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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Citações CDXIV


Para trair, é preciso primeiro pertencer (to belong). E eu nunca pertenci.

Kim Philby (1912-1988), ao Sunday Times (17/12/1967).




sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Uma vez espião, espião sempre


Não sei já quem disse que alguém que tenha sido espião, será sempre um espião. Ainda que em part-time. O meu amigo H. N. concorda com esta asserção, assim como eu, e muitas vezes, em amena cavaqueira bem disposta, pômo-nos a especular sobre alguns nomes portugueses, de várias profissões, entre comentaristas, jornalistas e até diplomatas, que o poderiam ter sido, sobretudo pela quantidade e qualidade de informação privilegiada que mostram possuir.
O jornal Le Monde, neste período ligeiro da silly season, tem vindo a publicar artigos de página inteira sobre escritores-espiões. Um dos primeiros, foi sobre John Le Carré. E são referidos, entre outros, Somerset Maugham e Frederick Forsyth. Graham Greene (1904-1991) é um dos últimos retratados, no jornal francês, que informa que o romancista católico inglês, trabalhou no MI6, directamente, com o célebre duplo espião Kim Philby.
Oficialmente, Greene terá abandonado o serviço de espionagem em 1944, mas um seu biógrafo (Michael Shelden) arrisca dizer que o romancista terá continuado a colaborar até finais dos anos 70, com os serviços de informação ingleses. Irónico ou não, numa entrevista ao Guardian, em 1971, Graham Green terá afirmado que: A Igreja católica é o melhor serviço de informações que eu conheço. Quem sabe, sabe...

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A eficácia artesanal e pobrete da NSA, norte-americana


Depois de meses, em que deixou em paz o pobre do Arpose, a execrável e soez NSA (National Security Agency) voltou a centrar a sua atenção paranóica no nosso Blogue. Pouco me preocupa o facto, embora me irrite um pouco esta parva vigilância norte-americana indigente e muito pouco eficiente. Se não anteciparam o 11/9, nem conseguiram descobrir o perdido avião das Malaysia Airlines (ver imagem) está tudo dito sobre a sua utilidade prática...
Mas, para que conste, aqui ficam as suas 7 entradas, já hoje, no Blogue, sob as seguintes coordenadas:

Simi Valley - California . IP Adress 199. 30. 20
IP Adress 173. 252. 10
IP Adress 173. 252. 103  (por 3 vezes)
Colorado Springs (via adelphia. net) 69. 171. 248 (por 2 vezes).

P. S. : este poste bem poderia ser incluído na nossa rubrica dos Comic Relief...

Aditamento : e ainda (talvez para registar este poste), mais tarde (14h27) com a nova coordenada:

Colorado Springs (via adelphia. net) 69. 171. 235.

domingo, 29 de julho de 2012

John Le Carré


Creio que um livro bem escrito resiste, quase sempre, a uma tradução, desde que honesta, mesmo que não seja mimética, nem muito genial.
Acho que nunca tinha lido este livro (O espião que saiu do frio, Minerva, 1973) de John Le Carré (1931). Mas vi o filme, de 1965, com Richard Burton e Claire Bloom, e gostei muito.
A obra, The spy who came in from the cold, que Graham Greene elogiou, entusiasticamente, teve o prémio Somerset Maugham e é um belíssimo livro da temática de espionagem, no tempo da Guerra Fria. John Le Carré que, por breve espaço, foi também espião, sabia do que falava. A atmosfera que consegue criar e transmitir, a descrição que faz destes homens sem alma, secos e estruturados na sua própria solidão, faz desta obra, de grande qualidade literária, um belo romance.