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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

impromptu 87

 


Mosteiro de Santa Maria de la Vid, em Burgos, edifício agostiniano, do século XII, restaurado no século XVIII e, actualmente, paragem de turismo e hospedagem importante, o edificio monacal foi tomado pelas águas. Mais parece um espelho lacustre de certa beleza, não fosse o aspecto trágico dos estragos provocados.

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Bibliofilia 223



Já por aqui falei  de M. Moleiro Editor, sediado em Barcelona e com delegação em Madrid.
Ciclicamente, recebo encartes que dão conta, por imagem e texto, das reproduções que fazem, para venda, de livros preciosos e raros de vários países. Neste último encarte que recebi, anunciam a edição facsimilada do Atlas de Fernão Vaz Dourado (1571), que consta do acervo da Torre do Tombo.
O editor Moleiro está presente na Feira do Livro de Lisboa no pavilhão D38, até 22 de Junho de 2025. 



segunda-feira, 11 de novembro de 2024

interlúdio 101



Antes que nos invadam, os iberistas convictos ... Sejam eles enrodilhados, ou com os corninhos de fora.

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Curiosidades 106

 


Ao que parece, há 248 militares espanhóis a combater, presentemente, os incêndios em Portugal.
Provavelmente, as nossas forças armadas carecem de efectivos para fazer o mesmo, cá dentro...

Em tempo: às 18h16, a RTP 1 noticiou que 300 elementos da forças armadas portuguesas combatiam os incêndios. Afinal, sempre ganhamos por 52, aos nossos vizinhos...

sábado, 6 de julho de 2024

Uma fotografia, de vez em quando... (185)


 
O fotógrafo francês Pierre Gonnord (1963-2024) foi sobretudo um notável retratista e fixou-se a partir de 1988 em Espanha, onde veio a falecer. Os seus interesses foram sobretudo gente marginal e nómadas que preenchem uma grande parte da sua obra.


Na segunda década do século XXI, dedicou-se a fotografar grupos de ciganos que, vindos de Espanha, se dirigiam para Estremoz e Évora. Estas obras vieram a contribuir para uma exposição que fez, nos Estados Unidos, em 2015. Com grande sucesso, aliás.



quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

domingo, 2 de abril de 2023

O reverso da medalha

 

Enquanto se vão repetindo greves, sobretudo de professores, os comentadores de serviço se assanham contra o governo, e até o comentador-mor PR dá umas bicadas para dizer mal do primeiro-ministro, o jornal Le Monde, de 17/3/23, dedica cerca de meia página a fazer o elogio dos dois países ibéricos e do seu estreitamento de relações de cooperação a nivel geral, com úteis contributos mútuos. Reflectindo apenas o senão do TGV, nos seus 620 quilómetros, apenas se vir a concretizar em 2030...

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Uma fotografia, de vez em quando... (164)



Apesar de ter começado já tarde a tirar fotografias, profissionalmente, o valenciano Gabriel Cuallado (1925-2003) é considerado como um dos grandes renovadores da fotografia espanhola da segunda metade do século XX.




A família terá sido uma das suas temáticas preferidas, embora com uma perspectiva intimista e muito original.




sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Impromptu 62



Do Me duele España, de 1923, cunhado por Miguel de Unamuno (1864-1936), até ao Madrid me mata, de origem anónima creio, usado para caracterizar a Movida madrilena, medeiam cerca de 50 anos.
Não creio que os portugueses tenham aplicado tanto sentimento na prática nacional, como os espanhóis.
Será que são mais discretos ou envergonhados?

quinta-feira, 24 de março de 2022

Uma fotografia, de vez em quando... (156)



Húngaro, de ascendência judaica, o fotógrafo Nicolás Muller (1913-2000) teve uma formação em Direito mas cedo abandonou a advocacia para se dedicar à fotografia, sem preocupações de maior, visto que a família tinha boas condições financeiras.



Com o advento do nazismo viajou pela Europa ocidental e mais tarde por Marrocos. Também andou por Portugal e o seu portefólio sobre o nosso país é notável (mais de 70 fotos) e dele se fez, em 2016, uma exposição em Cascais. A partir de 1948, Muller fixou-se definitivamente em Espanha, onde veio a falecer.



Como curiosidade, registe-se que ao entrar pela primeira vez em Portugal foi detido em Vilar Formoso e, mais  tarde, foi preso, durante 15 dias, pela Pide, na cadeia do Aljube.




sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Da leitura (46)



Ninguém diria que apenas 36 anos (1941 e 1977) separam as edições originais destas duas obras. São ambos livros de viagens. Sendo, na minha opinião, de escritas e escritores (Unamuno e Chatwin) datados, até nas perspectivas que perseguem, diferem pelo estilo moroso no espanhol, ágil no inglês. Descritivo em Unamuno, efabulado mas sucinto e, ao que dizem, pouco rigoroso nos factos narrados por Chatwin. Duas boas leituras, porém, que venho fazendo intermitentemente, mas com agrado.

domingo, 8 de agosto de 2021

Filatelia, Espanha e geminações



Cada filatelista terá um tipo de relação e opinião sobre os selos dos países que colecciona ou temáticas que vai desenvolvendo na sua colecção. Se os meus interesses iniciais, para além de Portugal naturalmente, se inclinaram para a Hungria, hoje, centralizam-se nos selos portugueses e das ex-colónias, bem como na Inglaterra e na Alemanha, países cujas emissões filatélicas são cuidadas, de bom gosto e inovadoras. Pelo contrário, nunca apreciei os selos de países da América do Sul e, na Europa, os da Bélgica e de Espanha. Para não referir os dos países do Leste europeu, normalmente berrantes no colorido, mas banais no desenho, e de mau gosto.



Num comentário a um poste (com imagem de 2 selos espanhóis) de MR, no blogue amigo Prosimetron, expliquei as razões do meu desagrado pela fraca qualidade do papel (muitas vezes couché e quebradiço), iconografia algo tosca e denteados (até meados do século XX) grandemente imperfeitos. Mas prometi eventualmente geminar o tema, aqui. Tentei seleccionar estampilhas, ao contrário do habitual, com alguma qualidade. A imagem acima começa com o selo nº 1 (emitido em 1851, com o perfil de Isabel II), contém um selo gravado celebrando Rosalía e reproduz pinturas de Goya e Velásquez, além doutros motivos.



Não queria deixar de referir o bom trabalho de investigação e classificação que representa o catálogo especializado castelhano Galvez, de que deixo imagens (1ª e 3ª). A última imagem  representa, finalmente, alguns selos da República Espanhola, que se inspiraram em quadros de Goya. E ainda outros, diversos, todos do correio aéreo.




Para MR, no seu Prosimetron, e em geminação cordial.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Do rifoneiro castelhano (16)


1. ( Médicos errados, papeles mal guardados y mujeres atrevidas, quitan las vidas. )
    Médicos enganados, papéis mal guardados e mulheres atrevidas fazem perder vidas.

2. ( La olla sin cebolla, es boda sin tamboril.)
    A panela sem cebola, é como boda sem tamboril.

3. ( Ni de puta buena amiga, ni de estopa buena camisa. )
    Nem de puta boa amiga, nem de estopa boa camisa.

4. ( El vino alegra el ojo, limpia el diente y sana el vientre. )
    O vinho alegra o olho, limpa o dente e sana o ventre,

sábado, 5 de junho de 2021

Rafael Montesinos (Sevilha, 1920 - Madrid, 2005)

 


Fabula del Limonero


Debaixo do limoeiro
a rapariga dizia-me
: - Quero-te.

Pus-me então a pensar
que era melhor ser cortês.
Tirei as migas do pão.

Debaixo do limoeiro
a rapariga me deu
o seu beijo primeiro.

E juntos vimos cair
todos os limões ao chão
quando foi do amanhecer.

Debaixo do limoeiro
a rapariga me disse:
- Eu morro.

E eu já não sei onde ir
que o limoeiro me lembra
a graça do seu perfil.



Rafael Montesinos, in Canciones perversas para una niña tonta, 1946.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Luis Rosales (Granada, 1910-1992)



Lo que no se recuerda


Para voltarmos a ser felizes, era

apenas necessário o puro acerto

de lembrar... Procurávamos

no coração essa nossa memória.

Talvez não tenha história a alegria.

Olhando-nos bem dentro

calávamos os dois. Teus olhos eram

como um rebanho quieto

que acalma o seu temor à sombra

dum álamo... O silêncio pode

mais que o esforço. Entardecia

para sempre no céu.

Não podemos voltar a recordá-lo.

A brisa era no mar cego menino.



Luis Rosales (Granada, 1910-1992) in Rimas.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Adagiário CCCXX



No hay mejor salsa que el buen apetito.


Provérbio castelhano recolhido de Lazarillo de Tormes (Anónimo).

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

À volta de um simples livro


O livro, que encontrei no meu alfarrabista de referência, estava muito manuseado e via-se que tinha sido útil. Era de um escritor que eu tinha em consideração, natural de Barcelona: Fernando Díaz-Plaja (1918-2012). O título (da Alianza Editorial, 1972) prometia - El Español y los Siete Pecados Capitales. Sendo que o preço era muito acessível. Comprei-o, pois.



Vim a saber, surpreendido, que, em 6 anos, a obra tivera 15 edições e vendera, no interim, 120.000 exemplares. Em suma, fora um sucesso editorial.
Agradado, na página de guarda, encontrei ainda um ex-libris de um nome meu conhecido, mas só em casa é que localizei a personagem. Joaquim de Moura Relvas (1898-1982), licenciado em Medicina, era o presidente de câmara da Lusa Atenas, quando por lá andei, no início dos anos 60.



E cá vou eu, embalado na leitura agradável da obra, já na página 89, do primeiro capítulo - Soberbia

domingo, 22 de março de 2020

Bibliofilia 144


Um dos cinco meus predilectos poetas castelhanos, Francisco de Quevedo y Villegas (1580-1645) foi também um notável e prolífico prosador. A Historia de la vida del Buscón (1626) bastaria para o consagrar na novela pícara de Espanha.
Creio que foi em meados dos anos 80 que adquiri, num alfarrabista lisboeta, esta Parte Primera de las Obras en Prosa de..., editada em 1664, por Melchor Sanchez, em Madrid, à custa de Mateo de la Bastida, comerciante de livros.


Na contracapa da encadernação em pergaminho, o livreiro-alfarrabista inscrevera a lápis o seguinte: "Palau, 243577, refere: «não visto, porque só existe um exemplar na Biblioteca do Arsenal em Paris»". Realmente o livro era raro, porque pesquisas posteriores, de HJM e minhas, detectaram apenas mais 6 exemplares em toda a Espanha, 3 dos quais em bibliotecas particulares.
Infelizmente, na altura da compra do meu exemplar, não tomei nota do valor que dei pelo livro. 

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Adagiário CCXCIV


Dijo el escarabajo á sus hijos: venid acá mis flores.

(Provérbio castelhano)

Disse o escaravelho aos seus filhos: vinde aqui minhas flores.


Nota pessoal: desconheço algum provérbio semelhante a este, em português. Noutros termos, no entanto, temos um ditado que se lhe equivale no conceito:

Quem o feio ama, bonito lhe parece.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Versão em língua portuguesa de um poema de Blas de Otero (1916-1979)


Palabra viva y de repente


Gosto muito das palavras do meu povo.
Parece que se tocam e se afagam.
Os livros, não; as páginas quase se movem
como fantasmas.

E as minhas gentes dizem coisas formidáveis
que fazem estremecer a gramática.
Quantas delas de cortar a frase,
mas quanta voz rendilhada!

Dá por vezes vergonha incendiar a luz,
quero eu dizer um verso pela branca página,
diante destes homens de sílabas amplas
que se nutrem de nacos de palavras.

Lembro-me que uma tarde,
na estação de Almadén, uma velha
sentenciou, devagar: "Sim, sim, mas o céu e o inferno
está aqui." E fincou a frase

sem o ditongo que faltava.



Blas de Otero, in Revista de Occidente, Março de 1964 (pg. 299).