Bem poderia ser um colar de finas pérolas... mas é apenas uma teia de aranha matinal orvalhada, fotografada por um autor não identificado. Mas talentoso.
Por muito que procurasse, não consegui descobrir senão quatro indivíduos desbarretados, na multidão. Perante a espada desembainhada de Gomes da Costa - mas que falta de respeito!...
Representado em museus diversos de países europeus, mas também americanos, Paulo Nozolino (1955) reconhece-se por a sua obra privilegiar o jogo de cores escuras, de que ele disse: "as fotografias sombrias são a realidade".
A fotografia representando aves (talvez gaivotas) captada em Lisboa, no ano de 1996, pertence ao acervo do Museu de Serralves, do Porto.
Destes Cristos em madeira, normalmente do século XVIII e em mãos de particulares, raros são os íntegros. Dos meus dois, a um faltam-lhe os braços e, ao outro, o corpo acaba-se-lhe nos joelhos. Ainda assim não deixam de ser interessantes, expostos na parede.
Este, na fotografia, do escritório de José Régio (1901-1969), em Vila do Conde, só lhe faltam as mãos. Quase um milagre...
Era já tempo, por altura do ano, de estas cegonhas fazerem, como habitualmente, a travessia do Mediterrâneo, do norte de África para o continente europeu, na sua transmigração rotineira. No entanto, e ninguém sabe explicar porquê, não só não o fizeram e, em grupo concentrado, esperam não se sabe bem o quê.
Não sei qual terá mais valor artístico: se uma foto cuidadosamente encenada, se a espera (acidental?) por um feliz instantâneo, bem conseguido.
O fotógrafo francês Hervé Gloaguen (1937), autodidata, foi responsável por alguns interessantes retratos de celebridades, mas também por fixar este irrequieto felino, no ano de 1991.
A propósito da inteligência de alguns animais é referido o bom exemplo do polvo que, diz quem sabe, tem um cérebro central, mas também tentáculos com capacidade resolutiva.
E que dizer da fotografia desta vaca (Veronika) habilidosa que encontrou meios de se coçar, como deve ser?
Aqui ficam os Paços dos Duques de Bragança, de soslaio e ao cimo, a sobrante cerca da muralha do velho castelo e os automóveis em toda a sua plenitude...
Arquitectura dos anos 30/40, o prédio já merecia uma pintura, pelo menos, exterior. Mas agora é com a Segurança Social, que o comprou, em devida altura, evitando-lhe a ruína.
Não haverá muito a dizer sobre a vida do fotógrafo norte-americano Irving Penn (1917-2009) a não ser que trabalhou bastantes anos para a revista Vogue e que foi um bem sucedido retratista que fixou várias celebidades do seu tempo, de forma singular.