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quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Últimas aquisições (20), e primeiras de 2020


Não é que me faltasse leitura, mas alfarrabista que se me atravesse no caminho corre quase sempre o risco de vir a ser devassado. Desta vez foram 4 livros (3 livrinhos e um livrão [mais de 1.300 páginas]) que trouxe para casa, neste começo de ano. Esportulei 14 euros, bem aplicados, na Bizantina, à rua da Misericórdia. Até porque eu andava com vontade de ler uma biografia de Franz Schubert. Esta da Fayard deve ter alguma qualidade...


quarta-feira, 6 de junho de 2012

França e Alemanha


Embora escrito em 1930, e de uma perspectiva francesa, o livro "Français et Allemands - Histoire de leurs relations intellectuelles et sentimentales" de Louis Reynaud (1876-1945?), editado pela Fayard, não perdeu, inteiramente, a sua actualidade. Daí também as suas inúmeras reedições. Situado não muito longe do fim da I Grande Guerra e próximo da ascenção do nazismo, o livro ressente-se destes factos mas, as ideias que transmite, merecem reflexão, nos dias de hoje. Assim, a minha opção de traduzir um pequeno excerto das conclusões finais de Reynaud:
"...Os povos do Norte, - os Germânicos, assim como os Anglo-Saxões -, são pouco inclinados à ideologia desinteressada em matéria política. Na prática eles orientam-se pelos factos, calculam por ganhos e perdas. A nossa conduta no que diz respeito à Alemanha, depois de 1918, repousa sobre um desconhecimento completo do temperamento germânico e da situação exacta dos partidos do país vizinho. A diplomacia alemã, empurrada pelos nacionalistas e pan-germanistas não tem senão um desejo: voltar a dar à nação que representa tudo aquilo que a guerra lhe fez perder. ..."(pgs. 383/384).