De um livrinhos pequeno, na imagem, publicado em 1984 pelo Museu Alberto Sampaio, de Guimarães, costumo tirar as receitas para a doçaria natalícia, sobretudo quando me proponho a fazer mexidos, ou formigos, como dizem algumas pessoas.
O presente "post" destina-se a Margarida Elias, leitora atenta do ARPOSE, que não conhecia os mexidos antes de falarmos, aqui, deste doce, de base rústica. O pão como base enriquece-se com os produtos finos do agricultor, os pinhões, as uvas passas, as amêndoas, o mel e os ovos. Sai uma papinha doce, com o aroma do mel, quando ele é puro e não industrial, e o cálice do Porto.
A feitura não tem grande segredo, a não ser a força do braço para "mexer", insistentemente, o miolo do pão até ficar papa. Ora, segue a receita:
Como não me lembrei de tirar uma fotografia aos nossos mexidos antes da consoada, escolhi uma foto, parecida, no grande banco de imagens da "net". Aqui vai:
Ficam na mesa de Natal durante vários dias, sempre a aguçar o apetite a quem passa pela sala.
Post de HMJ, dedicado a Margarida Elias
P. S. : aqui vai um "aggiornamento" de 15/12/ 2014 - a estimada próxima visitante será a 74ª, só neste mês de Dezembro de 2014, a cá vir. Espero que não seja mais uma dessas platónicas donas de casa, de trazer pela Internet. Ao menos, tente lá fazer os mexidos vimaranenses, para a sua família...