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segunda-feira, 3 de maio de 2021

Humor Negro 16

François Miterrand (1916-1996) era um grande apreciador de pequenas histórias (para além da História), de ironias subtis, de casos insólitos, que se divertia a contar aos amigos e próximos. É dele, contado a Franz-Olivier  Giesbert (Le Vieil Homme et la Mort,* Gallimard, 1996, pg. 128), o seguinte episódio relacionando o romancista católico François Mauriac com o recém-falecido, também escritor, André Gide.



Ora, segundo Miterrand, logo após a morte de Gide, Mauriac teria recebido um telegrama com os seguintes dizeres, que passo a traduzir: "Não há inferno. Podes estar descansado. Avisa o Claudel. (Assinado: André Gide.)"

* obrigado, H. N.

quinta-feira, 11 de março de 2021

Coscuvilhice nobre

 


A obra é de tomo: são 1278 páginas, maioritariamente com correspondência de François Mitterrand (1916-1996) para Anne Pingeot (1943). A ver vamos se dou conta destes desvelados (agora, 2016) oaristos franceses, que o meu bom amigo H. N. teve a gentileza e lembrança de me emprestar. E a quem muito agradeço.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Roland Dumas sobre F. Miterrand (1916-1996)



Não sei se François Miterrand era, no mais íntimo de si, um homem de esquerda, mas sei que posso afirmar que ele se comportou, na política, como um homem de esquerda. O que é que quer dizer ser um homem de esquerda?  Se for ter um cartão do partido comunista ou do partido socialista, isso não basta. Mas o mais importante é a visão do mundo, o seu combate pela melhoria da condição humana: erradicar a pobreza, lutar contra a fome no mundo e para que as crianças sejam todas educadas. Miterrand era um daqueles que pensava que a intervenção do homem era indispensável para rectificar estas grandes injustiças. Ele manteve-se um cristão liberal, um adepto de Ernest Renan e um discípulo de Marc Sangnier e do seu movimento progressista Le Sillon.

Roland Dumas (1922), in Coups et Blessures (pgs. 98/9).