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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

No melhor pano cai a nódoa...

 

Isto das editoras, na sua grande parte, quererem poupar dinheiro ao despedirem os revisores, tem os seus custos perniciosos. A Asa Editores S. A., ao editar este livro do embaixador Marcello Duarte Mathias (1938) deveria ter tido mais cuidado para não manchar o nome ao diplomata. Exemplifiquemos:
na página 353, do livro em imagem acima, pode ler-se - " A emergência da democracia-cristã na Itália; as relações entre a política e a Igreja; Paulo VI e Salazar em Fátima em 1962. Vaticano II."
Ora como se sabe, nesta altura, em Roma pontificava João XXIII. Paulo VI esteve em Fátima a 13/5/1967. Daqui se conclui que nenhum responsável da editora terá lido as provas deste livro com a atenção devida.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Para grandes males, grandes remédios...


As desculpas esfarrapadas de um tal Ramalho, CEO do Novo Banco, por causa de umas vendas de imobiliário, ao desbarato, do ex-património do BES, fez-me lembrar o brilhante (por causa do gel) Horta Osório, bancário estrangeirado célebre - apesar das depressões - de que a ramalhal personagem foi ajudante menor e obrigado, em tempos. Ou seja, o Ramalho é da escola do Osório.
Estas luminárias, perante a crise de um Banco, têm sempre os mesmos remédios e igual falta de imaginação, para os salvarem: encerram agências, despedem pessoal, aumentam as comissões aos clientes e vendem património ao desbarato (de preferência a amigos ou confrades). Tudo chapa zero...
Para minha grande surpresa, a santa madre igreja portuguesa também não tem muita imaginação e usa dos mesmos fármacos. Até me fez lembrar o escritor inglês Somerset Maugham (1874-1965) e um dos seus melhores contos, intitulado "O Sacristão", em que um dos dois acólitos, de uma igreja inglesa, é despedido para contenção das despesas da paróquia. A desculpa, que o prior lhe dá, é ele ser analfabeto. O facto é que esse sacristão ficcionado serviu a igreja vários anos, sem que isso constituísse impedimento de maior.
Fátima, embora com eufemismos também blandiciosos, prepara-se para fazer o mesmo.
Francamente, ó D. Manuel Clemente!...

domingo, 14 de maio de 2017

As palavras do dia (27)


"... A ironia da história faz com que o Papa Francisco tenha sido recebido pela multidão com uma palavra de ordem simbólica do 25 de Abril, Francisco, amigo, o povo está contigo."

José Pacheco Pereira, in Fátima de manhã, futebol à tarde e à noite (jornal Público, 14/5/2017).

P.S.: quando J. P. P. escreveu esta crónica, ainda não se sabia quem era o vencedor do Festival da Eurovisão... Pese embora que uma balada não seja Fado, castiça e necessariamente.

sábado, 13 de maio de 2017

Uma fotografia, de vez em quando (96)


Fátima, 12 de Outubro de 1951.
Todos temos um passado. Não convém omiti-lo, por coerência com a verdade dos factos.
(Para acompanhar, humildemente mas distanciado, a mainstream do dia...)

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Epifania


Não falar hoje de desporto e de música, quero eu dizer, de Futebol e de Fado, será imperdoável e pecaminoso, para a trindade santíssima dos três efes do nacional-porreirismo.
Por isso, aqui cumpro também, devotamente, a minha obrigação, com humildade, como se ainda estivesse ancorado no tempo augusto da velha senhora.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Os novos astrólogos...


...ou : cada político tem a D. Maria que merece; ou o jornalismo imitativo e cego, também já chegou a França, ou...a silly season já se instalou em pleno, na Europa.

com agradecimentos cordiais a AVP.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

As salvíficas mensagens


Quando Jorge de Sena, no início dos anos setenta, se queixava da pequenez do país (Portugal), não se referia obviamente ao território geográfico (ainda havia colónias...), mas às mentalidades medíocres e pequeninas, aos estreitíssimos horizontes dos políticos e a muita da chamada elite nacional.
Não mudámos, entretanto, quase nada. Quando, hoje, vejo e ouço o elegante (e cada vez com menos cabelo) homem de Massamá, por alcunha PM, falar no "regresso aos mercados", como a salvífica panaceia da ressurreição nacional da Pátria, fico aterrado. Até parece que fala de Fátima e de milagres.
Como disse, aqui, há meses, sinto que vou dentro de um táxi totalmente desgovernado. E o motorista ou está bêbado ou é maluco.

domingo, 13 de maio de 2012

Coincidências e alumbramentos no dia 13


Na Wikipédia, em relação ao dia 13 de Maio, reza assim:
"1883 - Santa Teresa relatou que neste dia ela começou a se recuperar de tremores nervosos após ter recebido uma visão da Virgem Maria.
"1917 - Três crianças (pastorinhos) declaram ter visto uma aparição da Virgem Maria sobre uma azinheira, na Cova da Iria, perto de Fátima, Portugal."

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

As delirantes traduções do Google


Não seria obrigação do Google oferecer um serviço de tradução aos utilizadores, sobretudo sendo este serviço de uma péssima qualidade e sem a mínima preocupação de rigor profissional. Assim como não é uma fatalidade que um usuário curioso se sirva destas "traduções"(?) delirantes que um "robot" mecânico e tolo faz, principalmente, neste nosso tempo de globalização.
Em tempos recuados da minha remota juventude, recebi, uma vez, uma carta escrita em polaco, de um filatelista. Na cidade, pequena, não havia ninguém que soubesse traduzir essa língua. Um familiar meu levou a carta ao Dom Prior da Colegiada; este, por sua vez, remeteu-o à comunidade monástica do Mosteiro da Costa. Daí a carta seguiu para Fátima onde, na mesma Irmandade, havia um padre polaco. Passadas menos de duas semanas, a carta voltou às minhas mãos, já traduzida para português - e, nessa altura, nem se sonhava ainda com a globalização...só que as pessoas eram mais expeditas a resolver problemas.
Ora, ontem, atraído talvez por um desenho de Otto Dix, um visitante alemão do Arpose pediu ao Google (ó Santa Inocência!) a tradução do poste "O pastelinho de bacalhau, o copinho de três e as «search words»", colocado no blogue, em 30/11/2011. Os dislates da tradução fornecida pelo Google bradam aos céus e diz-me, quem tem o alemão como língua materna, que o texto germânico parece ter sido escrito com os pés, tal a sua qualidade... Das asneiras surrealistas produzidas, aqui dou alguns (poucos dos muitos) exemplos:
1. Pastelinho de bacalhau foi traduzido por "Gebäck kabeljau" que, literalmente, significa: Bolacha de bacalhau...
2. Copinho de três, no título do poste, resultou no alemão mascavado da tradução em "drei der Tasse", ou seja: três da chávena.
3. (o nome do actor português) Santos Carvalho veio a dar "Heilige Eich", qualquer coisa como: Carvalho Sagrado.
4. Na "tradução"(?) é utilizada uma palavra, "lout", que nem sequer existe em alemão.
Creio que chega, por hoje...
Que a paz seja contigo!, ó Google, nesta caridade e benevolência natalícia para com os pobres de espírito, para com os maus profissionais, mesmo quando são americanos, para com os pantomineiros desajeitados. Amén.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O castanheiro de Anne Frank, como motivo


O "Diário de Anne Frank" publicado pelo pai, em 1947, que foi o único sobrevivente da família - morta em campos de concentração - , foi um livro de leitura transversal a muitos jovens, e das obras mais traduzidas no mundo. Em Portugal, traduziu-o Ilse Losa, para a Livros do Brasil.
Na ausência de notícias mais importantes, o jornal "Público" de hoje, na última página, destaca e refere a morte definitiva e queda, motivada por uma tempestade em Amesterdão, do castanheiro secular que Anne Frank, quando escondida com a família, num sótão, para escapar aos nazis, via da sua janela. Fala dele, aliás, algumas vezes, no seu diário ("O castanheiro está coberto de flores e acho-o ainda mais belo do que no ano passado", 13/5/1944). Na sua existência limitada e claustrofóbica, em plena adolescência, era um sinal de beleza e mudança.
As árvores foram sempre portadoras de esperança, tiveram valores simbólicos e eram, muitas vezes, sinal de estabilidade e permanência na mudança (vida/morte), ao olhar humano, e apoio à imaginação devota. Da árvore de Jessé à figueira de Judas, do carvalho de Guernica (que inspirou a Wordsworth, em 1810, um poema: "Oak of Guernica! Tree of holy power..."), resistente ao bombardeamento de 1937, até à oliveira da Colegiada de Guimarães; do olmo de Antonio Machado ("Al olmo viejo hendido por el rayo / y en su mitad podrido...") à azinheira de Fátima, as árvores perpetuam-se no coração dos homens. Ou na adolescente e vibrante esperança de Anne Frank. Mas os homens envelhecem e morrem, algumas árvores conseguem ser centenárias e, mesmo, milenares. Parecem eternas aos homens, ou para usar palavras e lembrar Sá de Miranda:

"...Eu vira já aqui sombras, vira flores
vi tantas águas, vi tanta verdura,
as aves todas cantavam d' amores.

Tudo é seco e mudo; e, de mestura,
também mudando-m'eu fiz doutras cores;
e tudo o mais renova: isto é sem cura."

P. S.: para c. a., que anda a reler Sá de Miranda. E faz muito bem.