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domingo, 27 de maio de 2012

Bibliófagos


Recentemente comprei mais um livro incompleto. Mais propriamente um fragmento de um Flos Sanctorum, do Frei Diogo do Rosário. Sem portada, nem cólofon, ingressará na "lista de espera" dos doentes a aguardar um diagnóstico precoce quanto à paternidade. Neste caso, da paternidade da impressão.
Juntamente com o volume encadernado, embora incompleto, veio uma pastinha com outros fólios e, desgraçadamente, com folhas cortadas, obra de um bibliófago feroz. 


Normalmente, associam-se à ideia de bibliófagos aqueles bichinhos que atacam os livros. Como os animais são seres desprovidos de cultura e pensamento, ainda podemos aceitar semelhante façanha cega à procura do alimento no papel, embora nos cause uma tristeza profunda olhar para as galerias furadas do tamanho do bicho.
Quanto à espécie humana que ataca os livros, à procura do alimento monetário fácil, o assunto muda de figura. Esta espécie de bibliófagos causa-me uma repulsa profunda.
Com efeito, ficam as imagens para acusar o assassino !

Post de HMJ

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sete resíduos surreais do dia, com natureza viva


- O sol inesperado sobre o rio.
- Pacheco, Filinto e Cesariny, metidos no mesmo saco, em alecrim, sem molhos.
- Trás-os-Montes (Feijoada) e Alentejo (Herdade das Servas) juntam-se (sonho de Torga), à mesa .
- Três esquadrilhas densas de estorninhos levantam da Ficus, ficus, no coração da cidade, ao fim da tarde.
- Um "Flos Sanctorum" quinhentista entra-nos em casa, truncado e precioso.
- Mozart também poderia / ser a melhor companhia...
- Noite, as luzes sobre o rio / piscam e tremem de frio.