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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Filatelia CXLV



É minhas convicção enraízada que a qualidade estética e beleza da produção de selos dos correios da maior parte dos países tem vindo a piorar substancialmente, nos últimos decénios. Talvez escapem as estampilhas da Alemanha, da Inglaterra e pouco mais.
Em geminação, e talvez para me penitenciar de um comentário desprimoroso que fiz num poste do Prosimetron, da MR, sobre uns selos actuais de França que apareciam em imagem, aqui deixo o testemunho de beleza de alguns selos dos anos 40 a 70 do século passado, em que o cuidado gráfico dos correios gauleses era soberano e digno de admiração, nessa época.

sexta-feira, 8 de março de 2024

Desabafo (86)

 
O nível estético das imagens, sobretudo de paisagens - que os desenhos são simplesmente pueris - do Google (a abrir programas) lembra-me o dos postais turísticos bonitinhos e parolos de 3ª classe, que se vendem por aí.
God bless America!

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Desabafo (57)


Pergunto-me, às vezes, como se pode ter tão mau gosto. Nos blogues, principalmente. Nas leituras, nos textos escritos com os pés, nas imagens pífias, nos interiores de casas com decorações horrorosas.
Percebo que a estética não foi disciplina de toda a gente e não está longe do pensamento equilibrado. Infelizmente, a miopia quanto à beleza é uma característica pimba da menoridade mental.

domingo, 10 de março de 2019

Em tirocínio para Máxima




A beleza é uma estrutura organizada.
A que pode acrescentar-se uma estética ou elegância pessoal e subjectiva.

terça-feira, 5 de março de 2019

Ainda as capas, o sentido estético e o deixar andar, ou as memórias de um poeta bissexto


Tenho por certeza que a maioria das editoras, com raríssimas excepções, não se preocupa, hoje em dia, minimamente com a qualidade gráfica e estética das capas dos seus livros. Mas alguns autores também pouco se incomodam com a embalagem visual que os apresenta. Ou, então, ambos têm mau gosto...
Não me considero um árbitro de gosto, muito menos possuído de infalibilidade estética. Mas tenho critérios para separar o trigo do joio, permitindo-me ao luxo do duvidoso, como terceira categoria, nas minhas avaliações pessoais. Às vezes, não tenho a certeza e acolho-me, humildemente, ao avisado parecer de quem sabe. Agradecendo.


Quando estava para publicar o meu primeiro livro de poemas, Escrito para a Noite (1984), na IN-CM, pensei inicialmente reproduzir na capa um desenho de Augusto Gomes (1910-1976), que tenho em casa e de que gostava, e gosto, muito.


Falei nisso ao meu amigo pintor Pedro Chorão (1945) e ele, com a delicadeza que lhe é própria, demonstrou-me que aquela linda campesina jovem, com o seu quê boticeliano mas brejeiro, era excessivamente neo-realista e datada. Mas prometeu ajudar-me. Foi assim que um seu quadro veio enobrecer a capa do meu primeiro livro.


Em 1988, numa noite primaveril, Henrique Cayatte perdeu comigo, ao telefone, mais de uma hora para sintonizar, no seu labor exemplar, uma capa coerente com os meus versos, que a Caminho iria editar em Maio. Ainda hoje lhe estou grato por esse seu respeito intelectual. Pedro Chorão, mais uma vez, ajudou, com um desenho seu, feito de propósito. Assim se publicou, na Caminho, Equilíbrio, o meu segundo livro de poemas.




O António, sempre fraterno e próximo, fez a sua entrada de surpresa e inesperadamente, em 2013. Eu tinha-lhe confiado um manuscrito, em 1971, com poesias juvenis, de que ele gostava e de que declamava algumas, em recitais. Nunca pensei publicá-lo. E ele resolveu oferecer-mo editado (Arquivo Mortal), em circuito restrito (20 exemplares, de tiragem). Aí, eu não meti nem prego nem estopa, quanto a capas ou estética. Mas foi quase como se eu tivesse escolhido as opções, que o gosto artístico, meu e dele, são semelhantes. E fez-se rodear, para o design excelente da edição, do engenho e arte da Mariana e do Miguel.


Posso porventura não estar excessivamente ufano de tudo aquilo que produzi, em verso, mas não deixei ao deus dará aquilo que publiquei. E preocupei-me, acompanhando, os trabalhos preparatórios da impressão, até os livros sairem, excepto no último caso - como, aliás, referi acima.
É por isso que responsabilizo e atribuo o mau gosto do que se publica por aí, não só às editoras, mas também ao desleixo estético dos autores dessas obras.


com agradecimentos a tutti quanti me ajudaram a fazer obra limpa.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Estéticas de outros tempos


Grande parte das capas dos livros, hoje em dia, são de um mau gosto horroroso. As editoras recorrem a bancos de dados de fotografias, na maioria dos casos, mas as escolhas concretas demonstram, à evidência, a falta de sentido estético dos seleccionadores gráficos (?). A menos que a exuberância berrante das cores e a infantilidade das imagens se destine a atrair a comunidade alargada e mais inculta da população - que, por aí, também anda muita gente mal vestida, embora, muitas vezes, bem adornada...


De 1957 a 1973, pelo Natal, a Estúdios Cor editava uns livrinhos para oferta. De grande apuro gráfico, as obrinhas (17, no seu total) são hoje muito procuradas. Com textos (contos, habitualmente) de escritores conhecidos, os pequenos livros foram ilustradas, nas capas e interior, com desenhos de alguns dos mais importantes artistas portugueses, da época: Maria Keil, Pomar, Sá Nogueira, Lima de Freitas, Cipriano Dourado, Carlos Amado...
No meu alfarrabista de referência, os 17 voluminhos estavam à venda, há dias, por 75 euros. Soube hoje que foram vendidos a uma senhora estrangeira, por certo conquistada pela beleza deles.
Por curiosidade bibliófila, posso informar que a BestNet tinha à venda a colecção completa, ao preço de 80 euros. Enquanto que a Frenesi, que normalmente se destaca nestes casos, os vendia por 280 euros.

endereçado a H. N., com estima.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Por assim dizer


Há quem se intimide com pequenas coisas, quem faça cerimónia em dizer não. Ateus há, que nunca entraram numa igreja, da mesma forma que os analfabetos, em princípio, nunca tiveram a experiência de franquear as portas de uma livraria - o que é lógico, a menos que se trate de alguma senhora de limpeza, iletrada, que lá vá exercer a sua higiénica função.
Mas também existem pessoas que, perante objectos e factos, observam um prudente respeito, quase sagrado, e nunca se perguntem da sua qualidade, da justificação da sua criação, do valor estético (ou não) inerente. Como, inexplicavelmente, há seres humanos que, perante uma música que foi gravada, um livro que foi publicado, uma estátua, um quadro, lhes atribuam o valor incontestável de tabu. Uma indiscutível autoridade. Só por existirem, no concreto da sua realidade.
Creio ser este, para além do hipócrita respeitinho português, um dos factores responsáveis pelo atraso de mentalidades e pela falta de sentido crítico nacional.
Dixit

domingo, 29 de novembro de 2015

Divagações 103


O missionar do gosto é uma actividade nobre, mas também uma tarefa vã e inútil.
Há-de haver sempre música pimba, versinhos provincianos, pintores de domingo, economistas cristãos, fotógrafos de ocasião, prosadores paroquiais, costureiras de opinião.
E aplausos.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Divagações 82


Onde é que se rompe o equilíbrio, ou até onde, não se sendo especialista, um simples admirador ou amador pode reconhecer ou classificar de (boa) estética(mente) uma obra de arte?
Se se pode admitir que o ser humano é o único animal que é sensível ao belo, também é certo que o homem pode ser insensível à obra de arte, sem deixar, no entanto, de possuir qualidades e características humanas.
O reconhecimento humano seria fácil, pelo menos, até finais do século XIX. Enquanto música e pintura, por exemplo, tendiam para uma representação e harmonia que, de imediato, seriam reconhecíveis. Mas, hoje, em que essas artes vão para além da representação do real ou se aproximam da dissonância?
Porque, sendo ainda indispensáveis, a imaginação, o pensamento e a emoção, os três elementos de avaliação da obra de arte, acabam por se transformar em bússolas cegas ou doidas, muitas vezes, nos dias de hoje.

segunda-feira, 19 de março de 2012

terça-feira, 29 de novembro de 2011