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sábado, 27 de abril de 2024

Está tudo dito

 

Quando até o circunspecto jornal NYT noticia as eleições do FCP,  e com direito a imagem, não há dúvida que o futebol é que instrói e o Porto é uma nação. Não se podia pedir mais ao mundo...

domingo, 10 de março de 2024

Votar

  

Completam-se este ano 55 sobre o meu primeiro voto, no ano de 1969, ainda em ditadura. Falhei uma única vez as eleições, nos anos 80, por estar doente. E nunca dei para o peditório dos nulos ou brancos, que me parecem uma bizarria inútil. Muito embora o meu voto deste ano me não despertasse um grande entusiasmo, sobretudo pelos causadores destas eleições antecipadas: os agentes menores (MP) e o fala-barato-mor (PR).
Votámos cedo, seriam umas 8h25 da manhã. E agradou-me muito ouvir a Presidente rejubilar para os companheiros da mesa (quando me devolveu o cartão de cidadão, depois de eu votar), dizendo: "Já temos 5%!"

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Reflexões, a propósito de um poema de Pessoa e das Presidenciais brasileiras


É peregrina a ideia, embora possível, que um eleitor, à boca das urnas, possa mudar de intenções e, num golpe de rins manifestamente improvável, possa vir a votar, arrependido, num candidato mais limpo, mais apropriado à sua condição de proletário, mais digno e mais democrata, à partida.
Mas também eu sou dado a utopias, não desdenho o idealismo das convicções, também sonho com um mundo melhor, embora o presente aconselhe o prudente pessimismo, pelo que vai acontecendo neste universo pequenino que é a Terra que habitamos. Se o século XX foi mau, este XXI parece vir a ser ainda pior.
Ingenuamente, afadiguei-me nos últimos dias em postes preventivos, a propósito das próximas eleições brasileiras. Cerca de 15% das visitas ao Arpose, chegam do Brasil. É certo que grande parte delas vêm às imagens (sobretudo, insólitas e extravagantes, ou primárias), procuram coisas infantis, não buscam cultura nem pensamento muito elaborado. 
Mas eu tinha grande esperança no poema (quadra) do Pessoa (Álvaro de Campos):

The Times

Sentou-se bêbado à mesa e escreveu um fundo
do Times, claro, inclassificável, lido,
supondo (coitado!) que ia ter influência no mundo...
.................................................................................
Santo Deus!... E talvez a tenha tido!


Decerto, estúpida e inutilmente, o fiz. E perdi o meu tempo, por entre cegos, bárbaros e ignorantes suicidas.

sábado, 20 de outubro de 2018

O sexo dos anjos e a nova ignorância


Enquanto por cá, alguns estultos ociosos discutem e decidem sobre se as criancinhas devem ou não ser ensinadas e obrigadas a dar beijinhos aos avós, no Brasil (e em Portugal, alguns descuidados emigrantes), preparam-se para dar o seu voto a um jagunço.
Deus tenha piedade dos pobres de espírito!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Apontamento 106: A cor e a qualidade do jornalismo



Ontem, acompanhei, um pouco, a “jornada épica” do debate televisivo entre A. Merkel e M. Schulz, candidatos, respectivamente, da CDU (da direita) e do SPD (da Internacional Socialista) a um lugar de chanceler da Alemanha, nos próximos anos.

Procurando informar-me sobre o desenvolver da campanha eleitoral da Alemanha, com a devida distância, e a reflexão “intramuros”  sobre as autárquicas,  o estado da política e a consciência dos eleitores, não posso deixar de sublinhar que um debate, entre candidatos, de 90 MINUTOS, é um “assassinato por entusiasmo” !

Primeiro, porque os eleitores já não têm uma capacidade tão prolongada de concentração. Segundo, porque os jornalistas não pretendem, objectivamente, colocar-se ao serviço do bem comum da informação, o que impede que as pessoas estejam atentas com o objectivo de serem esclarecidas. A agenda dos jornalistas já não coincide com a essência da sua razão de ser, a saber, o seu mister de informar, esclarecer e contribuir para o bem comum. Foi, aliás, o que se viu, mais uma vez, ontem.

Sucede, no entanto, que os nossos jornalistas ainda são mais alinhados nesta “agenda” oculta da política. Enquanto nos vários jornais da Alemanha ainda se discutia quem tinha sido o vencedor da noite: MERKEL OU SCHULZ, por cá os jornais principais já tinham a “caixa” preparada. MERKEL GANHOU.

Ora, como a SENHORA MERKEL poderá ser a próxima “chefe ideológica” máxima do jornal para que trabalham os nossos jornalistas, convém posicionar-se cedo. 

Felizmente, e por enquanto, ainda entendo outra língua e outros jornais de referência. 

Post de HMJ

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Desabafo (9)


Assim diz o ditado: De Espanha, nem bom vento nem bom casamento...
Lá nos livrámos do Banif, para o Santander. Mas por que preço!
E o resultado das eleições espanholas são um autêntico molho de brócolos.




segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Desabafo (8)


Andam, no torrãozinho natal, algumas almas sensíveis, umbilicalmente com cólicas, preocupadas com a moderada esquerda doméstica e nacional.
Talvez fosse aconselhável alargarem a vista e o horizonte mental, pequenino, e verem o que se tem passado na Hungria e, agora, na França...
Ainda será de dizer: a Europa connosco?

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Declaração pré-eleitoral


1. Fez-se moda, recentemente, através de alguns nomes minimamente conhecidos do panorama público nacional, a declaração, nos meios mediáticos, do seu sentido de voto. É a estratégia  do Big Brother aplicada a coisas sérias. Acho mal. Parece-me o prestar de vassalagem antecipado, e oportunista, com o objectivo inconfessado de virem a receber mordomias post-eleiçoeiras, em recompensa da propaganda que fizeram, numa pretensa lealdade sonsa e venal.
2. Desde 1969 que eu voto. Falhei apenas uma vez (eleições europeias), até hoje, por manifesta impossibilidade física. Nunca votei em branco, nunca anulei o meu boletim de voto e, tirando essa excepção, nunca me abstive. Isso me dá algum direito para classificar os eleitores em 3 categorias: os inertes, os mornos e os activos. Chamo inertes aos que se abstem, votam nulo ou branco; os mornos são os mutantes, e os activos, nos quais me incluo, tomam partido, pesando a circunstância e as suas próprias convicções políticas. É o que farei no próximo dia 4 de Outubro de 2015.

sábado, 26 de setembro de 2015

Pobrezinhos, mas honestos...


...como no tempo da velha Senhora...


com agradecimentos a AVP.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Apontamento 47: A deriva da Senhora Merkel é um pesadelo para o cidadão da Europa



Poucos dias antes das eleições para o Parlamento Europeu, a Senhora Merkel brinda-nos, mais uma vez, com a sua habitual arrogância e num total desrespeito pelos tratados fundamentais da UE, a saber:

“Os membros da Comissão são escolhidos em função da sua competência geral e do seu
empenhamento europeu de entre personalidades que ofereçam todas as garantias de independência.
A Comissão exerce as suas responsabilidades com total independência.
E, os membros da Comissão não solicitam nem aceitam instruções de nenhum
Governo, instituição, órgão ou organismo.”

Ao que parece, a “poderosa” Senhora já alcançou a “concordância, na GROKO [=coligação CDU/SPD] para a «ocupação» das posições-chave na UE”, claro está, depois do resultado das eleições próximas.

Perante esta deriva, no mínimo perigosa, pergunta-se o cidadão o que significa, para os políticos da Alemanha”, o preceito fundamental da UE, prevendo que “todos os cidadãos têm o direito de participar na vida democrática da União”. O cidadão da Europa irá votar no próximo Domingo, sabendo que, no seu centro, a Alemanha já dividiu os “tachos”, e certamente a seu favor ?


De facto, o ataque aos princípios fundamentais da UE não poderia ser mais significativo. E é uma profunda afronta aos princípios democráticos dos verdadeiros cidadãos da Europa.

Post de HMJ

domingo, 20 de janeiro de 2013

O esbatimento das ideologias


Os resultados, hoje, verificados nas eleições de Niedersachsen (Baixa Saxónia), na Alemanha, com uma vitória tangencial do SPD (mais 1 deputado) do que a CDU, de Angela Merkel, só vêm justificar este quase empate técnico das consciências que, já antes, nas eleições gregas se tinha  traduzido pela pulverização e dispersão dos votos dos eleitores por vários dos partidos helénicos. Como numa quase conclusão de que um é = a outro. A descaracterização política, os centrões, o esbatimento das ideologias, os políticos de aviário são em grande parte os responsáveis pelo desencanto dos jovens e pelas abstenções, cada vez maiores, nas eleições do mundo ocidental. Este indiferentismo poderá abrir a porta, num futuro próximo, a novos populismos ou ditaduras mais sofisticadas e subtis que, pé ante pé, já se têm vindo a instalar. 
No inverso, o Islão cavalga, iroso e num mundo cada vez mais próximo, um fanatismo ideológico medieval, que nos parece - para lembrar Pessoa e Cavafy - colocar, a todos, como peões ou jogadores de xadrez, à espera dos bárbaros.

domingo, 13 de maio de 2012

Da janela do aposento 10: Democracia



As eleições deste Domingo, na Renânia do Norte-Vestefália, o estado federal com maior população, registaram uma perda de quase 8,5 % da CDU (de A. Merkel) e a vitória do SPD. Embora distante, tenho acompanhado, em visitas regulares, as preocupações dos habitantes de Colónia assim como observado as mudanças na cidade. Em conversas frequentes, são temas recorrentes e de alcance europeu a constatação do empobrecimento de uma parte significativa da população com pretensos ganhos (?) de competitividade a favor e ao serviço de quem ? 
Se o SPD ganhou, hoje, em todos os círculos da cidade do arcebispo de Colónia, assinale-se, então, que o quadro de influências mudou quando comparado com o vivido nos anos 60 do século passado. A aldeia de Merkenich (com resultados, hoje, de 39.3% para a SPD e 33,3% para a CDU) dividia-se, na altura, numa parte antiga e tradicional que contrastava com a parte nova, construída, sobretudo, com "forasteiros" - vermelhos e protestantes - que a fábrica da Ford, entre outras, e o pós-guerra trouxeram.
Quem dominava, politicamente, a facção tradicional, era, quase obviamente, o CDU, personificado por um cacique local, chamado entre dentes o "CDU-Lümmel" [= brutinho do CDU] e devido ao C [= cristão] do partido. O perfil da criatura terá, porventura, semelhanças regionais, nacionais e europeias com outros quejandos que se nos cruzam nos caminhos da política. De insignificante padeiro, tido como cábula, casou rico e passou a viver dos rendimentos do património imobiliário da mulher, designando-se como "privatier" quando se lhe perguntava a profissão (!).
Se a criatura ainda estiver viva e lúcida, não compreenderá, certamente, a mudança de sentido de voto de hoje na aldeia do seu antigo domínio.
Resta a suprema lição da democracia que tanto abate velhos como novos caciques.

Post de HMJ

domingo, 6 de maio de 2012

Gaudeamus igitur


Dia D, F, G, H ?


Previsível e fatal, para onde múltiplos factores convergiram (terceira via, queda do Muro, emigração descontrolada, envelhecimento populacional e, por isso, aumento do voto conservador...), a deriva para a Direita, da Europa social-democrata dos anos 60/70, era uma consequência lógica. Mas, em vez de uma alternância posterior, de novo para a Esquerda, a crise de 2008 tem vindo a arrastar uma boa parte dos países para a Direita extrema. São disso bons exemplos, pelos piores motivos, a Hungria, a Holanda e o reforço, em muitas outras nações, do voto na extrema-Direita.
Sem alimentar excessivas ilusões, os resultados das eleições de hoje, na França e na Grécia, mesmo que favoreçam a Esquerda, poderão ser um travão a essa deriva da Europa, de consequências imprevisíveis, mas nunca benéficas. Das humilhações do Tratado de Versalhes à República de Weimar e respectivas sequências conhecidas, o tempo foi breve. Para não usar o gasto chavão, muito a gosto de alguns jornalistas e comentadores núbeis, cábulas ou pouco originais, de "a partir de hoje, nada será como dantes", eu diria que hoje é, pelo menos, um dia importante para o futuro da Europa.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

As palavras justas


Com a devida vénia a Rui Tavares e ao jornal "Público", de hoje (6/6/2011), passo a citar:
"...Para a esquerda o tempo está virado do avesso. O dia de eleições foi ontem. O dia de reflexão só agora começou."

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A sinceridade de pensar por si


Nunca, como hoje, a pouco mais de duas semanas de eleições, me encontrei tão dividido, tão cheio de hesitações e de dúvidas. Voto desde 1969 (C.E.U.D.) e, desde então, salvo umas "europeias", nos anos 80, por razões de dificuldade geográfica, nunca faltei com o meu voto na urna, claro e efectivo, como parte da minha responsabilidade cívica de cidadão. Nunca votei branco ou nulo. Por feitio e vida profissional, de mais de 38 anos de trabalho (fora a tropa), em empresas privadas, tento ser também pragmático e, por isso, votei "útil" algumas vezes - não muitas. Penso que não merecia assistir à grande maioria de mediocridade das lideranças europeias, porque fui criado e formado em princípios éticos de solidariedade com exemplos de estadistas de qualidade, mas a Natureza e o Tempo são, normalmente, padrastos. Nem merecia, também, estes líderes portugueses de "aviário", muitos deles que nem passaram pela vida real do sacrifício, do trabalho, do quotidiano difícil de cumprir obrigações e deveres. E preocupa-me, seriamente, o futuro dos meus Filhos e o porvir de Portugal. Mas vou continuar a ver, a ler e a pensar. A paciência, neste momento, acaba por ser um dever...