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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A saúde das Farmácias


Longe parece ir o tempo em que as farmácias eram um negócio apetecido e os alvarás para as abrir, um documento oficial precioso. Investimento garantido, nas farmácias respirava-se segurança e prosperidade: prateleiras bem fornecidas, montras que mudavam quinzenalmente, bem decoradas, com patrocínios generosos e compensadores; farmacêuticos e farmacêuticas, e até os empregados, tudo gente feliz. Atenciosa e prestável, respirando saúde.
De há uns anos a esta parte (5? 6?), quase tudo se modificou. O Estado começou a atrasar-se excessivamente no pagamento das comparticipações, os doentes deixaram de ter dinheiro para todos os medicamentos a aviar, a freguesia dos hipocondríacos começou a diminuir, as montras mantêm-se iguais durante muito mais tempo, as prateleiras, à vista, estão meio vazias... Um ou dois, em cada três clientes, têm que voltar no dia seguinte, porque a farmácia já não tem o medicamento na loja, e tem que encomendá-lo ao laboratório.
É isto que, não sendo eu frequentador assíduo destes estabelecimentos, tenho observado. Como verifiquei que há menos empregados a atender (despedimentos), que o espaço ocupado tem vindo a ser reduzido, nalgumas lojas mais recentes, e que algumas farmácias cessaram, em definitivo a actividade. Até sei de um licenciado em Farmácia, com trinta e poucos anos, e alguns de trabalho, que está desempregado há mais de dois anos. As farmácias estão com falta de saúde...
Daí que os cartões de fidelização, como nos hipermercados, e os folhetos de publicidade nas caixas de correio (como os que encontrei hoje), que vão em imagem, não me surpreendam.