Às vezes, embora habituado aos abusos da linguagem, à leviandade e excessos sentimentais expressos em palavras que, hoje, já quase nada significam (o verbo amar, nomeadamente, anda todo esfarrapado), à força de serem mal usadas, ainda me surpreendo com o desatino e ligeireza de alguns sujeitos. Ontem, por exemplo, um plumitivo, que escreve por aí e tem algum nome na praça, ao referir a morte de Rubem Fonseca (1925-2020) caracterizava-o como o "maior escritor brasileiro do século XX". Por muito que eu preze o falecido, então qual será o valor de Graciliano Ramos ou Guimarães Rosa, de Drummond ou Cecília Meireles, para não falar de outros?
Tento na língua, não faz mal a ninguém!