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quinta-feira, 10 de julho de 2025

Testemunho




Os instantâneos pertencem a um portefólio singular que atesta a relação amistosa  e recíproca de Hitchcock/Truffaut. As fotos são dos anos 60 do século passado e foram tiradas por Philippe Halsman, fotógrafo membro da Agência Magnum.





terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Cotações no mercado


Se há escritores que não perdem, após a morte, a sua popularidade e cujas obras se vão continuando a imprimir e vender, como os livros de Simenon, por exemplo, outros há em que a crítica começa logo a questionar a qualidade da sua ficção, a seguir ao falecimento do autor, como foi o caso de John Updike. Ou mesmo em vida, como parece estar a acontecer, agora, com a avaliação que se tem feito  das últimas obras de J. M. Coetzee.
Na Inglaterra, a perda de interesse pela obra de Françoise Sagan (1935-2004) tem sido progressiva (o TLS regista-a) e raros, dos seus livros, têm sido reeditados, encontrando-se esgotados na sua maioria, talvez porque esse clima fluído e leve da ficção da escritora francesa, que lembra a atmosfera cinematográfica de um Rohmer ou de um Truffaut dos anos 60/70 ( certeiro, oTLS dixit), se tenha perdido para sempre, nos dias de hoje.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Os discretos, sensíveis sinais de atenção


Sobre a superfície rugosa do puro papel japonês, há um laço incompleto e um pássaro discreto.
A imagem fixou Truffaut e o seu alter ego Léaud, sob um céu outoniço e parisiense.
Tanto basta para criar uma atmosfera, sinalizar uma intenção, esboçar uma forma de estar.

com grato reconhecimento a Paula e Rui Lima.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Jeanne Moreau


De Losey, Eva, realizado por Truffaut, Jules et Jim, ou La Notte, em que foi dirigida por Antonioni, bastariam para a inscrever, indelevelmente, na história do cinema. Acrescem aqueles lábios estranhos, dissonantes, a lembrar a sofreguidão dos peixes. Ou de viver...
Jeanne Moreau (1928-2017) deixou de existir.
Com música de Pascal Comelade, lembrêmo-la, nalgumas cenas de La Notte, de Antonioni, em que contracena com Marcello Mastroiani.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Pequena história (46)


O Festival de Cinema de Cannes celebra este ano a sua edição 70. Por isso, L'Obs (nº 2740) dedicou ao acontecimento seis páginas, com depoimentos de vários cineastas que ganharam a Palma de Ouro. Lembra também, a revista francesa, alguns dos realizadores agraciados, como por exemplo: Emir Kusturica (Underground), Quentin Tarantino (Pulp Fiction), Martin Scorcese (Taxi Driver). O cineasta francês Claude Lelouch (1937) foi também premiado com a Palma de Ouro, em 1966, pelo seu filme Un homme et une femme, partilhando o galardão com o italiano Pietro Germi (1914-1974).
O realizador francês, no seu depoimento a L'Obs, refere que François Truffaut o felicitou efusivamente, na altura, dizendo-lhe também: Vous êtes l'enfant de la Nouvelle Vague qui a le mieux grandi, j'aimerais qu'on fasse un numero spécial sur vous dans les "Cahiers du cinema". Mas Lelouch não gostou de se ver perfilhado e retorquiu-lhe: Je suis ravi, mais je ne suis pas un enfant de la Nouvelle Vague. Ao que Truffaut lhe respondeu, algo irritado: Vous avez la grosse tête. Uma semana depois, o crítico Jean-Louis Comolli, em artigo nos Cahiers du Cinema, arrasava o filme de Claude Lelouch, pela negativa...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

François Truffaut : como fazer um filme



François Truffaut nasceu há 80 anos, a 6 de Fevereiro de 1932.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um excerto de diálogo


Em 2012 completam-se 50 anos sobre o lançamento do filme "Jules et Jim", de François Truffaut (1932-1984), cujo argumento se baseava no "ménage à trois" que os pais de Stéphane Hessel (1917) personificaram, na vida real.
O papel feminino foi interpretado por Jeanne Moreau (1928). Le Nouvel Observateur juntou os dois, para dialogarem sobre o filme e os tempos que passam. Eis um breve excerto, em tradução livre:
Jeanne Moreau: "...Agora eu poderia trepar para as barricadas mas infelizmente já ultrapassei a idade de o fazer . Tornei-me revolucionária demasiado tarde. Os escândalos políticos ou financeiros acumulam-se. Fala-se sem cessar em transparência, enquanto tudo é obscuro: abuso de poder, cupidez pelo dinheiro."
Stéphane Hessel: "Nós vivemos num mundo que merece todas as revoltas. Se se considera como uma revoltada, é porque tem razão."

domingo, 6 de março de 2011

Stéphane Hessel : "Indignai-vos!"


Este pequeno opúsculo, de cerca de 15 páginas, tem como base um discurso proferido a 17 de Maio de 2009, em Glières (local sagrado da Resistência francesa), por Stéphane Hessel (1917). O título "Indignai-vos!" lembra-nos o "direito à indignação" de Mário Soares que, precisamente, fará o prefácio para a edição portuguesa a sair, dentro de poucos dias. Nele Hessel, ancião de 93 anos, e antigo resistente, retoma algumas ideias muito simples, ou causas renovadas: solidariedade, ecologia, direitos do Homem (Hessel foi um dos redactores da Declaração, em 1946). E aponta o conflito israelo-árabe como um dos nós-górdios, problemático, da modernidade.
De ascendência judaica, Stéphane Hessel nasceu em Berlim, filho de Franz Hessel e Helen Grund (casal cujo ménage à trois com Pierre-Henry Roché inspirou o filme "Jules e Jim" de Truffaut), naturalizou-se francês, durante a II G. Guerra, e foi embaixador da França na O. N. U. (1977). "Indignez-vous!", na sua edição original, francesa já vendeu mais de 1.300.000 exemplares e tem provocado polémica. Uns acham o livro excessivamente naïf, outros defendem-no como se fosse o novo Evangelho do futuro e da Humanidade.
A folhear e a optar!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

François Truffaut

François Truffaut nasceu a 6 de Fevereiro de 1932. "A Mulher do Lado", de 1981, foi um dos seus últimos filmes. O realizador morreu em 1984.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Rohmer




Fez, há poucos dias, um ano que faleceu Éric Rohmer (4/4/1920-11/1/2o10), pseudónimo de Jean-Marie Maurice Schérer. O seu pseudónimo foi escolhido, como homenagem a Erich von Stroheim, realizador de cinema, e a Sax Rohmer, escritor policial. Rohmer era católico, e isso é notório nos seus filmes, ou nalguns deles, pelo menos. Foi dos meus realizadores europeus de referência, com Bergman, Risi, Fellini, Truffaut, e tantos outros, numa época (feliz) em que o cinema europeu não era asfixiado pelo americano. Onde a acção trepidante faz esquecer, muitas vezes, a pobreza dos diálogos e de pensamento. Diálogos, aliás, que nos filmes de Éric Rohmer, tinham uma importância nobre e fundamental.
Para quem goste, a RTP2, passa às 22,4ohrs de hoje, respectivamente: "Os Amores de Astrea e de Celadon", seguindo-se "O Joelho de Claire". Bom proveito!, a quem quiser rever.