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quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Ideias fixas 70



Eugénio Lisboa, talvez perdulariamente, anda a dar-lhe caça no blogue De Rerum Natura. Embora, na minha opinião, por bons motivos e justificadas razões de falta de qualidade mental dos seus textos (dele). Referindo como razões optativas do gosto do vulgo: o "provincianismo douto, pretensiosismo parolo, infantilidade embevecida (ou) imbecilidade inconsciente".
Se a última soberana inglesa foi celebrada pelo seu mais longo reinado, este artista português do interior - logo saudado por Saramago na sua estreia em prosa, e premiado - arrisca-se a ultrapassar, em breve, o número das obras da bibliofília camiliana (já vai em cerca de 50 publicações...). É "obra"!  Quanto a quantidade.
Mas bastaria ler a última coluna na direita da contracapa do último JL, para aquilatarmos a qualidade mental da sua escrita, sobre Mariás...
Pois que os leitores pobretes nunca lhe faltem. Nem também as empáticas editoras lusitanas. Para seu sustento.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Últimas aquisições (18)


Os dois volumes da Biblioteca Breve, iniciativa do Ministério da Cultura, pertencem a um conjunto que foi editado durante os anos 70/80, sob a direcção de especialistas das várias temáticas abordadas. Eugénio Lisboa analisa, no nº 22 da colecção, a obra de José Régio, de quem foi amigo e é talvez o maior admirador, vivo, no presente. O nº 47 da Biblioteca Breve é um apanhado descritivo das principais publicações de olisipografia que, ao longo do tempo, se foram editando. 


Trouxe também, usado mas em bom estado, do alfarrabista, um catálogo (1984) extenso mas sucinto da Tate Gallery (Londres), que é talvez, fora de Portugal, o museu que eu mais gosto de visitar. A capa reproduz uma obra de Matisse - The Snail (1953).
Dei pelos três livros 5 euros, o que me pareceu ser um preço muito em conta e justo.

sábado, 19 de março de 2016

Da leitura (11)


Terei de confessar que, até há pouco tempo e talvez sem grande fundamento racional, a minha opinião sobre a obra de Eugénio Lisboa (1930) não era muito lisonjeira. O seu acrisolado afecto literário - que me parecia exagerado e acrítico - por José Régio, terá decerto contribuído para essa minha apressada opinião e preconceito.
Ando a ler As vinte e cinco notas do texto (IN-CM, 1987), pelo exemplar que Eugénio Lisboa ofereceu e dedicou a Ascêncio de Freitas (1926-2015). Bastaria o capítulo "O Teatro de Jorge de Sena" (pgs. 35 a 44) para alterar os meus preconceitos desajustados. É uma análise brilhante e comparativa, do ponto de vista biográfico, entre a peça O Indesejado e a personalidade psicológica de Sena.
Mea culpa... E, desde já, emendo a mão e recomendo, sem reservas, para quem se interesse pela obra do autor de "Sinais de Fogo", a leitura deste livro de ensaios de Eugénio Lisboa.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os sinais inequívocos


A saga Loff/Ramos prossegue, para entretém de um pequeno grupo de intelectuais que preferem ocupar o seu tempo e palavras em "guerras de alecrim e manjerona", em vez de se preocuparem com a res publica portuguesa actual.
Aqui há algum tempo, mas não muito, citei, aqui no Blogue, Henrique Granadeiro que dizia: "Estamos a viver um PREC de direita". Hoje, gostaria de referir um desabafo do arquitecto Siza Vieira que, na Bienal de Cádiz, disse: "...ultimamente, a sensação em Portugal é de se viver de novo em ditadura". Não se poderá dizer que a questão do momento histórico, que se vive no País, seja, nos 2 casos, vista do mesmo ângulo, porque são duas personalidades políticas distintas. Mas é um facto que:
- Nunca houve, nestes últimos 40 anos, tão manifesto desrespeito pela Constituição e pelos Direitos Humanos, como hoje, em Portugal.
- A última vez que houve diminuição de salários, decretada pelo Governo, foi há cerca de 80 anos, no início do consulado de Salazar. E agora.
Poderia alongar-me em exemplos, mas não quero. Por outro lado, afirmar-se que não há grandes diferenças entre esquerda e direita, é mera falácia de alguns pseudo-apolíticos - situação civil e ética que não existe - por mero comodismo mental. Em abono do que disse, creio ser vantajoso ler-se uma carta-aberta que Eugénio Lisboa (ver Blogue "Da Literatura", de Eduardo Pitta, 10/9/12) dirigiu ao PM e um artigo esclarecedor de José Vítor Malheiros, no Público de ontem, intitulado: "O sonho de Pedro Passos Coelho" - que vai em imagem, neste poste.