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domingo, 28 de junho de 2020

Mercearias Finas 159


Estão macias e frescas, as folhas das beldroegas, mas são poucas ainda e pequenas, nos vasos das varandas. Há que esperar por meados ou finais de Julho para uma sopa à maneira alentejana. Carlo Petrini, homem da Slow Food, perguntou um dia a Ferran Adrià, o mago de El Bulli, qual era, para o chef catalão, o seu conceito de gastronomia. E ele respondeu-lhe: É a ciência da felicidade.
Ora, anteontem, deu-me um desejo de mulher grávida, ditatorial, intenso e visceral, sem razão aparente, senão estarmos no mês de Junho. É por estas alturas de santos populares que, quem não gosta de sardinhas assadas, pode sempre optar, tradicionalmente, por um chouriço na canoa, apaladado, ladeado por um jarro ou jarrinho de um tinto carrascão.
Apeteceu-me, ao final da tarde, o chouriço na canoa. O enchido era de Almodôvar e muito bom. O tinto não era carrascão, mas um modesto Dão Fráguas 2017, saboroso embora. Baguette luso-francesa, estaladiça, acompanhante. A efectivação do lanche ajantarado só foi possível graças à providência logística de HMJ. Sempre eficiente e acautelada.
A quem, aqui, muito agradeço.