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quinta-feira, 1 de maio de 2025

Adagiário CCCLXXIX

 

Favas Maio as dá, Maio as leva.

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Adagiário CCCLI



Em cada casa comem favas, e na nossa às caldeiradas*.

* não será bem o caso, mas em Maio costumamos sempre marcar presença.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Mercearias Finas 143


Regressaram as Favas, ontem. Jovens, miúdas embora, tenras, temporãs neste mês de Março. Não conseguiram esperar por Maio, que é o tempo canónico delas, quando são respeitadoras...
Fatiado o salpicão, umas costeletas de porco, perdida a vocação, integraram-se e bem na Favada, ao lado de uma chouriça de sangue bem apaladada, mais as ervas frescas (coentros, hortelã...) que a D. Irene tinha na banca, colhidas ainda na fresca manhã outrabandista.


Acompanhou um tinto, da Quinta de Porrais 2016, duriense de cepa e já macio, apesar do Sousão do lote, casta que no Minho é Vinhão e mais áspero. Bem casado com a Touriga, mais as tintas Barroca e Roriz, acomodou-se bem nos seus 14º.
E foi assim que demos início à saison das Favas. Ou não fora a Primavera andar por aí a atrever-se...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Impromptu (22)


Três coisas que aprendi, ontem, em Almoçageme:

1. Que as galinhas estão a ser poupadas em pôr ovos. Devem estar na época de pousio...
2. Que 2 quilos de favas com casca dão cerca de 700 gramas de favas limpas.
3. Que as couves romanescas (não conhecia) são bem bonitas. E resultam de uma enxertia de brócolos com couve-flor (ver imagem).

Tudo coisas de campo, ou da região saloia, que as pessoas, que por lá vivem ou mourejam, têm uma sabedoria ancestral. E podem ensinar muita coisa às gentes citadinas...

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Maios


Afinal, hoje, até havia jornal. Já não há respeito por nada: aqui há 40 anos, vi-me aflito para almoçar, no primeiro dia do mês. Tive que me contentar com uma sandes ressequida, no foyer do cinema Monumental - era o que havia...
Maio era o mês dos morangos, pequeninos e saborosos, que a minha Tia me mandava, num pequeno cesto de verga, pelo aniversário; agora, até chegam muito mais cedo, são enormes e não sabem a nada - senão à memória deles, no passado, e dizemos: fazem lembrar morangos!...
Era também o mês das fortes trovoadas, em que se invocavam S. Jerónimo e Sta. Bárbara, virgem, quando a luz se ia abaixo. Agora, que há apagões todo o ano, já ninguém lê hagiografias, nem conhece o nome dos santos patronos.
Valham-nos as favas!, que costumavam vir por Maio, e se davam aos cavalos, para os robustecer. Ainda vêm e até já as comemos. Mas, congeladas, também se podem comprar em qualquer mês do ano. Vai sendo cada vez mais difícil cumprir as tradições, na altura certa e competente...

domingo, 5 de maio de 2013

As favas não contadas


Depois da matutina leitura do jornal, dou-me ao descasque sistemático de quase 4 quilos de favas, vindas de Constância. De entre a sua cama interior, que parece feita de veludo branco, elas saltam frescas, à razão de 3 a 5, de cada vagem oblonga, na sua verdura tenra.
No entre tempo, rememoro as duas entrevistas que li no "Público": uma ao historiador Cláudio Torres, outra a Nogueira Leite (ex-CGD), economista. Este último, na fotografia, parece que inchou, está nédio e luzidio - por associação, olho para o entrecosto, que já está na banca da cozinha, salgado, para acompanhar a favada, ao almoço.
Tão diferentes que eles são, penso. O historiador fez muito, e bem, pelo país, além de pôr Mértola, na agenda arqueológica nacional; o outro, o economista, fez imenso por si mesmo e com glutonaria. Mas, agora e na entrevista, até já pisca o olho ao A. J. Seguro. Deve andar a preparar-se para o transbordo, com alguns outros ratos, antes que o barco se afunde, de vez...

domingo, 13 de maio de 2012

Mercearias Finas 52 : voltaram as favas!


Comecei a vê-las, novas, assim de sorriso negro sobre o verde tenro, em finais de Abril. E lembrei-me de alguém, de estimável memória e ligado à panificação, que me dizia: "Vende-se mais pão em Maio, para comer embebido no molho das favas guisadas..." Vale o que vale, esta afirmação mas, estatisticamente, parece que se confirma o aumento da venda de pão, neste mês, quase todos os anos.
Assim vieram elas para a mesa, hoje, novas, tenras e apuradas, com bocadinhos de entrecosto, chouriço simples e chouriço de sangue, ladrilhos macios de toucinho e umas tiras finas de presunto bem curado, português. Estiveram de feição com o Monte do Amante (raio de nome!), Reserva 2006, tinto, topo de gama da Adega da Covilhã que, do irmão plebeu e corrente, já aqui falei no Blogue, e que também é bom, mas não tanto. Este Reserva 2006 não é do Dão, mas da Beira Interior, porque para além da Touriga Nacional e da Tinta Roriz, tem casta Sirah, que não é canónica na região demarcada do Dão.
Sobrou-nos espaço, vagar e vinho para rematar, e bem, com um babão da Estrela, acompanhado por umas tostadinhas de pão louro, ainda morno. Foi um delicioso oaristo! Voltaremos...