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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Linhagens 16

 

A afirmação surge no editorial do TLS (nº 6378), que passo a citar, traduzindo:

"Se é suposto que todos os escritores russos vieram de O Capote de Gogol, então toda a literatura norte-americana, segundo Ernest Hemingway, vem do livro de Mark Twain intitulado Huckleberry Finn." (pg. 2).


sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Últimas aquisições (63)



Vou agora muito pouco a livrarias, mas de cada vez que as frequento, não venho de mãos vazias. Por outro lado, já não estou em idade de arriscar nomes badalados dos top-10 ou capas bonitinhas, normalmente foleiras e de gosto duvidoso. Trouxe Hemingway e Cavafi, saídos recentemente. Só espero que tenham  traduções portuguesas à altura dos escritores referidos.



sexta-feira, 12 de setembro de 2025

A força das imagens



Sempre que o espadarte me vem à mesa, na refeição, lembro-me da hábil Mirandolina que, vinda de Belas pela manhãzinha, os expunha, pendurados, na sua pequena banca de Oeiras e, depois, já com mais espaço, no hipermercado de Cascais. Talentosa vendedora, ao fim do dia, já não havia nenhum resto do peixe.
Há imagens que marcam, definitivamente, as situações reais ou de ficção.
Embora na novela "O Velho e o Mar" traduzida de forma exemplar, para português, por Jorge de Sena, nunca se diga de que peixe gigantesco se tratava, aquele que o velho pescador tentava trazer para terra, o elegante desenho de Bernardo Marques, na capa da edição dos Livros do Brasil, sempre me pareceu de um espadarte. E para mim assim o será, em definitivo.

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Lembrete 74


O romance de Hemingway, O Velho e o Mar (em português na versão de Jorge de Sena, de 1956), teve duas adaptações ao cinema. A última, de 1990, com interpretação de Anthony Quinn. Prefiro porém a primeira cinematização (1958), com um desempenho notável de Spencer Tracy, música de Dimitri Tiomkin e realização honesta de John Sturges. É esta versão que passa hoje na Fox Movies, às 17h49. A quem queira aproveitar, aqui fica o aviso... 





Dois em um, e para quem tiver o livro, sugiro o folhear e/ou reler a versão de Sena, da Livros do Brtasil, com bonitas ilustrações de Bernardo Marques, que também traduziu de forma primorosa, em 1954, The sun also Rises (Fiesta) de Ernest Hemingway.

Nota pessoal: na minha perspectiva, e para quem saiba ou consiga ir um pouco mais além, esta obra é uma exemplar metáfora sobre a vida humana... só comparável a um excerto genial do Macbeth de William Shakespeare.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Catálogo de Livros Raros


Saíu esta semana o terceiro (?) Catálogo de Livros Raros, preparado e promovido pelo conceituado livreiro-alfarrabista Bernardo Trindade. Do acervo de 107 preciosos lotes, gostaria de destacar a colecção completa e encadernada dos 4 números da revista Graal (lote 51 - 100 euros); bem como a primeira edição (1940) de For Whom the Bell Tolls, de Ernest Hemingway (lote 53 - 1.900 euros). E ainda a edição original rara das Obras Métricas (1665), de Francisco Manuel de Melo, sob o lote nº 67, precificado a 2.500 euros.


terça-feira, 10 de março de 2020

Do que fui lendo por aí... 35


Por esta altura, e a propósito, para me habituar, eu deveria estar a  ler Defoe ou Camus, ou então rever Visconti e a sua Veneza empestada. Mas aconteceu que me calhou, e bem na rifa, um velho volume (1966) de contos de Ernest Hemingway (1899-1961).
E por aí vou admirando e lembrando a sua concisão narrativa, a ausência de rodriguinhos floreados e pirotécnicos, leitura enxuta que bem poderia aproveitar a tantos plumitivos pernósticos, prolixos e medíocres que se vão publicando por aí. Como tortulhos incontinentes, a quem as editoras dão guarida e terreno, indiscriminadamente...



sábado, 23 de novembro de 2019

Escrever bem


Que queremos dizer quando dizemos: Fulano escreve bem?
Se é um dado adquirido e uma verdade insofismável que ninguém discute a qualidade da escrita do escalabitano Fr. Luís de Sousa (Manuel de Sousa Coutinho) ou de Camilo, outro tanto será arriscado afirmarmos sobre a ficção de Hemingway ou de Mann, porque, no fundo e na maior parte destes casos, os livros passaram pelo crivo de melhores ou piores tradutores, quando os lemos na versão nacional. E se Fiesta (The Sun also rises) ganhou, em português, pela pena de Jorge de Sena, também já li algumas traduções de Mauriac, por exemplo, de péssima qualidade...
Elegância, clareza, ritmo, a proporção equilibrada das frases são factores a ter em conta - creio.
Mas se prefiro, talvez, o estilo sucinto de Cardoso Pires na esteira objectiva de Hemingway, não deixo de admirar a construção poderosa e inteligente de António Vieira, que me faz lembrar Quevedo.
O resto terá de sentir-se mais por intuição advinda de uma longa experiência vasta de leituras. E se tivermos sentido crítico que, normalmente, não abunda por estas paragens lusitanas...

segunda-feira, 18 de março de 2019

Paris é uma festa?!


Só por ironia ou humor negro, nos podemos lembrar de um título célebre de Hemingway, para caracterizar o que se vai passando, todos os fins-de-semana, na capital francesa. Entretanto, aquele que alguns detractores chamaram, na altura da eleição, o idiota útil e que ele auto-transformou em Júpiter, talvez por ser do signo do Sagitário, parece ter sido completamente ultrapassado pelos acontecimentos. Ou incapaz de lhes pôr termo.

Mas não deixo de ficar profundamente surpreendido com o silêncio de chumbo com que os nossos afrancesados nacionais se têm comportado em relação à situação francesa actual. Parece que não se passa nada por lá, de anormal. Para não falar dos comentadores políticos, nos meios de comunicação portugueses, que fingem ignorar os acontecimentos ou titubear umas hesitações que nada significam de concreto.
Ou já tudo passou à história e à banalidade do dia a dia?


Porque será?

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Uma fotografia, de vez em quando... (110)


São suficientemente conhecidas as fotos que Alberto Diaz Gutiérrez, mais conhecido por Alberto Korda (1928-2001), tirou, com a sua Leica, a Che Guevara.  A sua obra, aliás, constitui a mais completa iconografia da Revolução Cubana, sobretudo no seu período inicial, áureo e idealista.



Mas este cubano dedicou-se, inicialmente, à publicidade e à fotografia de Moda, para ganhar a vida. Até que a História se cruzou com ele...

quarta-feira, 18 de abril de 2018

George Steiner : a teoria da omissão

O silêncio, a dúvida e a procura também podem ser um sinal de sabedoria.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Citações CCCXXXVII


A sabedoria dos velhos é uma ilusão. Não é mais sábios que eles se tornam, mas mais prudentes.

Ernest Hemingway (1898-1961), in O Adeus às Armas (1929).

sexta-feira, 11 de março de 2016

Por falar em Hemingway...


O primeiro livro que li, de Ernest Hemingway (1899-1961), foi Fiesta ("The Sun also rises"), editado pela Editora Ulisseia, em 1958, numa magnífica e inultrapassável tradução de Jorge de Sena (1919-1978). Das obras do escritor norte-americano, foi a que mais vezes reli, e sempre com gosto. O prefácio de Sena é também exemplar, quer pela contextualização do romance, como também na caracterização do autor. Lá vem referida a célebre tirada irónica de Death in the Afternoon:
" - Deve então ser perigosíssimo ser um homem.
- E é, madame, e poucos sobrevivem."
No início dos anos 60, decidi arriscar uma das minhas primeiras leituras directamente do inglês, e não me dei mal. Calhou o livro cuja capa encima este poste, também de Hemingway, The Wild Years, editado pela Dell, em Dezembro de 1962. O livro abarca uma grande parte dos artigos e crónicas que tinham sido publicados no Toronto Star. O estilo directo, simples, realista e com grande ritmo de escrita, ajudou e facilitou a minha leitura, em língua inglesa. E fortaleceu Hemingway como um dos escritores mais importantes da minha juventude.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Uma fotografia, de vez em quando (77)


O fotojornalista norte-americano David E. Scherman (1916-1997) trabalhou, principalmente, para a revista Life e são conhecidas as suas reportagens sobre a II Grande Guerra. Ironia do destino, o seu trabalho mais popularizado é uma cena pacífica e doméstica: um conjunto de instantâneos tirados a 30 de Abril de 1945, na sala de banho da casa de Adolfo Hitler, em Munique. A banhista improvável é a sua colega, também fotógrafa, Lee Miller, e a data coincide com o dia do suicídio do chefe nazi, em Berlim.
De 1945, é também a fotografia de Ernest Hemingway, em Paris, com a jornalista de The New Yorker, Janet Flanner, lendo um manuscrito, num café da capital francesa.


sábado, 17 de janeiro de 2015

Curiosidades 35


Exactamente há 80 anos surgiam, nos escaparates das livrarias inglesas, os primeiros livros da famosa colecção Penguin Books. O primeiro volume foi o "Ariel", de André Maurois, seguindo-se "A Farewell to Arms", de Ernest Hemingway, dando-se início a uma inovadora produção editorial, quase revolucionária para a época (1935). A princípio, feitos em papel de jornal e ao preço imbatível de 6 pence - tanto quanto custava um maço de tabaco, na altura -, os livros tiveram um grande sucesso. E foram uma ideia notável do criativo editor Allen Lane (1902-1970). Ainda hoje são extremamente populares.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

De John Donne, as palavras eternas


Considerado o maior poeta inglês, dos chamados "metafísicos", John Donne (1573?-1631) é sobretudo conhecido pelo que muitos julgam ser um poema, que começa assim: "No man is an island..." Clérigo, de exercício, essas suas palavras, no entanto, são apenas o terceiro parágrafo (em prosa) da chamada Meditation XVII. Já no século XX, foram glosadas por Hemingway, em título de livro famoso - For whom the bell tolls.
Respeitando a tradição, aqui tentamos uma versão livre, em verso português, das suas perenes palavras:

Nenhum homem é ilha,
inteiro em si mesmo.
Cada um faz parte do continente,
pequena parte de um todo.
Se um pouco da terra for banhada pelo mar,
a Europa não o será menos.
Como tudo aquilo que é teu
será também do teu amigo.
A morte de um único homem
diminui-me, porque estou ligado
a toda a humanidade.
Por isso, não mandes perguntar
por quem o sino dobra,
que ele, também, dobra por ti.

domingo, 31 de agosto de 2014

Contos


Um número restrito de personagens e páginas (senão, transforma-se em novela), uma certa concisão narrativa, um leitmotiv forte, a tensão musculada das frases, de preferência breves (Hemingway, por exemplo), fazem do conto um caso à parte na prosa literária.
Há contos que são uma aguadilha, outros, um concentrado forte que não medrou para romance, talvez por impaciência do escritor. O remate, como no soneto, terá que ser apropriado e impressivo. Se possível, surpreendente, como num bom policial.
Esse clarão final, que fica na memória, é que nos permite, depois, reconstituir os antecedentes narrativos e recontar o conto a algum amigo nosso, que o não conheça. Muitos desses contos exemplares vieram da pena de Maupassant ou da caneta de Maugham.
E eu já andava com saudades de ler contos. Por isso, ontem, comprei duas antologias, na rua Anchieta, para me regalar e fartar. Ou talvez tivesse sido para funcionar como antídoto à leitura de "Guerra e Paz", de Tolstoi, que é um romance enorme, em 3 volumes. Estes contos são pequenos microcosmos narrativos...para intervalar.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Memória (91) : Lauren Bacall / Humphrey Bogart


Lauren Bacall faleceu ontem, a pouco mais de um mês de completar 90 anos. Foi, com Humphrey Bogart (1899-1957), um dos casais mais carismáticos do Cinema do século XX. Aqui ficam, num pequeno vídeo extraído de "To have and have not" (1944), de Howard Hawks, filme baseado no romance homónimo de Hemingway, e em que contracenaram juntos.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Citações CLXIII


A sabedoria dos velhos é um engano. Não é mais sábios que eles se tornam, é mais prudentes.

Ernest Hemingway (1898-1961).

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Uma fotografia, de vez em quando (14)


Seria imperdoável que, nesta rubrica, não se fizesse referência a Robert Capa (1913-1954), pseudónimo do húngaro Friedmann Endre Ernõ, de ascendência judaica, e um dos fundadores da agência Magnum. É, provavelmente, o mais célebre dos fotógrafos de Guerra, tendo coberto a Guerra Civil de Espanha, a II Grande Guerra, a 1ª Guerra da Indochina, onde viria a morrer, na sequência de um rebentamento de mina.
Mas também fotografou a Paz, como se pode ver pela magnífica foto de Picasso e Françoise Gilot. Na segunda fotografia, em plena II Grande Guerra (1944), Capa surge na companhia de Hemingway, de quem era amigo.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Hemingway, adolescente


Este pequeno bilhete de um Ernest Hemingway (1899-1961) adolescente, tem cem anos.
As mães guardam tudo, quase sempre, quase todas, daquilo que aos seus filhos se refere.
O pequeno manuscrito, conservado pela mãe (Grace) do escritor americano, é uma espécie de admissão de culpa e, também, um compromisso de se vir a portar melhor, no futuro. Foi escrito pouco antes de Hemingway completar 14 anos.