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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Elizabeth Barrett Browning (1806-1861)


Soneto XLIII

De que forma te amo? Deixa-me contar as maneiras.
Amo-te em profundidade, respiração e altura
A que pode chegar a minha alma, até perder de vista,
Com todas as forças do meu Ser e da Graça ideal.
Pelo nível mais alto a que se chega em cada dia
Na sua necessidade mais tranquila, ao Sol, mas também
pela treva iluminada, livre, como se luta p'la Justiça,
Da forma mais pura, como se prescindisse de qualquer louvor,
Amo-te com a paixão inteira com que me entregava
Às minhas dores mais fundas ou com a fé das crianças;
Eu amo-te com todo o amor com que se perdem os Santos
Mais queridos. Amo-te da mesma forma que respiro,
Com risos e lágrimas de toda a minha vida. E, se Deus quiser,
Hei-de amar-te ainda mais, depois da minha morte.


Elizabeth Barrett Browning, in Sonnets from the Portuguese.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Salão de Recusados XIII : Triálogo literário



1. " O amor é apenas um episódio na vida de um homem, mas é toda a história na vida de uma mulher."

Madame de Staël (1766-1817).


2. "But I love you, sir:
And when a woman says she loves a man,
The man must hear her, though he loves her not."

Elizabeth Barret Browning (1806-1861), in " Aurora Leigh".


3. " Os homens querem ser sempre o primeiro amor de uma mulher. Nós mulheres temos um instinto mais subtil acerca das coisas. O que nós queremos ser é o último amor de um homem."

Oscar Wilde (1854-1900), in "A Woman of no Importance".