Mostrar mensagens com a etiqueta Frésias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Frésias. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

A propósito do último poste

 

Uma pátria tem algum sentido
quando é a boca
que nos beija a falar dela,
a trazer nas suas sílabas
o trigo, as cigarras,
a vibração
da alma ou do corpo ou do ar
ou a luz que irrompe pela casa
com as frésias
e torna, amigo, o coração tão leve.


Eugénio de Andrade (1923-2005), in Rente ao Dizer (1992).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Estado da natura 9

 

Depois da devastação e vento, a que resistiram, já abriu a primeira frésia amarela deste ano, na varanda a sul.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Estado da natura 2

 

Já por aqui escrevi que as nossas frésias, este ano, vieram mais tarde. Costumavam romper em Janeiro mas, desta vez, só agora floriram na varanda a Sul - já em Fevereiro. Mas houve uma novidade gratificante: pela primeira vez, creio, temos um pé de frésias vermelhas, de um aveludado lindíssimo.
Por outro lado, temos tido a visita diária de uma toutinegra pequena, provavelmente da nova geração, que pela varanda a Sul, saltita por entre o limoeiro, - que também se atrasou a florir - talvez para catar as folhas de algum bichito nocivo, e um arbusto antigo que tem umas flores bonitas alaranjadas e adocicadas.
E assim vai a natura, cá por casa...


( A avezita pode ver-se do lado direito desta última fotografia de HMJ.)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Estado da natura 1

 

Este ano, as frésias estão preguiçosas em aparecer, enquanto as clementinas, ansiosas, vieram cedo (já as provámos, estão boas) e as suculentas, normalmente, difíceis em dar de si, já começaram a florir nos vasos da varanda a sul. Excepcionalmente, e por conselho avisado da D. Lídia, da sua banca já nos estreamos nos morangos de Palmela. Óptimos que eles estavam!

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Evoluções

 

Curiosamente, para nove ramos já floridos de frésias amarelas, apenas dois das brancas despontaram.
Entretanto, fanfarrão como sempre, o limoeiro da varanda a Sul, já apresenta visíveis 37 brotos, pequenos mas perfeitos. Produções passadas, no entanto, não nos asseguram grandes expectativas. Embora prometendo muito em flor, em anos anteriores, nunca nenhum dos limões chegou ao fim, infelizmente...



domingo, 28 de janeiro de 2024

Prenúncios



Ainda é cedo, eu sei, mas vai havendo sinais de Primavera. As frésias já começaram a florir e uma toutinegra-de-cabeça-preta sobrevoou a varanda a Sul, tendo depois saltitado de vaso para vaso.

terça-feira, 11 de abril de 2023

Impromptu 67



Falamos no tempo presente de coisas do passado só porque lhes fomos contemporâneos e contíguos.
T. S. Eliot (1888-1965), porém, disse-o de outra forma, e em verso, assim:

O tempo presente e o tempo passado
estão ambos talvez presentes no tempo futuro
e o tempo futuro contido  no tempo passado
se todo o tempo é eternamente presente
todo o tempo é irredimível em si mesmo.
O que podia ter sido uma abstracção
permanece uma possibilidade perene
...
...
O seu a seu tempo.
As 4 últimas frésias (amarelas) já floriram na varanda a Sul. Por alguns dias ainda, aroma e beleza.
Na varanda a Leste, impacientes, duas pujantes amaryllis começam a querer romper os seus casulos verdes, já gretados, entreabertos para a luz.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

O direito das minorias

 

Intrometeu-se uma branca, quase rasteira, por entre as amarelas e vermelhas. Estava no seu direito. Há que respeitá-lo, democraticamente, e não a colher.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Começaram a aparecer...


... as frésias na varanda a Sul. E desde ontem que começaram a abrir. Quer seja pelas alterações climáticas, pelo Inverno excessivamente seco, ou até mesmo pela exposição solar mais favorável da varanda meridional, o que é facto é que vários pés de frésias - planta originária da África do Sul - se preparam para florir em tons brancos, mas também amarelos.



Fazem assim companhia ao limoeiro florido. Só a oliveirinha, da mesma varanda e que foi podada este ano, não deu ainda sinal de si, com folhas novas ou vestígios de pequenos brotos. Ainda vai a tempo, porém.



sexta-feira, 1 de maio de 2020

Da varanda a Sul...


... é assim.
E as frésias são amarelas.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Natureza viva...


... com frésias e sardinheiras (gerânios), ao fundo.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Divagações 143


Eu sei que há convites indeclináveis e tentações irresistíveis. E, em relação a figuras públicas, o dilema ainda é pior. A recusa pode ser sempre interpretada como fruto de elitismo ou de sobranceria, pela gente comum. A personagem, no entanto, pode dar sempre um ar de distinção, sublinhar a diferença, mesmo em ambiente de tasca pimba ou nova-rica e barroca. Entre um arroz de lata de atum, ainda que algarvio, em forma de assim, e uma cataplana a preceito vai uma enorme diferença. Depende de quem o ou a faz e escolhe para ementa, em local mesmo que pouco recomendável.
Tenho constatado, com preocupação crescente, a ausência de abelhas nas nossas varandas, quando  os vasos estão floridos. As vespas, porém, são mais que muitas, pousando em tudo quanto é flor. E eu bem as dispensava... Mas, de há uma semana a esta parte, tenho uma pequena razão de alegria. Sobre o tufo primaveril das frésias, há um jovem e bonito besouro que as visita, diariamente, fiel e persistente, libando-as por uns bons cinco ou dez minutos.
Tem bom gosto, iluminado talvez por aquele perfume divinal.
Prefere a cataplana ao atum de lata...


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

A primeira...


...das várias frésias que se avizinham a florir, pré-anunciando a Primavera.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O belo e o útil, quase em jeito de fábula


Na floreira da varanda, em conúbio aparentemente ilícito, frutificou o último pimento e as frésias pareciam querer florir. Mas o sufoco era grande e elas viam-se quase estranguladas, na sua vocação primaveril, pelos enlaces dos ramos do pimenteiro envelhecido.
Para salvar as frésias e para que pudessem seguir o seu destino, veio o jardineiro e arrancou o pimenteiro pela raiz. Dele, ficou apenas a sua memória, verde.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Do florir


Anda por aqui, ao alto, um anil já firme, diferente em tudo do anémico azul de Janeiro. As frésias já acordaram do torpor friorento, para um perfume inebriante, e a flor do cardo silvestre já tinge de lilaz a verdura dos campos, em volta. Os botões de rosa, minuciosamente, devem estar a preparar, num espelho interior, a sua melhor feição, para florirem. Porque até os narcisos egocêntricos ousaram já dar sinal. As andorinhas hão-de chegar, em breve, para coroar tudo isto...

terça-feira, 11 de março de 2014

Passeio


Apesar da chuva e no silêncio cinzento dos dias interiores, a terra e a natureza foram fazendo o seu trabalho invisível. As frésias que aromaram a casa já secaram, mas as outrabandistas crescem na varanda, como a dar sinal. Lá fora, as flores singelas de cores mais pálidas já entremeam o verde dos campos - de branco, amarelo, rosa claro; as primeiras papoilas fazem a sua aparição ainda esparsa, quase solitária.
Já há brotos nas oliveiras e nos limoeiros. As hortênsias vão ganhando o verde tenro das folhas novas. O tomateiro e o pé do espinafre enrijam os ramos para defrontar a próxima Primavera. Os pássaros chilream ao Sol e as lagartixas - pequenas crias recentes - espreitam, em miniatura ante-diluviana, por entre as pedras do caminho que fazemos, na tépida manhã.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Na passagem do Tempo


O casal de rolas está enorme, cresceram com o Inverno, ao que parece. E quase ia jurar que vi um pequeno bando de quatro melros voando em esquadrilha, num assobio muito rápido. Depois, escolhi uma nesga de espaço, aonde o Sol chegava, por entre as casas altas, para esperar.
A luz batia, também, numas floritas de cor violeta-pálido, que medravam por entre as ervas e o estendal das azedas amarelas. E o canavial, cada vez mais alto, ia acompanhando a linha de água, como se fosse uma sebe. Mesmo na berma, em filigrana verde, sem flor, pareceu-me ver funcho. Cortei uma ponta, cheirei-a, e vi que me enganara.
Os pardais chilreavam ao Sol, gastando-se em voos inúteis, ou talvez brincadeiras amorosas. Mas as noites, ainda estão muito frias...
Quando voltei, a HMJ tinha fréseas amarelas à minha espera, na jarra. Colhera-as na varanda, onde já começaram a florir, nos seus ramos tenros, às escadinhas.