Mostrar mensagens com a etiqueta Escritores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escritores. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Nacional parolismo


Houve um tempo, aqui atrás, em que três dos nossos plumitivos consagrados rumaram a países extravagantes em busca de inspiração para escreverem um livro. Um caxinense chorão foi até à Islândia, outro escriba acocorado rumou até à Coreia do Norte e, finalmente, o mais conceituado foi-se à Índia.
Vamos ser justos, Eça também andou pela Inglaterra, Cuba e Paris de França. Embora diplomaticamente.
Soube, há pouco, que um dos nossos jovens publicistas, de piercing, ia rumar ao Camboja. Que não lhe faltem motívos, estupidez natural e leitores acríticos. Porque é disto que se faz a boa fortuna de algumas editoras nacionais, amadoras e oportunistas.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Mais uma listagem


A escolha é ampla e abrangente, embora o título quase pareça dramático. A tradução do livro (960 páginas) não me pareceu das melhores e a revisão é descuidada. As ilustrações são de qualidade notória. A selecção é inclusiva e contempla até livros policiais, com apenas um senão, para mim:  o nome de Simenon não consta.
De livros portugueses, há 34 entradas que vão de Os Lusíadas, de Camões, até Lídia Jorge (O Vale da Paixão), passando por Camilo, Aquilino, Torga, Agustina, Mário de Carvalho. O autor mais representado é Lobo Antunes, com 5 obras. Seguem-se Saramago (4) e Eça, com 3 livros. Do conjunto nacional, 9 nunca os li.
Podia ser pior. No meio de tantas sumidades, haver cerca de 3,5% de autores portugueses, só prova a liberal generosidade do professor Peter Boxall (1969), da universidade de Sussex (Inglaterra)...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Benefício da dúvida, em tom provocatório


Sempre me perguntei, porque é que alguns autores, sobretudo do séc. XVIII português, são considerados secundários, em benefício de um cânone literário eternizado por selectas literárias de antologiadores preguiçosos e acríticos que se limitaram a perpetuar o que já vinha de trás. Tenho para mim que o excessivo sucesso de "O Hissope", de Cruz e Silva, soterrou a leitura do poeta lírico que ele também foi, e de alguns sonetos de muito merecimento, que quase nenhum leitor conhece, hoje em dia. A menorização do Abade de Jazente, por exemplo, sempre me pareceu injusta, também.
O jornal Le Monde (17/5/13) dá notícia da saída recente de um livro de Eric Dussert (Une Forêt Cachée. 156 Portraits d'Écrivains Oubliés, La Table Ronde), onde o crítico faz a apologia e propõe à apreciação vários autores franceses que não constam do cânone literário conservador gaulês, presentemente.
E, nós, por cá? Será que não haverá por aí, nenhum José X ou António Y que tenham ficado soterrados, muito injustamente, sob o peso massacrante e obeso das adílias lopes e dos vários hugos mãezinhas? Pelo menos, há que investigar, para ver...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Uma Galeria a meu gosto




São escritores que frequento e de quem gosto, especialmente. Não os nomeio, porque são relativamente conhecidos, e as fotografias parecem-me excelentes, desde Cecil Beaton a Man Ray - que as tiraram. Ficam como uma iconografia, minha, de afectos literários.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Curiosidades 15 : Escritores Irlandeses


O que a Inglaterra tem aproveitado...

P.S. : com agradecimentos ao Américo Guerreiro de Sousa.