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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Pinacoteca Pessoal 84


Se o acantonamento de artífices da mesma profissão, na mesma rua, durante a Idade Média (e ainda hoje há, disso, vestígios) tem razões, sobretudo, administrativas, o desejo de alguns artistas, durante o século XX, de organizar grupos habitacionais com a mesma afinidade, em locais concretos, não o saberei eu explicar. Talvez a re-constituição de informais Academias de interesses comuns, que promovessem o diálogo teórico de ideias e o progresso das próprias artes, em execução. Na Inglaterra, embora de duração breve, há vários exemplos destes grupos, como por exemplo a comunidade, chamada Rananim, no País de Gales, constituída pelos escritores D. H. Lawrence e mulher (Frieda Lawrence), Katherine Mansfield e John Middleton Murray, e que foi criada no ano de 1916.
Embora mais tardia, por volta de 1936, foi criada no Essex (Eastbourne), uma comunidade de pintores, por iniciativa de Peggy Angus (1904-1993), que viria a juntar, também, Eric Ravilous - de quem já falámos aqui, no Blogue - e John Piper. Personalidade carismática e interventiva, há mesmo quem a tenha qualificado de exibicionista, Margaret MacGregor Angus, que usou o nome artístico de Peggy Angus, dinamizou essa comunidade, de forma muito significativa. Professora, gráfica, pintora e designer, tem uma vasta obra que fala por si. Foi a muralista que decorou inicialmente o aeroporto de Londres (chamado, mais tarde, de Heathrow), bem como projectou a decoração do pavilhão inglês na Expo de Bruxelas, em 1958. Porque também se interessou pelo azulejo.
Em imagem um auto-retrato de Peggy Angus, bem como o retrato que fez do seu amigo e também pintor, John Piper.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Pinacoteca Pessoal 77


Pintor, designer, gravador, notável aguarelista e ilustrador de livros, Eric Ravilious (1903-1942) foi grande amigo de Paul Nash (já aqui referenciado) que, provavelmente, terá influenciado a sua obra.
A II Grande Guerra, em que tomou parte, como piloto da RAF, deu-lhe motivo para uma boa parte dos seus trabalhos, onde as cores claras atenuam, de alguma forma, os horrores da violência e tragédia.
Tal como Saint-Exupery, o seu avião, que nunca foi encontrado, desapareceu, em 1942, nos mares da Islândia. Apesar da vida breve, produziu uma vasta obra, muito peculiar e interessante.