Mostrar mensagens com a etiqueta Filinto Elísio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Filinto Elísio. Mostrar todas as mensagens

sábado, 5 de janeiro de 2013

Livrinhos 14


Filho de ilhavenses ligados ao mar, o pai pescador e a mãe, peixeira, Filinto Elísio (1734-1819), poeta arcádico, nascido em Lisboa, viveu quase metade da sua vida exilado em França, onde morreu, depois de ter fugido de Portugal, por problemas com a Inquisição.
Este primeiro volume (1836) das suas Obras, editado na Tipografia Rolandiana, num total de 17 (?) livrinhos, tem as dimensões de 11 por 8,3 centimetros, naquilo que se poderia chamar, para a época, livro de bolso.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Salão de Recusados XXXIX : Filinto Elísio


Epigrama

Perguntei hoje a um sécio peralvilho
Porque unhas grandes traz, por guapa moda,
Tanta alta dama, tanto audaz casquilho.
«A nobreza - me diz - que a agência toda
Perdeu de atassalhar a pobre gente,
De ao mérito e à virtude obstar, potente,
Pode perder brasões, placas, alcunhas,
Mas guardou sempre de leão as unhas».

Nota: Filinto Elísio foi o pseudónimo que Francisco Manuel do Nascimento (1734-1819), poeta neo-clássico português, escolheu para publicar em França, no seu longo exílio, as suas obras e traduções.