A vitrine estava repleta de entremezes e folhetos de cordel, aí uns vinte, pelo menos, e todos diferentes. E B. T. foi-me dizendo que, há muito, não comprava mercadoria deste quilate. Eu vi-os a pente fino: alguns já os tinha, como O Gallego Lorpa e os Tolineiros, de que já aqui falei, em tempos (24/6/2010). Estes folhetos, sem grandes pretensões culturais, representados, destinavam-se a divertir a populaça.
Grande parte destas peças dialogadas, de média ou fraca qualidade, tinham sido exibidas no Teatro do Salitre que, inaugurado em 1782, e mudando de nome para Teatro de Variedades, em 1852, veio a encerrar no ano de 1879. Aqui se estreou (onde mereceo accceitação), no ano de 1822 (?), esta pequena obra (16 páginas) de José Daniel Rodrigues da Costa (1757-1832), intitulada A Casa de Pasto.
O enredo da pequena peça é débil e de humor muito linear, à superfície. Mas tem aspectos sociológicos interessantes. E dá para saber que, naquela altura, se apreciavam os miolos com ovos, cebolas recheadas, frango ensopado, língua de vaca, favas com presunto e pombos de empanadas...
Desencadernado e em sofrível condição (pequenos rasgões, não afectando o texto), o folheto ficou-me por 18 euros.
O enredo da pequena peça é débil e de humor muito linear, à superfície. Mas tem aspectos sociológicos interessantes. E dá para saber que, naquela altura, se apreciavam os miolos com ovos, cebolas recheadas, frango ensopado, língua de vaca, favas com presunto e pombos de empanadas...
Desencadernado e em sofrível condição (pequenos rasgões, não afectando o texto), o folheto ficou-me por 18 euros.