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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Da higiene, no antigamente



A páginas 118 de Casa Grande e Senzala, obra de Gilberto Freyre, pode ler-se:

"O século da descoberta da América - o XV - e os dois imediatos, de colonização intensa, foram por toda a Europa época de grande rebaixamento nos padrões de higiene. Em princípios do século XIX - informa um cronista alemão citado por Lowie - ainda se encontravam pessoas na Alemanha que em toda a sua vida não se lembravam de ter tomado banho uma única vez. Os franceses não se achavam, a esse respeito, em condições superiores às dos seus vizinhos. Ao contrário. O autor de Primitive Society recorda que a elegante rainha Margarida de Navarra passava uma semana inteira sem lavar as mãos; que o rei Luís XIV quando lavava as suas era com um pouco de álcool perfumado, uns borrifos apenas; que um manual francês de etiqueta do século XVII aconselhava o leitor a lavar as mãos uma vez por dia e o rosto quase com a mesma frequência; que outro manual, do século anterior, advertia os jovens da nobreza a não assoarem o nariz à mesa com a mão que estivesse segurando o pedaço de carne; que em 1530 Erasmo considerava decente assoar-se a pessoa a dedo, uma vez que esfregasse imediatamente com a sola do sapato o catarro que caisse no chão; que um tratado de 1539 trazia receitas contra piolhos, provavelmente comuns em grande parte da Europa."

sexta-feira, 12 de março de 2010

Citações XVI : Erasmo



Nos seus "Colóquios", Erasmo de Roterdão (1469-1536), referindo-se a Sócrates (470-399 a. c.), escreve, a dado ponto:

" Que admirável ousadia de espírito num homem que não conhecia Cristo, nem as Escrituras. Quando o leio, tenho que me conter, para não exclamar: santo Sócrates, orai por nós!"