
Houve tempo em que o consumo de fósforos era intenso, por parte dos fumadores, porque os isqueiros eram caros e precisavam de licença, em Portugal. E havia muitos fiscais salazarentos, à espreita, a ver se apanhavam algum descuidado infractor. Um dos locais de emboscada, era à saída da Estação da CP, próximo do Rossio. Dizia-se que fora uma medida de Salazar, para proteger a indústria fosforeira portuguesa. Muito mais tarde, o uso de isqueiros foi liberalizado, apareceram os descartáveis (de marca Bic, no princípio), relativamente baratos e, alguns, até se podiam recarregar. Os fósforos maiores, de uso doméstico, nas cozinhas, foram também, pouco a pouco, substituídos por acendedores eléctricos. E o uso de fósforos tornou-se quase residual. Os fumadores de cachimbo é que continuaram a usar fósforos, preferindo-os aos isqueiros. E, depois, sempre havia os filumenistas, ou coleccionadores de caixas e carteiras de fósforos, que ainda hoje existem. Só episodicamente pratiquei filumenismo e, não há dúvida, que havia caixas e carteiras bem bonitas...
Em imagem, uma carteira de fósforos publicitária, portuguesa, e o rótulo de uma caixa de fósforos de cozinha, alemã.