Mostrar mensagens com a etiqueta Estorninho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estorninho. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

De um poema de E. de A., o alegretto de Mozart



Envio

...
A Mozart
que escreveu o Alegretto do Concerto em Sol
 (K. 453) à memória de um estorninho.
...

Eugénio de Andrade (1923-2005), in Obscuro Domínio (1972).

terça-feira, 22 de junho de 2021

Os estorninhos



Dos pássaros que consigo identificar com mais facilidade, o estorninho terá sido das últimas aves com que travei conhecimento visual. Em bandos, sobre o Tejo, através de nuvens movimentadas e atraentes. As ilustrações coloridas de Allen W. Selby e os pequenos textos (Brian Vesey-Fitzgerald) deste Book of British Birds (1954), em 3 voluminhos, embora simplórios, dão uma ideia destes pássaros gregários, cujos grupos são mais visíveis e frequentes em finais de Setembro/Outubro. O livro dá-os como habilidosos e capazes de imitar o canto de outras aves. Mas achei curioso e estranho que a casca dos seus ovos fosse de cor azul...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

David e Golias


Pouco passava das 17h00, já declinava o Sol, e uma nuvem de estorninhos entrou perdidamente, em pios estouvados e alegres, para o interior da frondosa ramaria da Ficus, ficus gigantesca que é, de longe, a árvore de maior porte que existe pelo Chiado e arredores. E nunca mais os vi, embora continuasse a ouvi-los.
De rapina, por estas bandas, só de longe a longe se avista algum peneireiro-das-torres afoito, que sobrevoa do alto o casario. E, destes, os estorninhos nada têm a temer. Até porque a águia-careca, retintamente americana, que surge na espectacular fotografia de Rob Palmer, foi no Colorado que atacou o pobre e indefeso estorninho.
E, ao contrário da Bíblia, quem venceu foi o Golias...

Um cordial obrigado a A. de A. M.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Jacarandás, estorninhos e a O. C. D. E.


Timidamente, os jacarandás refloriram e os estorninhos regressaram à boa visibilidade lisboeta. Na Av. 24 de Julho, com atenção, já se podem descobrir no seu renascimento de memória biológica (vide Arpose, 15/6/2010, Dário Castro Alves) e genética brasileira, os cachos azúis e lilazes floridos, esparsos ainda, por entre a folhagem.
Vi também 4 ou 5 estorninhos, discretos, vindos de uma frondosa "ficus ficus", quase no Chiado, atravessar para o jardim da casa, que foi de nascimento, do Conde de Farrobo. Não eram ainda aquelas nuvens densas que se cruzam e recruzam, sobre o Tejo, ao fim do dia, entre Outubro e Novembro. Mas deu para perceber, além da temperatura, que Lisboa entrara no Outono.
Depois, no Telejornal, veio um senhor mexicano (de "paupérrimas feições"[ Guimarães Rosa]) da O. C. D. E., mas sem "sombrero", falar aos portugueses do "Inverno" que se aproxima rigoroso e inevitável, e como contrariá-lo: mais IVA, mais IMI, mais IMT... Raio de globalização, onde até os mexicanos nos vem dar receitas para viver!...
Olho para o semi-círculo de luzes que, no escuro e ao longe, demarcam o Tejo e a terra firme ribeirinha. O luar e o céu limpo deixam ver Palmela das almenaras do Condestável , para dar coragem a D. João I, cercado em Lisboa pelos espanhóis, e digo para mim mesmo: ao menos, deem-nos uma estação de cada vez! Senão, morremos todos embuchados.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Os estorninhos


Inesperadamente, hoje, vi estorninhos sobre o Tejo. Só costumava observá-los em Outubro/Novembro, volteando no céu, virando, revirando, em bandos compactos que se interceptavam, reuniam, adensavam, e dividiam de novo. Sempre me lembravam, no Outono, um cardume de pequenos peixes (sardinhas, carapaus juvenis?) que vi, no Verão de 1968, sob uma pequena ponte do cais, no mar da Trafaria. Os pequenos peixes, às centenas, coruscavam, no brilho do sol. Hoje, seria impossível, as águas estão escuras, sujas, impenetráveis ao olhar.
Mas esta tarde, em pleno Junho, início do Verão, apareceram os estorninhos. Uma pequena nuvem e, mais alguns, esses aos pares, dispersos. Seriam estorninhos malhados, pretos ou comuns? À distância, não consegui distinguir. Mas vieram muito cedo. Será das alterações climáticas? Também não sei responder. Mas dou-lhes as boas vindas, de contente.