Mostrar mensagens com a etiqueta Estorninhos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estorninhos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Registo


Para que conste, aqui fica exarado que vi, esta tarde, a primeira nuvem de estorninhos sobre Lisboa. Cedo para o que é costume. Será por causa do calor intenso que se tem feito sentir?

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Ex situ


Se, este ano, o zilreio contínuo dos estorninhos, ao fim da tarde, se me foi tornando habitual, na sua soada buliçosa, o mesmo não poderei dizer do bando de aves corpulentas que, ontem, domingo, por aqui estadiou, por cerca de meia hora.
Também nunca os tinha visto, em tão grande número, por estas bandas, nem mesmo por Portugal; em quantidade semelhante, só pelos campos da Germânia, na altura em que os tractores lavram a terra, os vira eu. Sobranceiros e altos, apareceram 2 ou 3 em az, primeiro, como exploradores, vindos de Noroeste; foram chegando mais até completarem um grupo de onze corvos. Empoleiraram-se nos pontos mais altos - antenas de tv - e, de lá, iam crocitando, de vez em quando. Pombas e pardais fugiram logo, até que os corvídeos, por volta das 17h30, seguiram para Oeste.
Com estes novos visitantes aéreos, quase apetece dizer que a ornitologia regional está a mudar de figurantes. Mas não deixei de me perguntar o que teria feito vir os corvos para estas bandas, pela primeira vez, pelo menos, em 30 anos...

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Anotação das paisagens


Na zona outrabandista, desapareceram-me quase as andorinhas, substituidas, que foram, por pequenos grupos de estorninhos. Que eu nunca por lá tinha visto - valha-me isso!
E, na Avenida D. João V (Lisboa), o cocuruto dos jacarandás já se começa a tingir de lilás: vi-os hoje. Fiéis à sua memória brasílica, embora um pouco mais cedo do que o habitual.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Em louvor dos estorninhos, que agora já vejo da varanda a leste...

...e com a ajuda de Wim Mertens.
(Com quase 3 minutos de aplausos, infelizmente.)

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Por onde andarão os estorninhos?


E eu que abri a janela, de par em par, como se fosse o televisor, para ver os estorninhos, ao fim da tarde, e não apareceu nem um...
Três gaivotas sobrevoaram de pios roucos as proximidades, um melro passou fugidio, duas pombas ronronavam, no telhado em frente, ruminando o Outono entorpecente e cinzento. Mas nenhum estorninho se dignou aparecer por estas bandas.
Em retribuição também não os ponho na fotografia. Vai antes esta aguarela, que me encantou logo que a vi, para adornar o poste. Terá sido feita (mas não tenho a certeza) pelo poeta galês Andrew McNeillie (1946), ou, pelo menos, embeleza o seu livro Winter Moorings. E representa - creio - um ganso-patola ou alcatraz, que, ambas, são aves marinhas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Lembrete 22


O Outono deve estar com pressa. Até porque já hoje vi, sobre o Tejo, quando é normal só os ver em Outubro, um bando de estorninhos. Seriam 8 ou 9, longe dos grupos de dezenas ou centenas, que costumam aparecer mais tarde. Seja como for, são um agradável sinal de presença. Bem-vindos!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Em louvor dos estorninhos


Este ano, vi-os poucas vezes, nas suas nuvens acrobáticas, sobre o Tejo - talvez o frio, talvez a chuva...
E, agora, será mais difícil observá-los, em Lisboa, porque as suas aparições aéreas ocorrem, sobretudo a partir do fim de Setembro, até Fevereiro/Março. E, quase sempre, ao entardecer. O que eu não sabia e o vídeo, enviado por um bom Amigo, informa é que este lado gregário de voarem em conjunto, é, principalmente, para evitar o frio excessivo.

com grato reconhecimento a AVP.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Coerência, é repetirmo-nos...


Os 26º à ombreira da noite, quando no Seixal, ao longe, ainda havia reflexos de Sol, prenunciavam um fim de tarde calmo, de que Eugénio de Andrade se fez eco num poema, ao falar das tardes tranquilas de Setembro.
Foi quase à boca da noite, pouco antes do jantar, que me chamaram a atenção e eu dei, no horizonte, pelos primeiros estorninhos deste ano. Se as andorinhas anunciam a Primavera, os estorninhos sobre o Tejo estão a chamar pelo Outono irremediável.
Os pêssegos já perderam o sabor e apodrecem depressa, os figos já aparecem menos sobre as bancas, é um risco comprar meloas portuguesas, nesta altura. As castanhas estão aqui, estão a aparecer e a deitar fumo sobre as ruas lisboetas. As uvas já vão maduras e doces sobre as mesas. E os diospiros só lá para Novembro, os bons e translúcidos, portugueses, evidentemente.
Vieram entretanto os estorninhos, ainda em grupos pequenos de 5 ou 6, mas vieram. Para ficar...

sábado, 28 de julho de 2012

Os estorninhos, para variar...

Com grato reconhecimento a AVP.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Apontamento, para memória futura


Não eram tantos, como na imagem, mas eu nunca os tinha visto, assim outrabandistas, da varanda a leste. Seriam 20h30, a primeira esquadrilha teria uns 15 estorninhos, a segunda, pouco depois, 10 ou 11. Dois minutos depois, a retaguarda do pelotão era composta, apenas, por 3. Finalmente, o lanterna vermelha, a seguir, parecia perdido ou desasado... Iam em direcção ao mar.

domingo, 8 de janeiro de 2012

As nuvens de estorninhos - Terre Thaemlitz


para ms que, porventura, poderá avaliar melhor.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Verde azul


Na terceira linha do horizonte, depois do rio e da mancha alta e cinzenta da Arrábida, as nuvens assumem um espantoso verde azul, improduzível, que, creio, nem Turner descobriu - decerto. Também o vejo pela primeira vez, que me lembre. Entre o fundo da terra e, mais alta, a cor banal do céu, com os habituais branco, azul e esparsos fiapos de nuvens róseas, este raro verde azul, ao fim da tarde. Será o raio verde de que fala Júlio Verne, mas numa exposição alongada e demorada?
Quanto aos estorninhos já sei que, o mais tardar, às 17,30, desaparecem do horizonte e deixo de os ver. Mas não sei para onde vão.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Novembro ao fim da tarde


Ainda cheguei a tempo de ver os estorninhos mas, neste Novembro, os bandos são mais pequenos sobre o rio. Ainda vim a tempo de ver os últimos raios de sol que pareciam queimar os telhados de Lisboa.
O fim do dia, todo ele ardeu num róseo esplendor de melancolia.

domingo, 30 de outubro de 2011

Às revoadas


A noite virá mais cedo, hoje, com a mudança da hora. Três focos, que parecem de incêndio, brilham ao longe: um junto ao Castelo de Palmela, os restantes dois semeados pelo casario raso do Seixal. É o sol que se reflecte, nos seus últimos brilhos, em espelhos de acaso, antes de desaparecer. Também os estorninhos revoluteiam incessantes e intensos, aproveitando a última luz, sobre o Tejo. Revoadas do fim de Outubro a que já me habituei, todos os anos, por esta época. Os estorninhos devassam os ares, provavelmente, em busca dos insectos desprevenidos que pairam sobre as águas do rio. O céu, de azul pálido vai ficando róseo, e depois cinzento até ficar escuro. Tudo isso é natural.
O que não é natural, e eu estranho, são as súbitas revoadas (que costumam durar de 2/3 dias a uma semana) de visitas que caem como bandos de estorninhos, convergindo, massificadamente, sobre um poste do Arpose. Nestes últimos três dias, o "ai Jesus!" tem sido um poste de 10 de Julho de 2010, intitulado "Vergílio Ferreira sobre a Arte". A voracidade tem sido imensa. As visitas caem às dezenas sobre as palavras sábias do escritor. Porquê? Para quê esta súbita voragem sobre um poste que tem mais de um ano? Talvez nunca o venha a saber.
O que sei, de real e concreto, é que são 18,30hrs., e já é noite.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Recém-chegados


O fumo ou neblina aromática dos assadores de castanhas já flui e inunda o ar das ruas. Os diospiros (recuso-me a esdruxular a palavra, os puristas que me desculpem!) já fizeram a sua aparição nos expositores e bancas dos lojistas dos lugares. Mais cedo do que o habitual, e portugueses - dantes, só apareciam em Novembro.
Ao abrir a janela que dá para o rio, (19 horas de ontem), revoadas sucessivas de insectos quase me entram em casa. Dirigem-se para oeste, e são de dimensão média, quase grandes (libélulas?). Vêm do Tejo e as esquadrilhas parecem desesperadas e aflitas. Percebo, depois, que fogem dos bandos vorazes de estorninhos que volteiam em novelos intensos sobre as águas. Provavelmente de bico aberto para os (as) caçarem.
Uma temperatura ameníssima de Outubro paira ao começo da noite. Só o Verão se atrasou...para nosso agrado, de citadinos, para mal dos campos e da agricultura. Bragança já tem falta de água. 

domingo, 28 de novembro de 2010

Apontamento sobre os estorninhos que se atrasam


Estão diferentes, este ano, os estorninhos, nos seus voos gregários e nervosos das suas asas trémulas. Como a lua cheia se antecipou, há dias, súbita de esplendor e brilho, às cinco e meia da tarde, surgindo no céu pálido. Ao contrário, às pequenas aves nunca as tinha visto, nos finais de Novembro, sobre o Tejo. Mas também em grupos mais pequenos, divididos. E afoitos, quase roçam as janelas das casas, em voos mais baixos do que era costume. No terraço, a poucos metros das nossas cabeças, em caravanas aéreas sucessivas. Nunca os vira tão perto e demorados, no tempo, apesar do frio.

sábado, 12 de junho de 2010

Antecedendo uma evocação


"...A Mozart,
que escreveu o Alegretto do Concerto em Sol
(K. 453) à memória de um estorninho."
Eugénio de Andrade