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quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Marcadores (?) 32

 


A pequena ilha de Jura integra o arquipélago escocês das Hébridas e, ao que consegui apurar, a sua empresa local mais importante produz um afamado whisky de malte, com várias idades de maturação, que vão do normal até aos 18 anos de envelhecimento.



A embalagem desta bebida trazia, no interior, um pequeno cartão rectangular que, fazendo publicidade ao produto, poderia também servir de marcador de livros que iríamos lendo enquanto saboreávamos este whisky de alta qualidade e sabor.



Oferecido há um tempo, provei apenas recentemente a variedade dos 16 anos, com uma graduação macia de 40º. Por curiosidade, vim a saber que a garrafa, de 1 litro, era vendida na Garrafeira Nacional, em Lisboa, a 67 euros. A boa qualidade talvez justifique o preço...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Adagiário CCXLI : 4 provérbios escoceses


1. Se os desejos fossem cavalos, também os mendigos montavam.
2. Nenhuma boa história se gasta, por muitas vezes que se conte.
3. Uma bolsa leve, torna um coração pesado.
4. Não cases por dinheiro. Um empréstimo pode sair mais barato.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O não


Devo confessar que fiquei mais descansado. Porque, desde há dias, me perguntava, angustiado, se a Escócia se tornasse independente, o que seria feito de Balmoral. E só encontrava uma saída airosa para esse grande problema: transformar esse Estate régio num novo Vaticano. Com a papisa Isabel à frente da pequena vila-estado, que o falecido príncipe Albert tinha comprado, em 1852, para a sua querida Victoria.
Felizmente que ganharam as tias...

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Curiosidades 20


Na minha perspectiva, quer pela normal docilidade, pelo porte, quer pela elegância do andar, ou mesmo em corrida, os cavalos são um dos animais mais nobres que podemos encontrar na Natureza. Com o tempo, foram sendo dispensados de tarefas mais rudes, como a guerra e os trabalhos agrícolas. Como diz o poeta Edwin Muir (1887-1959):

Vendemos os cavalos no tempo dos nossos pais
para comprar novos tractores...

O escultor escocês Andy Scott (1949) que, nas suas obras de Arte Pública, alia um certo conservadorismo de formas com o uso de materiais modernos, recorrentemente, tem nos cavalos o seu modelo preferencial. E é dele a maior escultura equina do mundo, intitulada The Kelpies, implantada próximo de Falkirk, na Escócia. As cabeças dos 2 cavalos, em imagem, têm uma altura de cerca de 30 metros.

sábado, 7 de maio de 2011

No 3º centenário de David Hume



Escocês de origem, David Hume nasceu em Edimburgo, a 7 de Maio de 1711, e na mesma cidade veio a morrer, em 25 de Agosto de 1776. É um dos mais lídimos representantes e filósofos do Século das Luzes, em língua inglesa. Como tal, dotado de uma fina ironia e grande cepticismo. Aqui fica, em excerto, uma citação do filósofo escocês: "A imaginação humana é por natureza sublime, deleita-se em tudo o que é longínquo e extraordinário, tudo aquilo que escapa ao controlo, no espaço e no tempo, para evitar o que o hábito transformou em algo demasiado familiar. Um julgamento sadio segue um método oposto, evita toda a pesquisa do que é distante e confina-se à vida de todos os dias e ao que lhe oferecem a experiência e a vida quotidiana, deixando os assuntos demasiado sublimes ao talento dos poetas e dos oradores, ou, então, à arte dos padres e dos políticos."

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

As palavras são como as cerejas : Escócia...Kintyre...

O outro lado : Escócia

A "Calçada do Gigante" de que falamos no poste anterior, a propósito da Irlanda, tem esta projecção natural na Escócia, a Gruta de Staffa e Fingal. Este último nome foi inspirador para Felix Mendelssohn, que o utilizou em "As Hébridas (Fingal's Cave"). Por curiosidade, acrescento que, pelo menos até há bem pouco tempo, havia, na Baixa lisboeta, um restaurante com o nome de "Gruta de Fingal". O primitivo dono era, porventura, um melómano ou um admirador da Escócia...

A Calçada do Gigante



As varandas até nem foram esquecidas na conversa, mas não eram o mais importante. Por vezes, e sem sabermos como, algumas palavras crescem e ganham a eternidade que a vida de cada homem, no tempo e na sua multiplicidade, lhes pode dar. Podem nascer na cristalina pureza da infância, ou da autenticidade de um encontro que tanto pode ser de amor, ou de amizade - quando autêntico e recíproco. Mas também podem nascer no ódio. Ou da revolta surda. Ou de uma procura incessante de sabermos quem somos e porque somos assim. Ou até de tentarmos perceber, na velhice, as nossas raízes ou razões fundamentais. Raspando a pátine, a ferrugem, o lixo e o acessório - o que se foi acumulando por equívocos, tolerância lassa e distracção. Para ficarmos nus, perante a vida. Ou para que o auto-retrato seja genuíno diante da morte.
Num largo simpático e escondido de Lisboa, dois amigos perguntam-se, sucessivamente:
- Como nasce a prosa?
- Como se cria uma lenda?
- Como é que rompe um poema?
O meu Amigo, que veio da Irlanda, contou-me sucintamente a lenda da "Giant's Caseway", ou "Calçada do Gigante". Que terá cerca de 40.000 colunas hexagonais de basalto, de origem vulcânica, e a provecta idade de 60 milhões de anos. Eu conhecia-a apenas de fotografia, mas nunca a vi ao natural. A lenda que transmitiram ao meu Amigo, era que um gigante irlandês para ir ter com a sua amada mulher-gigante escocesa foi construindo uma ponte de pedra para atravessar o canal, e se encontrar com ela, sempre que quisesse.
Mas depois de pesquisar bem o assunto, verifiquei que a história é bem mais complexa e interessante. E afinal tem 2 gigantes intervenientes, figuras principais. O gigante irlandês, de nome Finn Mccool, e um gigante escocês, Fingal, que insulta e desafia constantemente o primeiro. Constroem então um caminho de pedras através do mar, para lutarem...
A história continua, mas não quero prolongar mais o poste, nem esgotar as palavras...