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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Perguntar


É o homem que faz o tempo, ou a época que faz o homem?
Se "Os Lusíadas" e a "Peregrinação" acompanharam, de algum modo, o dinamismo português do seu tempo, que dizer da obra maior de Pessoa, gerada num período nacional (quase todo ele) baço e parado, restritivo, talvez desinteressante, até?
E agora?

sábado, 20 de junho de 2015

(Mote e) Glosa (5)


"...Um outro cristão-novo, Manuel Batista Peres, «el capitán grande», nasceu em Ançã em 1589. Aos 5 anos veio para Lisboa, aos 12 para Sevilha, aos 20 torna a Lisboa donde viaja para a Guiné entregue ao tráfego negreiro. Desembarcou umas quatro vezes em Cartagena das Índias com armações de negros. E durante anos navegou em comércio entre Cartagena e Callao, o porto de Lima.
Em Callao era proprietário duma loja na Rua dos Mercadores, dumas casas de morada junto ao convento de S. Domingos, duma quinta no vale de Bocanegra, duma fazenda nas Lomas de Pachacana e de casas para negros em S. Lázaro. Em 1635 a sua biblioteca reunia 150 títulos, de Xenofonte a Plínio e Cícero, e nos contemporâneos Cervantes, Quevedo, historiadores espanhóis, João de Barros, Diogo de Couto, as Rimas de Luís de Camões, Fernão Mendes Pinto, Francisco Rodrigues Lobo. ..."

António Borges Coelho, in Os Filipes (pg. 118).

Se me não questiono sobre o resto da vida deste grande comerciante luso, por terras do Peru, outro tanto não acontece sobre qual terá sido o destino da sua interessante biblioteca. Quem sabe se amarelecida pelo calor tropical e pela humidade geográfica local. Pergunto-me, se sobreviventes, por onde andarão as Rimas de Camões, o livro de Quevedo e a, hoje, raríssima (e cara) Peregrinação de Fernão Mendes Pinto. Na melhor das hipóteses, poderão estar no acervo de alguma biblioteca universitária (?) do Peru. Assim seja!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

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Mais 4 marcadores de livros de 1998/9, que as Edições Cosmos ofereciam e se destinavam a propagandear as publicações sobre a temática Literatura de Viagens, cujo ponto mais alto é representado pela "Peregrinação", de Fernão Mendes Pinto (1510?-1583).