de Camões (pg. 44) e, finalmente (pg. 64), sobre a última tradução francesa dum livro do pivot orelhudo da RTP 1, a quem a Lire chama o Dan Brown português ( como diz o povo: "presunção e água benta cada um toma a que quer.")

quinta-feira, 16 de junho de 2022

A globalização da Saúde

 


A primeira página do jornal Le Monde, de 3 de Junho de 2022, titulava assim sobre os hospitais gauleses.
As harpias portuguesas lobistas da medicina privada, capitaneadas pelo bastonário da Ordem dos Médicos, é claro que já não sabem ler francês... talvez só americano mascavado. Se soubessem, poupariam, ao menos, na histeria televisiva de criticar o SNS português, bem como a nossa ministra da Saúde.