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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Desabafo (107)


São os vendidos da língua portuguesa, talvez primos por afinidade do Zeinal Bava, mas esse ainda tinha justificação por ser pidgin english de nascença. Estes são apenas saloios mentais e julgam que, por usarem americanismos, a torto e a direito, serão mais considerados pelo vulgo.
Podemos encontrá-los aos montes, nos canais televisivos, como "especialistas" frustes e comentadores (?).

terça-feira, 10 de março de 2026

Brasileirismos

 

Em tempos, e porque não os conhecia, anotei de Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos (1892-1953), alguns brasileirismos (?), para depois vir a procurar-lhes o significado. Assim o fiz e aqui os deixo e partilho, com a indicação do número da página (edição portuguesa da Portugália, 1970) e respectivo significado (via Houaiss).

Pgs.
403. Macrém - magreza; estação seca entre os sertanejos.
414. Cafoso - filho de um mulato e uma preta ou vice-versa.
417. Caolho - que ou quem não tem um olho; estrábico. 
422. Mucuranas - piolhos.
429. Tenesmos - espasmos dolorosos do esfincter, com desejo urgente de defecar ou urinar.
434. Eventração - hérnia. 
455. Baganas - pontas de cigarro ou charuto.
457. Molambo - pedaço de pano velho, roto e sujo; farrapo; roupa velha.
472. Esparro - censura severa e enérgica.
476. Galpão - construção tipo estábulo; costrução rural.
485. Gangorra - divertimento; gorro.
486. Gororoba - almoço ou jantar; comida.
498. Potoqueira - mentira; aquele(a) que mente.



sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Estrangeirismos

 

Vivemos também por códigos, siglas e pins. Tudo começou pelos algarves por causa dos ingleses reformados, que para lá foram, e foi subindo. Os novos empresários parolos, então não dispensavam dar nomes estrangeiros às suas baiúcas. O problema é se algum dos nossos fusíveis se funde e ficamos à nora sem nos lembrarmos do código ou palavra passe... É assim que, por completo, perdemos o fio à meada e a tramontana.

terça-feira, 26 de março de 2019

Clarificando


Se dantes, só a partir de Alcácer do Sal, eu começava a dar pela existência de ninhos de cegonhas, no alto dos campanários das igrejas ou de torres e árvores mais altas, agora eles aparecem, para meu contentamento, logo depois de passar o Tejo, em direcção ao Sul (creio que a Norte, também), nos postes de electricidade da REN, instalados pela empresa para facilitar a vida e a nidificação dessas grandes aves elegantes, que quase associo, por imaginação interior, a estranhas girafas aéreas...
Não sou um purista, mas na esteira exemplar dos nossos irmãos brasileiros, prefiro, a usar palavras estrangeiras, servir-me de um termo português, ou adoptar o estrangeirismo à nossa língua, para nomear as coisas, os actos, as actividades de todos os dias. Sinto-me assim mais em casa. Foi deste modo que, logo no início do Arpose, comecei a usar a palavra blogue, em vez do inglês blog. Em coerência do mesmo princípio, crismei de poste, cada novo registo que vou acrescentando, no blogue.
Há quem mantenha o anglicismo post, talvez por preguiça ou conservadorismo respeitador. Quem lhe prefira posta, de que eu não gosto, por me sugerir a posta (de carne) mirandesa. Enquanto que poste me lembra alguma coisa cravada no chão ou, por extensão imaginada, um poste de electricidade juncado de ninhos de cegonhas felizes e aéreas...

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Francesismo


Quando via e lia a palavra acantonar, logo me lembrava da vida militar; logo a seguir, associava-a aos cantões da inefável e egocêntrica Suiça.
Agora, o que eu não sabia, e que o Cardeal Saraiva (D. Francisco de S. Luiz) informa, fundadamente, é que a palavra tem origem na língua francesa. Sendo que, de início, cantoner significava pôr ao canto ou, em sentido metafórico: viver em retiro. Mas o Cardeal  esclarece também (Glossario das Palavras e Frases da Lingua Franceza..., Lisboa, 1846) que o vocábulo fez a sua entrada oficial, na língua portuguesa, no ano de 1797, em documentação militar. E ainda hoje se usa para acampamentos de tropa.