sexta-feira, 13 de setembro de 2024
Da leitura 59
quarta-feira, 24 de abril de 2024
Citações CDLXXXVIII
A História é a filosofia ensinada através de exemplos.
Dionísio de Halicarnasso, in Antiguidades de Roma.
quarta-feira, 7 de junho de 2023
Rir
Assim começa Le Rire, de Bergson (1859-1941), pela minha despreocupada tradução:
Que significa rir? Que há na base do risível? O que é que se pode encontrar de comum entre a careta de um palhaço, um jogo de palavras, um quiproquo de revista ligeira, uma cena de fina comédia? Que resultado nos dará a destilação da essência, sempre a mesma, à qual tantos produtos diversos emprestam ou o seu indiscreto odor ou o seu perfume delicado? Os maiores pensadores, desde Aristóteles, enfrentaram este pequeno problema, que se desnuda sob esse esforço, desliza e se escapa, volta a encobrir-se, impertinente desafio ousando a especulação filosófica. (...)
Nota pessoal: não sou muito dado a filosofias, mas esta é a minha obra predilecta de um dos meus pensadores de referência. Mesmo em coisas simples, Bergson faz pensar.
quarta-feira, 24 de maio de 2023
Saber e filosofia
Cada homem sabe uma quantidade prodigiosa de coisas de que não se apercebe. Saber tudo aquilo que sabemos? Esta simples investigação esgotaria a filosofia.
Paul Valéry (1871-1945), in Mauvaises Pensées et Autres.
sábado, 21 de novembro de 2020
Pascal
domingo, 20 de janeiro de 2019
Da vizinha mais próxima da filosofia
sábado, 9 de junho de 2018
Uma perspectiva
domingo, 8 de maio de 2016
Do velho Liceu Martins Sarmento...
Felizmente, no segundo período, a professora Manuela teve baixa de parto e foi substituída por um sujeito bisonho, de má catadura, a quem demos a alcunha de Espiúca, já não sei bem porquê. O que é certo é que, no final, consegui passar na disciplina, rasando a trave dos 29 ou 31 valores (?).
A expectativa temerosa, no entanto, não acabou por aí, e na prova oral do 7º ano, para minha desagradável surpresa e sina, calhou-me o professor Conceição, marido da professora Manuela A. C.. Previ o pior. Enervado, quando ele me mandou falar do amor filosófico (em Platão?, em Aristóteles?, em Berkeley?) eu comecei a dissertar sobre o amor humano e real. Confundi "Germano, com o género humano"... (Mas como é que um adolescente de 18 anos, naquela altura, consegue falar da filosofia do amor!? Seria um castigo, para quem o começa a viver, em toda a sua plenitude de complexidade física e espiritual.)
Mas o professor Conceição era boa pessoa. E apesar de, mais tarde, ter vindo a ser deputado da U.N., na A. N., era, no fundo, um liberal. E, enquanto eu falava do amor humano, ele, quase cúmplice, ia sorrindo para mim. Corrigiu-me depois, e deu-me 13 no exame final. E eu fiz as pazes interiores com o casal Conceição.
abraço fraterno, saudoso e grato a A. de A. M..