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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Recuperado de um moleskine (31)


Por aqui se começam a convocar D. João II e, sobretudo, D. Manuel I, se não quisermos ir mais longe. E para não falar do campo de teixos (o céltico ibhar ou o eburos, gaulês) que também lhe veio ao nome. Mas nós vamos em busca das sombras de Galharde, de Xavier de Matos, que se acolheu ao mecenato generoso de Cenáculo e lhe dedicou várias poesias laudatórias. E espero ter à mão, autógrafos ou não, versos manuscritos de Sá de Miranda. Que decerto lá chegaram a partir de algum dos filhos de D. João III, originalmente, e que foram passando, através dos séculos, de mão em mão, com veneração e respeito.
Como é que pelo Verão, os nossos reis a escolhiam como cidade da sua vilegiatura?, eis o que me pergunto. Sem resposta lógica e suficiente para a minha curiosidade. Mas a cidade acolhe bem, quem venha, e é sempre muito bonita...



Nota: em imagem, apontamentos parciais e pessoais que levei, numa das primeiras visitas que lá fiz.

terça-feira, 24 de março de 2015

Das minhas bibliotecas alheias


Alberto Manguel (1948), na sua Uma História da Leitura (Presença, 1998), a páginas tantas, fala de algumas bibliotecas que, particularmente, lhe agradaram (Huntington, British Library, BNF...), e que frequentou, em alguns períodos da sua existência.
Ora, por associação, fiz eu próprio o meu trabalho de casa: recordei as bibliotecas da minha vida. E, curiosamente, lembrei-me também daquilo que me ficou (autores) do que lá li, e que a essas bibliotecas me ficou gravado, na memória. Segue pois a lista, por ordem cronológica:
1. Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento (Guimarães); onde li, principalmente, Francisco Manuel de Melo.
2. Biblioteca (nova) da Universidade de Coimbra, onde tomei contacto primeiro com os modernistas portugueses (Almada, Sá-Carneiro e Pessoa).
3. Biblioteca Municipal Palácio Galveias, ao Campo Pequeno (Lisboa), para ler Shakespeare.
4. Biblioteca Pública de Évora, onde, maravilhado, manuseei e li cartas manuscritas do poeta João Xavier de Matos, endereçadas a Fr. Manuel do Cenáculo.

terça-feira, 1 de março de 2011

O antiquário Cenáculo


De seu nome, Manuel do Cenáculo Vilas Boas Anes de Carvalho, nasceu a 1 de Março de 1724 e veio a falecer, como bispo de Évora, com 90 anos incompletos, em 1814. É um dos nossos mais ilustres homens do Iluminismo. Franciscano, de origens humildes, leccionou na Universidade de Coimbra, foi bispo de Beja e, mais tarde, de Évora. Teve uma intervenção activa na reforma do Ensino, levada a cabo pelo Marquês de Pombal. Confessor do príncipe D. José, neto do rei com o mesmo nome, que morreu jovem. Frei Manuel do Cenáculo foi grande coleccionador de antiguidades e detentor de uma enorme e valiosa biblioteca que viria a dar origem à preciosa Biblioteca Pública de Évora, rica em incunábulos e manuscritos.
Foi também mecenas de meninos pobres que pôs a estudar a expensas da Diocese de Beja. Mas também apoiou, desinteressadamente, o poeta João Xavier de Matos que lhe dedicou várias obras. Por toda a sua acção generosa, culta, pedagógica e esclarecida, é justo lembrá-lo, hoje, dia que era do seu aniversário de nascimento.