Mostrar mensagens com a etiqueta FNAC. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta FNAC. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de abril de 2023

Últimas aquisições (45)

 

Comprei o livro talvez por desfastio, mas só depois reparei que se tratava de uma antologia de autores diversos portugueses (de Alçada Baptista a P. Varela Gomes), sobre o tema, escolhidos pelo Embaixador. Com certeza que a selecção tenderá, na oblíqua, para a direita, só espero é que tenha bom gosto nos textos incluídos.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Catálogos e enumerações


Confesso-me um leitor interessado por bibliografias, catálogos de leilões, por listas enumerando produtos culturais diversificados. Sobretudo, se essas relações vêm enriquecidas de notas apropriadas, ilustrando a descrição e qualidade dos objectos através de um aparato crítico elucidativo. A enumeração pura e simples deixa-me quase sempre insatisfeito pela aridez que, muitas vezes, se assemelha a um balanço ou inventário burocrático de um armazém comercial, anódino.


Foi, por isso, que com agradável surpresa vim a descobrir, por entre os meus CD arrumados, um inesperado catálogo de edições de música erudita que a FNAC produziu, em anos recuados, e que eu guardei, pela qualidade desse pequeno livro de publicidade nobre. A selecção inclui 258 obras gravadas de música erudita, capa com reprodução de um quadro de Amadeu Souza-Cardozo, e colaboração de Rui Vieira Nery. Bem como um glossário musical, biografias de compositores e apreciação crítica das gravações.
Ainda bem que o guardei!

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Tiro no escuro...


Quando um bom poeta morre e dele sabemos que não virão mais poemas, só nos resta relê-lo ou ler sobre ele. Por isso, quando vi, na FNAC, a Colóquio, cuja temática principal era sobre Alexandre O'Neill (1924-1986), mesmo sem a folhear, agarrei no volume e, com um livro de W. G. Sebald (Campo Santo), dirigi-me à caixa, para os pagar.
E só não recomendo a Colóquio, por princípios enraízados,  devido ao facto de a não ter lido ainda. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Livro raro?


De uma informal conversa  do novel ficcionista com a Revista Estante (FNAC), fiquei a saber que ele não frequenta alfarrabistas. Está no seu pleníssimo direito, evidentemente. Mas diz que tem uma obra particularmente rara na sua biblioteca: um D. Quixote de La Mancha, dos anos 60, escrito em espanhol.
Mais de 350 anos depois da edição original (1605-1615) do livro de Cervantes, em castelhano, que edição será esta, assim rara? Fac-similada? Luxuosamente ilustrada, e por quem? Com tiragem numerada de poucos exemplares?
Fiquei curiosíssimo...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Sonhos...


É raro eu entrar na FNAC, sobretudo desde que deixou de ter as últimas novidades em livros franceses e se parece, cada vez mais, com a Bertrand. Mas anteontem, acidentalmente, entrei. E fiquei fascinado com dois títulos, largamente expostos nos escaparates, de um casal de célebres e famosos escritores portugueses muito badalados. Ora, reparem na felicidade natalícia destes títulos:
- Não se engana o coração.
- Quero acreditar.
Quando eu for grande, e se tiver a sorte de publicar algum livro, vou querer dar assim um título feliz e inspirado à minha obra. Ou então plagio, adaptando, o nome do livro de Frei Alexandre da Paixão, sobre o tempo de D. Afonso VI. Que, como título, também é um achado precioso.

sábado, 17 de novembro de 2012

Teimosamente, e sem saída


Eu não conseguiria viver assim: clicando incessantemente, no computador, dia após dia, obsessivamente, as search words - "castanhas assadas" crónica maria judite carvalho. E, inutilmente, vir dar ao Arpose. Eu ia a uma livraria de referência, ia à Fnac, à Biblioteca Nacional. Se fosse crucial, tentava chegar à fala com Urbano Tavares Rodrigues, que ainda está vivo, ou com a filha, Isabel Fraga, poeta estimável, mas abandonava de vez o Google, ou qualquer motor de busca, que eles são sempre marretas e teimosos, e ajudam muito pouco.
Comecei, eu próprio, a ficar incomodado com este alguém obstinado e fechado no seu labirinto, e que procura, no ciberespaço, as castanhas assadas de Maria Judite de Carvalho. O sinal, na " linguagem de ervilhaca" (Camões) do Google, provirá de Ftima/Santarem, mas o cibernauta deve andar desesperado e acaba por vir sempre dar ao Arpose... Que seca, que tormento! Eu mandava tudo às malvas, ou abaixo de Braga e procurava, antes, umas castanhas cozidas, com um cheirinho de erva-doce - que ficam bem boas.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Inventário sucinto, à chegada


Dos trinta e três outrabandistas, passei aos 31º capitais - foi só atravessar o rio. Na Ferin, a prosápia continua, embora "humildecida" pela crise, mas a eficácia e presteza não melhorou. Mas há muita genealogia iluminada, que terá os seus fanáticos sonhadores fiéis, e clientes certos. O passado vende sempre, ou quase. Não auguro (pena minha!...) grande futuro às centenas de livros franceses das estantes, ainda para mais com a FNAC, ali à beira. Como dizem, em linguagem informática, era avisado haver um "redireccionamento" pragmático e realista. Mas quem sou eu, para dar conselhos numa Livraria mais que centenária? E cheia de pergaminhos...
No coração de Lisboa, meia hora depois, compro a ração de tabaco e o " Obs." de hoje, ao som dos bonifrates que a PT paga ao Metropolitano, na estação Baixa-Chiado, para animar a malta. Se não há dinheiro para consertar as escadas rolantes, como poderia haver para pôr os saltimbancos no túnel, a "teatralizar" aos gritos e a dar porrada um no outro, enquanto duas crianças pasmadas olhavam para os bonecos ? Sejamos justos, papas e bolos... Quanto ao conserto das escadas, népia! Assim seja.
Na rua, e depois de sair do Multibanco, vejo, ao longe, H. N.. Acenei-lhe, e comecei de novo a sentir-me em casa.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Chiado vai perdendo alma


No próximo dia 29 de Fevereiro de 2012, a Livraria Portugal, na Rua do Carmo, encerra as suas portas, após 70 anos de existência. É talvez um dos últimos redutos, no Chiado, onde os empregados sabem dar informações bibliográficas, sem ter de ir ao computador para, depois, dar uma indicação meramente burocrática, anódina, tantas vezes inútil. Os empregados da Portugal sabiam, sempre, onde estavam os livros, mesmo os mais obscuros, sabiam dar informações bibliográficas ou indicar pistas de procura porque são profissionais, gostam de livros e lêem. No Chiado, ficam ainda, abertas, as Livrarias Bertrand e Sá da Costa, mas estão já muito descaracterizadas e os funcionários sabem muito pouco de livros...
A Livraria Portugal tinha até um boletim mensal com informação bibliográfica de novidades, muito útil, e, na última página havia uma crónica de curiosidades culturais que José Pedro Machado escreveu, até morrer. Muitas vezes o vi, por lá, circular por entre os escaparates e folhear uma ou outra obra recém-chegada. A Portugal era das poucas livrarias, em Lisboa, onde se podiam comprar monografias regionais e obter informações fidedignas e úteis porque quem lá trabalhava, e ainda trabalha até ao fim do mês, sabia do assunto. Mas, hoje em dia, isso já não chega. E a chegada da FNAC deu-lhe a machadada final e de morte.
O Chiado vai, cada vez mais, perdendo a alma.