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sábado, 27 de dezembro de 2025

Os cucos e as rémoras



Também a blogosfera, por vezes, copia a Natureza e o parasitismo de algumas espécies de animais. Acho por exemplo, no mínimo, insólito que alguns comentadores, que nuns casos nem sequer têm blogue próprio, ao comentar, excedam generosamente o tamanho do texto do poste que comentam... E aproveitem para falar, desordenadamente (quando poderiam criar um blogue onde poderiam falar/escrever à largueza desmesurada...), de tudo e de nada, sem propósito -, eles que são os incontinentes mentais. Tal como os cucos que põem os seus ovos nos ninhos de outros pássaros para eles os chocarem; ou as rémoras que se colam, com as suas ventosas, aos tubarões e às tartarugas, nem pedindo licença para a boleia que usam, graciosamente.



domingo, 11 de agosto de 2024

Rigor quando é possível


Até já, até logo, até mais, até ver, até sempre, adeus.
Em despedidas, eu tento ser exacto nas palavras que aplico, ao tempo de separação previsto.
Por isso, também costumo ser poupado nos verbos amar e adorar, que costumam ser usados  perdulariamente, por cá. Então, no Brasil, nem se fala na generosidade de mãos rotas, daquela gente exuberante e tropical...



domingo, 13 de dezembro de 2020

Desabafo (60)

 

Definitivamente, em algumas paragens, o verbo amar (ou, em vez dele, o verbo adorar) substituiu o antigo, tradicional e algo discreto verbo gostar, colocado no ferro-velho lexical, para sempre, talvez porque nessas pobres cabecitas era necessário algo de mais supino e grandiloquente, para expressar a inundação de sentimentos incontinentes que se apossara da sua imaginação transbordante.

(Repare-se, entretanto, nesta maravilha de comentário metafísico aparecido num blogue dito cultural (?) que, quase invariavelmente, começa os seus textos por: "Assisti...". Remata essa comentarista, num poste dedicado a um filme austríaco, assim: "Amei sua resenha." Filosóficamente abstracto, não é?)

Pergunto-me, cismando, como é que essas generosas criaturas de mãos rotas verbalizarão o seu amor pelas criancinhas inocentes que, porventura, terão lá por casa...