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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Curiosidades 46 : os cavalos na América


É dado adquirido, mas incorrecto, que os primeiros cavalos teriam surgido na América, com Cristovão Colombo, nos anos finais do século XV. Ora, pelo contrário, a raça equina teria tido origem, precisamente, na América, há 35 ou 36 milhões de anos atrás. Depois, pouco a pouco, e através do Estreito de Bering, chegaram à Ásia e, posteriormente, atingiram a Europa. Entretanto, há 7.600 anos, as mudanças climáticas, na América, com acentuado arrefecimento de temperaturas, transformaram o tipo de vegetação e contribuiram para a extinção dos cavalos no solo americano.Irão regressar, no entanto, em finais do século XV e inícios do XVI, através das expedições de Colombo, Cortez e dos portugueses, sobretudo, no Brasil.
A sua proliferação é intensa, rápida e progressiva. A utilização dos cavalos nos trabalhos agrícolas, como meio de transporte e até nas batalhas, passa a ser constante. A sua posse era um sinal de riqueza e uma mais valia para os seus donos. Mas também os nativos (Índios) os cobiçavam e adquiriam, retomando as competências no seu uso, que os seus antepassados possuíam, naturalmente. A habilidade e destreza dos nativos americanos é amplamente visível na imagem produzida pelo pintor francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848), que encima este poste. O artista passou 15 anos no Brasil, e veio a publicar (1834-1839), em França, uma obra, amplamente ilustrada, que intitulou "Viagem Pitoresca ao Brasil".
A pintura é referida como "A carga de cavalaria dos Guaicuru", e a batalha representada terá ocorrido na primeira metade do século XVII, entre portugueses e nativos brasileiros dessa etnia.

domingo, 8 de janeiro de 2012

"...and the winner is..."


Nesta primeira semana de 2012, não tenho a menor dúvida em atribuir o Óscar da "Stupid question to a snappy answer" (ou vice-versa, na versão Mad Magazine) a esta frutuosa e acéfala colaboração Google decrépito/pesquisador baralhado, como passo a exemplificar.
O investigador desarrumado escreveu: "templos e cemitérios históricos maria salomé". (Mas que desarranjo de espírito!...)
O motor de busca Google virou-se logo para o Arpose e, caquético, em vez de encaminhar o curioso para a imagem de um poste sobre Carl Sandburg, de 1/12/2010, no seu Alzheimer progressivo, indicou-lhe: "Leituras Antigas II...", em que se fala de Cortez e Sir Walter Raleigh...
Ó Google, e se te fosses recauchutar?!...

sábado, 29 de maio de 2010

Leituras Antigas II : Templo de Heróis


Pouco sei, para lá das parcas informações nas primeiras páginas, desta colecção (?) Templo de Heróis que tinha por sub-título - Narrativas Históricas para Crianças. Os dois únicos volumes que possuo são cartonados e, pelos vagos indícios que tenho, ter-me-ão sido oferecidos, por volta de 1949/50. Foram-me lidos, antes de eu os vir a ler, posteriormente. Intitulam-se: " A História de Cortez - Conquistador do México" e "A História de Sir Walter Raleigh". Foram impressos pelas Edições Europa, Lisboa. O primeiro livro foi traduzido por José Pinto Guimarães; o segundo, por José Parreira Alves. E a direcção desta colecção de "Narrativas Históricas para Crianças" pertencia a Teresa Leitão de Barros (1898-1983) que foi professora do Ensino Liceal, e formada em Românicas. Interessou-se pela condição e promoção femininas, escrevendo, também, livros para crianças. Regressando aos dois pequenos volumes (de 124 e 132 páginas), que estão em muito bom estado, atendendo à idade, devo referir que foram impressos em bom papel e cada um deles possui 8 ilustrações coloridas e bonitas, em papel couché, não fazendo o desenho qualquer cedência inferiorizante ou "rodriguinho" de traço à classe etária a quem se destinava. Creio que foi a primeira vez, na minha vida, que, para além do conteúdo, livros me despertaram atracção estética pela harmonia que deles emanava. E ainda gosto, imenso, de os manusear.
Nota complementar (posterior): graças a HMJ, a quem agradeço, foi possível identificar a data de impressão de um dos voluminhos - "A História de Cortez...", que é 1937. Deste mesmo livro se diz que as ilustrações são de autoria de V. H. Robinson. É o único que consta do catálogo electrónico da BNP.