Tenho uma particular admiração pela obra do cineasta polaco Krzysztof Kieslowski, cujos filmes eram acompanhados, normalmente, pela grande qualidade das bandas sonoras do compositor Zbigniew Preisner (1955), seu amigo e colaborador. Bastaria mencionar a Trilogia das Cores (1993/4).
Sendo canónico, pela quadra natalícia, verem-se filmes inocentes e de temática infantil, calhou, involuntariamente, que eu tenha vindo a assistir, nos últimos dias, a uma série produzida para a televisão polaca (1988/9), intitulada O Decálogo, desse cineasta.
Inspirada numa obra escrita no século XV, Kieslowski adaptou ao cinema, estes dez episódios (Não roubarás, Não matarás ...) que pontuam um código bíblico ético de conduta humana, e as suas transgressões. Da sua execução fílmica, resultou uma obra densa, dramática, pesada e exemplar, mas de grande maturidade artística. E estimulante pelos temas que reflecte e sobre os quais nos faz pensar.
Em boa hora, a Televisão Pública digital argentina, ou alguém por ela, resolveu registar no Youtube, este trabalho de qualidade de Krzysztof Kieslowski. Enriquecendo-o com uma introdução e posfácio, primorosos, do jurista e criminólogo Eugenio Zaffaroni (1940), em cada episódio.
Clicando El decálogo de Krzysztof Kieslowski, chega-se lá, no Youtube, com legendas em espanhol. E, muito embora pela densidade madura e dramática da série, comummente ela não seja, para os puristas tradicionais, aconselhável na quadra natalícia, eu considero-a imperdível. Ainda que talvez noutra altura do ano - concedo, naturalmente...
Em boa hora, a Televisão Pública digital argentina, ou alguém por ela, resolveu registar no Youtube, este trabalho de qualidade de Krzysztof Kieslowski. Enriquecendo-o com uma introdução e posfácio, primorosos, do jurista e criminólogo Eugenio Zaffaroni (1940), em cada episódio.
Clicando El decálogo de Krzysztof Kieslowski, chega-se lá, no Youtube, com legendas em espanhol. E, muito embora pela densidade madura e dramática da série, comummente ela não seja, para os puristas tradicionais, aconselhável na quadra natalícia, eu considero-a imperdível. Ainda que talvez noutra altura do ano - concedo, naturalmente...