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sábado, 11 de fevereiro de 2023

Mercearias Finas 186



São vinhos de marca antiga que eu, de vez em quando, gosto de voltar a beber, para saber como andam. O Evel duriense que já por cá anda, centenário, desde 1913; e o Grão Vasco do Dão que não será muito mais novo em idade e pergaminhos ilustres. Deste último, veio à mesa um branco de 2021 (Encruzado, Cercial e Malvasia Fina), com 13º muito equilibrados, fresco e aromático, para emparceirar com um ensopado de lulas saboroso. Bastará dizer que estavam lindamente bem um para o outro.


No dia seguinte, havia que acasalar umas fresquíssimas iscas de fígado de borrego, recém vindas do talho do sr. Paulo. Escolhi um Douro Evel, tinto de 2019 (Touriga Nacional, Franca e Tinta Roriz) nos seus 14º austeros, mas já suaves ao paladar. Fez-se por aí um feliz casamento de qualidades. Os dois clássicos, branco e tinto, não deixaram os créditos por mãos alheias, reiterando o seu nome longevo e fama ilustre.



Ora, da banca do Telmo tinha vindo uma citrinada à maneira (Laranjas do seu quintal e limões, e algumas clementinas), de que HMJ compôs uma riquíssima compota que nos tem deliciado à sobremesa. Seria quase redundante dizer que a dita combina melhor com o Grão Vasco branco...