Quem frequenta o Arpose sabe que não sou grande entusiasta do Futebol. Sobretudo pelos ínvios desígnios que, muitas vezes, se movimentam nos seus bastidores. Não era assim, aqui há 40 ou 50 anos. Tudo era mais límpido e mais desportivo - no sentido nobre da palavra.
Mas não posso deixar de me regozijar por José Mourinho ter sido considerado, pela Fifa, o melhor treinador do Mundo, de 2010. O prémio foi-lhe, hoje, entregue em Zurique. Mas muito mais do que isso, para mim, foi o facto de José Mourinho ter feito questão de falar em português, ao agradecer a distinção, quando o poderia ter feito em inglês ou, até, em espanhol. E também apreciei sobremaneira que ele tivesse dito que tinha orgulho em ser português. São aspectos que me tocaram, num Homem que, embora com ajuda de outros homens, venceu por si. E é português.