Sobre a areia molhada aparecem ideogramas
como sinais de pássaros. Olho para trás
mas não distingo ninhos, nem abrigos de aves.
Por certo que terá passado um pato, já cansado, talvez coxo.
Mas eu não saberia decifrar essa linguagem
nem que fosse chinês. E bastará um sopro
de vento para apagá-la. Não é de todo seguro
que a Natureza seja muda. Fala sim, sem tom nem som
e a única esperança é que não se ocupe
por demais de nós.