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domingo, 25 de maio de 2025

Do que fui lendo por aí... 69



Nem sempre a pequenez de um país o remete, fatalmente, para a sua insignificância diplomática ou para uma neutralidade política obrigatória. É isso que me vem dizendo a leitura (vou na página 107 das 592 totais) deste interessante livro, capa em imagem acima, que me foi emprestado por H. N., em boa hora.
Em abono dessa ideia inicial eu poderia também lembrar Cuba dos tempos de Fidel ou até mesmo a Coreia do Norte e o seu algo ridículo Kim Jong-un, presentemente.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Osmose 99


O mal é, normalmente, absolvido pelo tempo, mas o bem nem sempre é compreendido. E não será preciso, em abono desta afirmação, referir Fidel ou citar Hannah Arendt: a História confirma-o, quase sempre.
Uma revolução tem, na minha opinião, qualquer coisa de ingénuo e qualquer coisa de cruel. Aspectos que, na sua evolução, criam à maioria das pessoas algum incómodo interior. E que, consoante a sua capacidade de manobra ou de poder, tentam modificar a seu gosto ou mesmo neutralizar. Para conservar a sua rotina tranquila de viver, ainda que banal. As necessidades são sempre básicas, os ideais, difíceis de descrever ou concretizar e o cepticismo nem sempre se compadece com o sonho.
A alegria adulta, porém, passa quase sempre pelo sobressalto, pela medida das coisas impossíveis ou improváveis. No fundo, por viver de outra maneira.

para AVP, com um piscar de olhos...

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Uma fotografia, de vez em quando... (110)


São suficientemente conhecidas as fotos que Alberto Diaz Gutiérrez, mais conhecido por Alberto Korda (1928-2001), tirou, com a sua Leica, a Che Guevara.  A sua obra, aliás, constitui a mais completa iconografia da Revolução Cubana, sobretudo no seu período inicial, áureo e idealista.



Mas este cubano dedicou-se, inicialmente, à publicidade e à fotografia de Moda, para ganhar a vida. Até que a História se cruzou com ele...

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Visionário


A ser verdade, e com mais de 40 anos de antecedência, este homem era (é) um profeta...


agradecimentos a C. S..

quarta-feira, 23 de março de 2016

Filatelia CXII


Nunca fui um entusiasta dos selos dos países com regime comunista, tirante a Hungria, que era uma estima da minha meninice. Na maior parte dos casos, as estampilhas eram bonitinhas, mas de traço vulgar,  imaginação conservadora e, frequentemente, um meio útil de propaganda política. É certo que não renegavam a História e divulgavam, de forma expedita, as belezas naturais do país, a sua fauna e flora, a sua identidade e cultura nacional. Enriqueceram-me em conhecimentos, portanto.
Virando a agulha, assisti, com muito agrado, aos discursos de Raul de Castro e de Obama, em Cuba. Dois políticos pragmáticos, inteligentes, raros neste nosso mundo. Acentuaram as suas diferenças, não se excluiram de um diálogo futuro, referiram as suas insuficiências mas, sobretudo, mostraram, sem vergonha nem pruridos, o seu orgulho nacional e o seu patriotismo.
Regressando ao início, a filatelia cubana exemplifica ao longo dos anos a sua História, os seus heróis, os regimes por que passou, as suas opções políticas. De colónia espanhola a casino e bordel dos E. U. A., sobretudo nos mandatos de Fulgencio Batista (vide: O Padrinho II, de Coppola), até uma certa independência inicial sob Fidel, que acabou por ser diminuída pela dependência da U. R. S. S., quase até finais do século XX. Esta pequena mostra de selos de Cuba, a que não falta Camilo Cienfuegos e o carismático Che Guevara, aqui fica para justificar o que disse.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Com pouca ironia


Quase todos os revolucionários têm prazo de validade.
Causa sempre alguma incomodidade, para não dizer desagrado, ver um combatente da liberdade engordar, encanecer, amodorrar, em suma: envelhecer. Valha a verdade que não se pode andar a fazer revoluções toda a vida, nem faz bem à saúde. O caminho mais respeitável para um revolucionário, na velhice, é consagrar os últimos anos a reflectir, escrever memórias ou, até, teorizar as revoluções que outros poderão vir a fazer - parece-me justo. Nem todos têm a sorte de Simón Bolivar (1783-1830) ou de Ernesto Che Guevara (1928-1967), que morreram jovens e na força da idade, deixando o mito.
Mas pode-se, sempre, envelhecer com inteligência e dignidade. A Isabel do Carmo, perguntou o "Expresso": "Se alguém lhe disser que agora é que se justificava uma acção bombista o que é que responde?"
A antiga dirigente das PRP-BR, respondeu: "Dizem-me isso, quase todos os dias. Seria ineficaz e/ou contraproducente. Hoje, a ditadura é global, é financeira, baseia-se em dinheiro virtual e em pobreza. Uma bomba informática que apagasse as fortunas do ecrã, dívidas, juros... Que pena eu não saber fabricá-la! Mas tenho esperança."