Lá voltámos às favas, que vem aí o tempo delas. Dadivosas primícias de um casal amigo que as trabalham lá para os lados de Constância, terra que se arroga ao privilégio de ter acolhido Camões, em tempos de juventude e de desventura amorosa. Frescas, macias e temporãs, deram uma favada deliciosa, à mistura com uns enchidos pecaminosos de gula, mais uns bocados generosos de entrecosto, de reco luso.
Estava eu a guardar um vinho, que trouxera do Fundão, para um momento auspicioso. E isto porque era lotado com as duas castas tintas minhas preferidas: a Tinta Roriz (Aragonez) e a Jaen. Mas eu podia lá esperar, tanto tempo!?... E abri-o, para ver no que dava a companhia. Perfeita.
É um vinho capitoso, nos seus 8 anos e 14º. E não digo mais nada, porque o silêncio é de ouro e o almoço foi soberbo...