Nas últimas eleições presidenciais do Brasil, sabemos, nos cerca de 80.000 eleitores, que os por cá emigrados ajudaram a ganhar o vencedor. Não foram por Lula. Hoje, os canais generalistas portugueses de televisão desdobraram-se a acompanhar os votantes, alguns embrulhados em bandeiras, outros de t-shirts com a imagem dos candidatos presidenciais, em que iam votar.
A senhora, brasuca e quarentona, usava um oxigenado capilar, descuidado e quase palha. E disse que ia votar Bolsonaro, para manter a melhoria do seu país...
Eu sei que a coerência e a lógica obedecem a latitudes e longitudes várias, que não a razões objectivas e racionais.
Perguntaram à brasuca balzaquiana se tencionava voltar ao Brasil. Ela disse, assertiva, que não. E eu perguntei-me o que andará esta criatura a fazer por Portugal. E porque não volta ao seu paraíso terreal?
(Já o disse uma vez, por aqui: de uma forma geral, o povão é burro. Não há volta a dar.)