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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

João Cutileiro (1937-2021)

 


A beleza não morre. Ainda que o tempo a possa destruir, a memória humana há-de sempre lembrá-la.




sábado, 25 de julho de 2020

Uma anotação de Char, traduzida


Le Coup

O rasgo de génio de Rodin é o de ter sabido vestir Balzac.
Picasso, é Balzac nu; mas com as mãos de Rodin, a capa impetuosa e o destino de Picasso.
                                                                                                                                                   1961

René Char (1907-1988), in Recherche de la base et du sommet (pg. 79).

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Pinacoteca Pessoal 156


Filho natural de Carlos V e de uma jovem flamenga, de nome Barbara Blomberg, D. Juan de Áustria (1545-1578) era, por isso, meio-irmão de Filipe II de Espanha. Foi considerado herói e o grande vencedor da batalha de Lepanto (7/10/1571), ocorrida sete anos antes da sua morte, pela peste. O seu magnífico túmulo, que se conserva no Escorial (Panteão de Infantes), foi executado em mármore de Carrara por Giuseppe Galleotti, sob desenho e modelo de Ponciano Ponzano.


Do pintor espanhol Juan Pantoja de la Cruz (1708-1778) existe também um bom retrato de D. Juan de Áustria, que, para cotejo de semelhança também, aqui, se reproduz.


terça-feira, 30 de julho de 2019

Desabafo (47)


Já sabemos como o Google é popularucho. Mas, ao menos, podia ter o sentido das proporções.
Por motivos futuros e objectivos, quis ter uma perspectiva visual da obra do pintor caldense José Malhoa (1855-1933). Usei, assim, o motor de busca. Resultado: por cada quadro que vi do Pintor, tive que suportar, bem à vontade, cerca de 10 fotos de um cantor pimba nacional, que usa o mesmo nome...
Irra!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Pequena história (53)


Nem todos os modelos de pintores ou escultores são conhecidos. Há muitos corpos anónimos e rostos sem nome que ocupam lugares destacados em museus e galerias de arte, por esse mundo fora, mas de quem nada ou quase nada sabemos, hoje. Muito menos, das suas vidas.
Edgar Degas (1834-1917) dedicou uma boa parte da sua obra escultórica (e de pintura) à Dança, actividade artística que ele muito apreciava. Uma das suas mais conhecidas esculturas, Petite danseuse de catorze ans, exibida, em 1881, pela primeira vez, teve fraca adesão do público e da crítica. Hoje, porém, é uma das suas esculturas mais célebres, e consideradas.


Os esboços preparatórios para a execução da obra foram muitos. Sempre tendo como modelo uma jovem bailarina e, às vezes, uma sua irmã, filhas ambas de emigrantes belgas; a primeira, de nome Marie Geneviève van Goethem (1865-1900) que trabalhava no corpo de ballet da Ópera de Paris.


Os tempos frequentes que ela dedicava a posar para Degas, obrigavam-na a faltar, muitas vezes, aos ensaios na Ópera. De tal modo que, pouco tempo depois da escultura estar terminada, a pequena bailarina foi despedida.

Para além de uma foto conjunta de Marie Geneviève, junto da escultura para que serviu de modelo, pouco mais se sabe da sua vida que, aliás, foi breve e obscura.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

A propósito de um busto, numa rua de Londres


Convivo mal com a estatuária portuguesa actual. E tenho que recuar largos anos para encontrar algumas esculturas de que gosto, normalmente figurativas, sendo que duas ou três são de João Cutileiro (1937). O problema será porventura meu que, não sendo especialista, me guio apenas pelo meu subjectivo gosto estético, faltando-me, talvez, o acompanhamento teórico e crítico de suporte para o que se vai esculpindo pelo país.
A permanência durante uma semana na zona de Inverness Terrace (Bayswater, Londres), levou-me a passar quase todos os dias por um busto muito interessante, de expressão determinada e de boa execução escultórica, pelos meus padrões estéticos. O nome do retratado, Skanderbeg, nada me dizia e, displicentemente, imaginei-o como sendo de algum Viquingue nórdico que, por razões históricas, estivesse ligado à Grã-Bretanha.
O nome do escultor, Kreshnik Xhiku (1958), apesar de me soar a oriental, também nada me dizia. Mas o busto continuou a pairar na minha memória visual, persistentemente lembrado. E resolvi esclarecer a sua razão de ser e origens. Skanderbeg é afinal o grande herói albanês Jorge Castrioto (1405-1468), que foi também conhecido em Portugal e celebrado pelo historiador e cronista Francisco de Andrade (1540-1614), em livro (Crónica do valeroso Príncipe, e invencível capitão Castrioto) traduzido, de 1567. Jorge Castrioto defendeu a independência da Albânia, contra os turcos.



O busto de Skanderbeg foi executado pelo escultor albanês Kreshnik Xhiku, que reside presentemente nos Estados Unidos, e que já tinha esculpido uma estátua equestre, muito interessante, de Jorge Castrioto em Michigan, inaugurada em 2006. O busto de Inverness Terrace foi  instalado, para celebrar o centenário da restauração da independência albanesa, em 2012.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Recuperado de um moleskine (19)


Uma das minhas questões essenciais, talvez a mais persistente, ao longo da vida, sempre foi a Justiça. E os tempos que correm não lhe são favoráveis pelas debilidades humanas e deficiências, às vezes ostensivas, de quem a tem personificado na nossa terra.
Por outro lado é atávico e de bom tom apresentá-la, iconograficamente, de olhos vendados, o que sempre me pareceu incongruente. A Justiça, do meu ponto de vista, tem de enfrentar a Verdade, de olhos abertos. Assim o entendeu, por certo, o escultor canadiano Walter Seymour (1876-1955), ao representá-las muito próximas, uma da outra, em Otava.


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Escultura inglesa : uma exposição na Tate Britain


O TLS (nº 5846) faz-se eco de uma exposição (Sculpture Victorious) na Tate Britain, até 25/6/2015, que eu gostaria de ver. Não tanto pelas obras inovadoras que mostra, mas pela época - pouco propícia a inovação - que representa. A minha curiosidade, no entanto, centralizar-se-ia, sobretudo numa obra (A Royal Game) escultórica de William Reynolds-Stephens (1862-1943). Que retrata, imaginativamente, a rainha inglesa Isabel I a jogar xadrez com Filipe II, de Espanha, e cuja imagem fica a encimar este poste.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

2 esculturas (modernas) para uma Sexta-feira da Paixão


A primeira escultura, em imagem, foi executada pelo argentino León Ferrari (1920-2013), no ano de 1965, tendo sido intitulada: "Civilização ocidental e cristã", numa flagrante crítica ao imperialismo norte-americano.
A segunda, do artista argelino Adel Abdessemed (1971), é uma Crucificação, trabalhada entre os anos 2011 e 2012, em arame farpado.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Pinacoteca Pessoal 85


A escultura tem sido minoritária nesta rubrica do Blogue. Por outro lado, e por razões algo subjectivas, a iconografia religiosa não é também muito frequente aparecer por aqui.
Quanto à representação de Jesus Cristo, em pintura  moderna, tirando Gauguin, Rouault e Dali, creio que pouco mais, daquilo que conheço, me entusiasmou, esteticamente.
No entanto, este "Cristo em Majestade" (1954/5), do escultor Jacob Epstein (1880-1959), judeu americano naturalizado inglês, colhe todo o meu agrado. A escultura pode ver-se na Catedral Llandaff, em Cardiff.

sábado, 20 de setembro de 2014

Carpeaux


Dentro de 8 dias, encerrará ao público, no Museu d'Orsay, uma grande exposição sobre a obra do escultor francês Jean-Baptiste Carpeaux (1827-1875). Numa sequência genética curiosa (o pai era pedreiro) a evolução familiar transformou em arte o que, anteriormente, tinha sido ofício...
A sua obra mais conhecida, "La Danse", provocou intensa polémica na sociedade francesa do tempo de Napoleão III. Tinha sido uma encomenda para adornar a nova Ópera de Paris, projectada por Charles Garnier, mas as reacções foram tão negativas, que a escultura acabou por ser retirada da fachada do edifício. Hoje, esta censura pública parece-nos um absurdo.
Desse acto e sobre a peça escultórica, Zola escreveu na altura: "O grupo do sr. Carpeaux é o império: é a sátira violenta da dança contemporânea dos milhões, de mulheres à venda e dos homens que já todos se venderam. Na estúpida e pretensiosa fachada da nova Ópera, no meio desta híbrida, vergonhosamente vulgar arquitectura no estilo de Napoleão III, explode um verdadeiro símbolo do império... O sr. Carpeaux, ingenuamente pensando que estava a esculpir um grupo completamente inocente, gravou uma hostil alegoria que a posteridade não terá dúvidas em intitular: os prazeres do Segundo Império".

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Impromptu (4)


Não fora brincar com a arte, e esta escultura-montagem de Raoul Hausmann (1886-1971), multímodo artista austríaco, ilustraria bem esse antigo conceito de medir a inteligência pela altura da testa dos seres humanos...

com agradecimentos a H. N. .

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Curiosidades 20


Na minha perspectiva, quer pela normal docilidade, pelo porte, quer pela elegância do andar, ou mesmo em corrida, os cavalos são um dos animais mais nobres que podemos encontrar na Natureza. Com o tempo, foram sendo dispensados de tarefas mais rudes, como a guerra e os trabalhos agrícolas. Como diz o poeta Edwin Muir (1887-1959):

Vendemos os cavalos no tempo dos nossos pais
para comprar novos tractores...

O escultor escocês Andy Scott (1949) que, nas suas obras de Arte Pública, alia um certo conservadorismo de formas com o uso de materiais modernos, recorrentemente, tem nos cavalos o seu modelo preferencial. E é dele a maior escultura equina do mundo, intitulada The Kelpies, implantada próximo de Falkirk, na Escócia. As cabeças dos 2 cavalos, em imagem, têm uma altura de cerca de 30 metros.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Pequena história (24)


No início de Novembro de 1963, diversas suites do Hotel Texas, em Forth Worth, próximo de Dallas, foram reservadas para a comitiva presidencial americana lá pernoitar, de 21 para 22 desse mês. A melhor suite do Hotel, por não oferecer tanta segurança, foi destinada ao vice-presidente Lyndon Johnson e mulher; a suite 850 foi reservada para o casal Kennedy. Para compensar o facto, as forças vivas de Dallas resolveram fazer uma surpresa ao Presidente e, com a ajuda dos museus regionais e de alguns coleccionadores particulares, projectaram decorar, régia e artisticamente, os três aposentos da suite 850.
Foram assim seleccionadas 16 obras de arte, onde se incluiam uma escultura de Picasso (A coruja zangada) e outra de Henry Moore, telas de Van Gogh (Estrada com camponês de sachola ao ombro), de Monet (Retrato da neta do Artista) e de Raoul Dufy (Baía de Deauville). Sendo as restantes obras de artistas americanos modernos: Thomas Eakins (Swimming), Marsden Hartley (Sombrero with gloves), entre outros quadros, bem como pequenas esculturas de Jack Zajac. Nenhuma destas obras tinha, na altura, mais de cem anos.
O casal presidencial Kennedy chegou à suite, cansado, pouco antes da meia noite, e ninguém sabe se apreciou, devidamente, a surpresa. O que sabemos é que foi a última noite dormida, com vida, por John Kennedy. A 22 de Novembro de 1963, seria assassinado nas ruas de Dallas.
O Museu de Arte de Dallas decidiu, recentemente,  comemorar a efeméride e o facto, inaugurando, nas suas instalações, uma exposição que reagrupa, de novo, as obras de arte que estiveram na suite 850 do Hotel Texas de 21 para 22 de Novembro de 1963. Só faltavam o retrato da neta de Monet e a paisagem marítima de Dufy.

domingo, 1 de setembro de 2013

Escultura post-socialismo, a Leste


A queda do Muro de Berlim e o afundamento dos regimes comunistas, na Europa de Leste, desencadearam uma liberdade criativa e anárquica na Arte, até aí, obediente, estandardizada e conservadora que caracterizava as obras dos artistas nos regimes socialistas. O pôr em questão dos dogmas, a provocação (a última manifestação das Pussy Riot é um bom exemplo), mas também a recusa maniqueista entre as opções políticas possíveis (a escultura de Alexander Kosolapov exemplifica, com ironia, a trindade santíssima da escolha: Lenine, Cristo e o rato Mickey) são algumas das temáticas prevalecentes.
Deixo, em imagem, três exemplos significativos de esculturas recentes, pela ordem cronológica de nascimento dos artistas de Leste, representados:
- O russo Alexander Kosolapov (1943).
- David Cerny (1967), checo.
- A polaca Dorota Nieznalska (1973).

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Destinos turísticos de moda, e outros


É altamente improvável que eu alguma vez venha a visitar Copenhaga. Há cidades europeias eleitas (Londres, Praga, Paris, Veneza...) e outras que não concitam grande atracção, como será, eventualmente, o caso da capital da Dinamarca.
Mas, hoje, por mero acaso, tive conhecimento que, em Copenhaga, se encontra uma das mais interessantes colecções de escultura romana (bem como egípcia e grega) fora de Itália, precisamente na Ny Carlsberg Glyptotek.
O Museu não se esgota aqui, mas o acervo de escultura romana, constituído na base da colecção pessoal de Carl Jacobsen (1842-1914), sob conselho especializado do arqueólogo alemão Wolfgang Helbig (1839-1815), é o núcleo mais interessante.
Aqui ficam duas imagens, e a informação.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ainda Escultura



Até 28 de Junho, na Rua do Alecrim, ainda se poderá ver esta exposição de Cornelis Zitman (1926), holandês que reside na Venezuela. Vale a pena apreciar estas obras, algumas de pequeno tamanho, com uma estética muito singular, a meio caminho entre o volume de Maillol e o movimento de Giacometti. A entrada é livre e o espaço, embora pequeno, é agradável.

3ª Bienal de Nantes



No mínimo espectacular, esta escultura de alumínio, criação do chinês Huang Yong Ping (1954), a residir em França. Criada para a 3ª Bienal de Arte Contemporânea, a iniciar em Julho de 2012, a peça escultórica "Le Serpent d'océan" está colocada no mar, mas muito próxima do estuário do rio Loire. Só na baixa-mar fica a descoberto. A fauna e flora marítima virão a colonizá-la, com o tempo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Escultura e Pintura, segundo Alain



São reflexões porventura polémicas, estas que vou citar e traduzir de Alain, incluídas no seu livro "Système des beaux-arts" (1926), mas, pelo menos, dão que pensar, até para situarmos, melhor, a nossa opinião. Seguem:
"A escultura imita a parte mais real dos objectos, que é a forma, desprovida do movimento e da cor; assim uma estátua, em si, é uma fonte de aparências, mas purificadas; (...) Naquilo em que a pintura se opõe à escultura, uma vez que ela imita, pelo contrário, toda a aparência do momento, traduzindo a forma unicamente pelo contorno sobre um plano, a cor, o claro e o escuro. (...) Assim exprimindo o objecto por um só dos seus aspectos, acaba aí esta procura de aparências (...) Tal é a primeira abordagem da pintura, e não é pouco. A escultura deixa-nos mais livres, e aconselha-nos apenas; o pensamento regula aqui a atenção, escolhe a hora e o ponto, domina enfim as aparências. Em vez disso, diante da pintura é a aparência que nos cerca e nos faz parar. Este cerco (estético) que vem de fora é já uma emoção; assim as variações do sentimento contido são de alguma forma convocadas; (...) é como uma cerimónia vivida em solidão. A estátua é mais familiar. ..."

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Pinacoteca Pessoal 25 : Brancusi



Romeno, nascido a 19 de Fevereiro de 1876, a sua escultura "O Beijo" é quase tão conhecida como a obra homónima de Rodin. Constantin Brancusi (1876-1956) é considerado como um dos pioneiros da moderna escultura europeia. Fixou-se em Paris, por volta de 1903, cidade onde veio a morrer, com 81 anos de idade.