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domingo, 5 de agosto de 2018

Razões biográficas, com pseudónimo

É preciso ter paciência e abandonarmos o frenesi virtual da ligeireza. São cerca de 20 minutos de entrevista a John Le Carré (1931). Eu creio que vale a pena ouvi-lo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

De uma entrevista a Patrick Modiano


A revista Lire, no seu número de Novembro de 2014 (nº 430), dedicou a Patrick Modiano (1945), prémio Nobel de Literatura 2014, um importante dossiê, incluindo uma entrevista muito interessante com o escritor francês. Dela respigamos uma pergunta de François Busnel e a resposta de Modiano:

François Busnel:  Mas deve deduzir-se de este método, que V. não tem uma relação feliz com a escrita?

Patrick Modiano: Não. O que agrava o meu caso, é esta espécie de sonho preambular a todo o início da escrita e de que eu tenho necessidade antes de passar ao acto. Eu sou como essas pessoas que, na borda de uma piscina, esperam horas até mergulhar: escrever é, para mim, qualquer coisa de desagradável, pois sou obrigado a sonhar muito antes de me pôr ao trabalho, de encontrar maneira de tornar agradável esse trabalho bastante longo e difícil. Entretanto, eu compreendi, agora, a razão do alcoolismo de muitos dos grandes escritores: creio que se trata dessa perpétua baixa de tensão e o álcool funciona como o grande estimulante (dopant), mesmo quando acabámos de escrever.

de algum modo, em geminação com MR, no seu Prosimetron.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pelo aniversário do nosso Nobel

"...Eu sou verdadeiramente um autodidacta (e disso não tiro nem vergonha nem orgulho), mas um autodidacta que leu muito, e ler, penso eu, que ainda é e sempre foi a melhor maneira de aprender a escrever. ..."
José Saramago (1922-2010), em entrevista a François Busnel (Magazine Littéraire, Março de 2000).