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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Estado da natura 2

 

Já por aqui escrevi que as nossas frésias, este ano, vieram mais tarde. Costumavam romper em Janeiro mas, desta vez, só agora floriram na varanda a Sul - já em Fevereiro. Mas houve uma novidade gratificante: pela primeira vez, creio, temos um pé de frésias vermelhas, de um aveludado lindíssimo.
Por outro lado, temos tido a visita diária de uma toutinegra pequena, provavelmente da nova geração, que pela varanda a Sul, saltita por entre o limoeiro, - que também se atrasou a florir - talvez para catar as folhas de algum bichito nocivo, e um arbusto antigo que tem umas flores bonitas alaranjadas e adocicadas.
E assim vai a natura, cá por casa...


( A avezita pode ver-se do lado direito desta última fotografia de HMJ.)

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Mercearias Finas 180



Amavelmente me fizeram chegar uma série de fotografias (Obrigado!) que, em geral, me lembraram, pela profusão de marcas de vinho, as paredes do saudoso e já desaparecido Restaurante Isaura que honrava pela qualidade da sua gastronomia e rica escolha vínica a Avenida Paris, ali para os lados do Areeiro lisboeta.



Este caso acontece em Évora, num café, e privilegia temática e graciosamente vinhos com pássaros nos rótulos, desde o Norte até ao Sul, não faltando sequer o renomado duriense Quinta de la Rosa e um bairradino Luís Pato. Um senão que devo anotar: não se destinam a consumo de clientes do café, mas a consumo dos donos. E é pena...


A mostra, diga-se, contempla várias dezenas de vinhos, nestas pelo menos 7 estantes existentes na insólita enoteca eborense.

Adenda: embora pouco a propósito, insere-se nos temas desta rubrica dizer que ontem saboreámos uma deliciosa sopa de beldroegas, feita das plantas que, quase todos os anos, crescem, espontaneamente, em dois dos vasos da varanda a Sul. Acompanhada por um Dão branco de Silgueiros, que não tinha nenhuma ave no rótulo...

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Minimalistas


Algures no Alentejo. E matinalmente.


quinta-feira, 14 de março de 2019

Retro (103)



Prosseguindo a senda do Arpose, para contrariar a corrente dominante da net portuguesa que privilegia temas estrangeiros, com enorme entusiasmo ou cândido enternecimento provinciano, aqui fica este vídeo de Mário Ferreira, riquíssimo em iconografia, que nos transmite o ambiente do 1900 nacional.
São cerca de 17 minutos para quem disponha de tempo, paciência e vontade.
Lá aparece o Aterro lisboeta e a Livraria Lello (Porto) em foto muito singular, crianças esfarrapadas e mulheres embiocadas, profissões hoje em desuso, tipos populares, alguns anúncios (Somatose, por exemplo) de exterior, muito singelos e ingénuos, uma rara fotografia do Hospital de Sto. António, no Porto. E tocantes instantâneos de grupos familiares. Um mundo desaparecido, enfim...
Bom proveito, a quem o mereça!...

domingo, 2 de setembro de 2018

Em desamor de Coimbra


Há todo um imaginário e vocabulário próprios de Coimbra. Remanescente em quase toda a gente que por lá passou. Inesperadamente, e apesar de lá ter nascido, assim como, por dois anos, lá ter cabulado, caloiro e semi-puto, parece-me que fiquei imune a esse fascínio que a cidade parece despertar.
Dizia-me o bom amigo A. C. S., na Penha, aqui há uns meses, a propósito de outras coisas: Coimbra é uma cidade morta. Sem futuro. Formam-se e fogem... Devia ter razão. Logo que a troquei por Lisboa, com a sua liberdade mais ampla, prontamente a esqueci, sem saudades.
Ficaram-me algumas palavras que a praxe académica cultivava, alguns nomes de Repúblicas, alguns trinados de serenatas, na Sé Velha, um falar limpo sem grandes entoações nem sotaques. Mas pouco mais me vem à tona, para além do Mondego, que, pelo Verão, era um fiapo ou fiozinho de água envergonhado, que mal dava para refrescarmos os pés...