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sábado, 29 de junho de 2013

Os dialectos da Justiça (à portuguesa), a sobrevivência dos dinossauros, a "vaca sagrada" e o Alqueva


Era recorrente, até aqui há alguns anos atrás, a aparição, em notícias televisivas, de imagens de uma vaca morta num campo alentejano (cá em casa, até lhe chamavamos a "vaca sagrada"), sempre que havia seca em Portugal. Como também, enquanto se não construiu a Barragem, quando os telejornais falavam do Alqueva, mostravam frequentemente o graffiti, em imagem, que algum alentejano mais impaciente imprimiu na parede da obra inacabada. Demonstração reforçada da grande imaginação jornalística lusa...
Hoje, a Justiça (à portuguesa) mais uma vez me surpreendeu, com as suas virtualidades caprichosas e idiossincráticas, que o homem comum, habituado ao "pão pão, queijo queijo" da realidade, dificilmente poderá compreender. Pois, em relação ao recurso, interposto por Luis Filipe Menezes, para poder concorrer à Câmara do Porto - esgotados que foram os seus mandatos em Gaia -, o Tribunal  Constitucional decidiu pela negativa. O homem não pode concorrer ao Porto. Mas, em contrapartida e entretanto, o Tribunal Cível de Lisboa, indirectamente, sancionou de forma positiva a possibilidade de Fernando Seara poder concorrer à Câmara de Lisboa, podendo assim sobreviver jurassicamente, depois de ter esgotado os mandatos na autarquia de Sintra.
Apetece dizer, glosando o impaciente alentejano do Alqueva:
"Senhores Juízes entendam-se, por...!"