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sábado, 30 de junho de 2012

As palavras do dia, antes que o Euro se acabe


As palavras são de José Pacheco Pereira, no jornal Público, de hoje, e num esplêndido artigo intitulado Morte cerebral. Aqui vai um excerto:
"...Eu não sei se estes  intelectuais pró-bola percebem o desprezo que têm pelo «povo», cujas exibições de grunhice eles apresentam como genuínas manifestações de ser português, pelo menos no futebol onde somos «grandes», enquanto somos pequenos em tudo o resto. Não, eu gosto demasiado do meu povo para achar que «este» é o meu povo, ou que este é o seu estado mais «natural» e genuíno.
Mas este é apenas o intróito porque o meu ponto é outro: é de que estamos perante uma construção que tem muito de artificialismo, que é gerada essencialmente por uma droga sintética, na qual se movimentam muitos interesses, dos media em crise, desesperados por audiências, por equipas de Mad Men à portuguesa, e pelas empresas de cervejas que procuram um público cada vez mais novo, que beba até ao estado de estupor, mesmo que depois falem gravemente dos malefícios do álcool. (...)"
E Pacheco Pereira termina, assim, o seu artigo:
"...Tudo isto está bem longe de ser gostar de futebol, "vibrar" pela equipa, ver os jogos, entusiasmar-se ou desgostar-se. Está muito para além disso. Isto é lavagem ao cérebro, e está cada vez pior."

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ressaca do quatro a dois


Como ficámos pelo caminho, não houve a ululante gritaria da festa suburbana, a parafrenália das vuvuzelas, a histeria uivante pela madrugada. Apenas um silêncio sepulcral pela noite sossegada. Valha-nos, ao menos, isso...

domingo, 17 de junho de 2012

Ao fim do dia


Não fossem os gritos selváticos das hordas ululantes e o buzinar orneante das vuvuzelas estridentes ( muito piores que o arrulhar das rolas, nestes dois últimos dias), e o dia de hoje teria sido bom e positivo. Os dois golos de Ronaldo contra a Holanda e o reforço da esquerda em França, são de registar. Só na Grécia é que quase houve um empate técnico-politico que não faz prever um futuro europeu de soluções fáceis.